sábado, 23 de julho de 2016

Museu realiza mostra com objetos de ex-combatentes de 32 em Piracicaba


O Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, em Piracicaba (SP), realiza a exposição "Revolução Constitucionalista de 1932" a partir desde o dia 8 de julho. A mostra é composta pelo acervo do próprio espaço, com diversos tipos de materiais utilizados nos confrontos entre as tropas paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas. A visitação é gratuita e segue até o dia 21 de agosto de 2016.
O acervo do Museu integra objetos e documentos referentes ao conflito armado. Todos os itens foram doações dos próprios combatentes ou de seus familiares.
Serão expostas imagens, medalhas, documentos, peças de uso cotidiano das tropas, indumentárias, dentre outros objetos que, atualmente, guardam a memória de pessoas e ex-combatentes.

Serviço
Abertura da exposição Revolução Constitucionalista de 1932
Quando: de 8 de julho até 21 de agosto
Horário: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h. Aos sábados, domingo e feriados, das 12h às 16h
Quanto: Gratuito
Mais informações: (19) 3422-3069

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Redação


Dois alunos da Escola Estadual Jorge Coury receberam o Diploma de Mérito Patrono Natal Meira Barros, durante solenidade de 9 de Julho, realizada na praça José Bonifácio. Eles tiveram suas redações sobre a data escolhidas como as melhores em concurso organizado pelo Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba e a Diretoria Regional de Ensino do Estado de São Paulo. Evelaine de Aguiar Justino representou o 9º. ano e Renan Sena Pereira a 3ª. série da Escola Jorge Coury, cujo patrono também foi voluntário na Revolução de 1932.












quarta-feira, 20 de julho de 2016

Exposição Câmara

A Câmara de Vereadores de Piracicaba abriga, de 9 a 22 de julho, a Exposição "Revolução Constitucionalista de 1932". São fotos, medalhas, pertences e vários itens relacionados à Epopeia Paulista doados por voluntários e familiares. A curadoria foi de Fábio Bragança, responsável pelo acervo histórico da Câmara.


Fábio Bragança (Câmara de Vereadores), João Manoel dos Santos (vereador) e Edson Rontani Júnior (Núcleo Voluntários de Piracicaba)


Grupo de escoteiros presente à mostra


O aluno Renan Sena, da Escola Estadual Jorge Coury, teve sua redação escolhida em concurso promovido pelo Núcleo Voluntários de Piracicaba. A mesma encontra-se exposta na Câmara.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Exposição na Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores de Piracicaba sedia, até o dia 22 de julho, a exposição sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, com a curadoria do historiados Fábio Bragança. Confira algumas fotos da mostra.












domingo, 17 de julho de 2016

Família são homenageadas no 9 de Julho em Piracicaba


 Familiares de diversos voluntários foram homenageados. Houve o depósito de coroa de flores no Monumento ao Soldado Constitucionalista acompanhado pelos filhos do sr. Romeu Gomes, que faleceu em junho passado, sendo o último voluntário em Piracicaba.





sábado, 16 de julho de 2016

Governador Pedro de Toledo


* Edson Rontani Júnior e André Manoel da Silva – presidente e vice-presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba

   Passados 84 anos após o 9 de julho de 1932, estopim da Revolução Constitucionalista, nos vem a mente a figura emblemática do jovem soldado paulista envergando um uniforme caqui e um capacete de aço. Em Piracicaba, nos lembramos do Monumento ao Soldado Constitucionalista na Praça José Bonifácio e da rua Voluntários de Piracicaba, referências aos cerca de mil piracicabanos que partiram em direção aos fronts de batalha.
   Indiretamente, a nós moradores de Piracicaba, um nome faz parte do nosso cotidiano, e muitos desconhecem sua importância. Trata-se de Pedro Manuel de Toledo, mais conhecido como “Governador Pedro de Toledo”. Nascido na capital no ano de 1860, advogado de formação, ocupou diversos cargos de relevância nos cenários estadual e federal.
   Era uma figura respeitada. Homem público, cuja a política era encarada como um meio de colaborar com o desenvolvimento do seu país. Não importava a vertente política que estivesse no poder, todos respeitavam e veneravam.
   Já com mais de 70 anos de idade, numa tentativa de acalmar os ânimos paulistas, Pedro de Toledo, foi nomeado Interventor Federal no Estado de São Paulo. Getúlio Vargas atendia assim um dos anseios de seus opositores que não aceitavam a frente do Governo de São Paulo os chamados “forasteiros”, estranhos ao cenário político bandeirante.  
   A manobra mostra-se desastrosa, pois, com a presença de Pedro de Toledo no governo do Estado, surgiu campo fértil para o amadurecimento da Revolução Constitucionalista. O novo interventor acabou por decidir pela Revolução na noite de 9 de julho, antecipando-a em cinco dias, uma vez que ela deveria coincidir com a data da Revolução Francesa.
   Pedro de Toledo, político como poucos que existiram no nosso país, até no momento do grito de Revolução, o fez com honradez. Em telegrama enviado ao Catete, agradecia a indicação ao cargo de interventor.
   Foi aclamado “Governador de São Paulo”, cargo que nunca concorreu, mas que em poucos dias no seu exercício, o fez como ninguém. Passados quase três meses de conflito, Pedro de Toledo recebe uma comitiva federal, a qual decreta a sua prisão, e nos seus últimos passos dentro do Palácio dos Campos Elísios, antiga sede do governo paulista, disse que embora derrotado, traído e vencido nas armas, os ideais que levaram os paulistas a luta se perpetuariam.
   Assim, como todo o Estado Maior Revolucionário, Pedro de Toledo foi preso e exilado na Europa. Em 1934, retorna ao Brasil, e presencia a promulgação da Nova Constituição, pela qual tanto lutou. Falece um ano depois na cidade do Rio de Janeiro com 75 anos de idade. Seus restos mortais, hoje repousam no Mausoléu do Soldado Constitucionalista em São Paulo.
   É um personagem reverenciado pelo Governo do Estado e pela Sociedade MMDC de Veteranos de 1932, com uma medalha que leva o seu nome. Empresta ainda seu nome a mais de uma dezena de ruas e avenidas por todo o estado. Em Piracicaba não foi diferente. A antiga Rua do Commércio, que na era Vargas já havia recebido o nome do político paraibano João Pessoa, recebe o de Pedro de Toledo, “Governador” por aclamação e respeito do povo paulista e piracicabano.

(Publicado no Jornal de Piracicaba no dia 9 de julho de 2016, página 2)

Governador Pedro de Toledo



* Edson Rontani Júnior e André Manoel da Silva – presidente e vice-presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba

   Passados 84 anos após o 9 de julho de 1932, estopim da Revolução Constitucionalista, nos vem a mente a figura emblemática do jovem soldado paulista envergando um uniforme caqui e um capacete de aço. Em Piracicaba, nos lembramos do Monumento ao Soldado Constitucionalista na Praça José Bonifácio e da rua Voluntários de Piracicaba, referências aos cerca de mil piracicabanos que partiram em direção aos fronts de batalha.
   Indiretamente, a nós moradores de Piracicaba, um nome faz parte do nosso cotidiano, e muitos desconhecem sua importância. Trata-se de Pedro Manuel de Toledo, mais conhecido como “Governador Pedro de Toledo”. Nascido na capital no ano de 1860, advogado de formação, ocupou diversos cargos de relevância nos cenários estadual e federal.
   Era uma figura respeitada. Homem público, cuja a política era encarada como um meio de colaborar com o desenvolvimento do seu país. Não importava a vertente política que estivesse no poder, todos respeitavam e veneravam.
   Já com mais de 70 anos de idade, numa tentativa de acalmar os ânimos paulistas, Pedro de Toledo, foi nomeado Interventor Federal no Estado de São Paulo. Getúlio Vargas atendia assim um dos anseios de seus opositores que não aceitavam a frente do Governo de São Paulo os chamados “forasteiros”, estranhos ao cenário político bandeirante.  
   A manobra mostra-se desastrosa, pois, com a presença de Pedro de Toledo no governo do Estado, surgiu campo fértil para o amadurecimento da Revolução Constitucionalista. O novo interventor acabou por decidir pela Revolução na noite de 9 de julho, antecipando-a em cinco dias, uma vez que ela deveria coincidir com a data da Revolução Francesa.
   Pedro de Toledo, político como poucos que existiram no nosso país, até no momento do grito de Revolução, o fez com honradez. Em telegrama enviado ao Catete, agradecia a indicação ao cargo de interventor.
   Foi aclamado “Governador de São Paulo”, cargo que nunca concorreu, mas que em poucos dias no seu exercício, o fez como ninguém. Passados quase três meses de conflito, Pedro de Toledo recebe uma comitiva federal, a qual decreta a sua prisão, e nos seus últimos passos dentro do Palácio dos Campos Elísios, antiga sede do governo paulista, disse que embora derrotado, traído e vencido nas armas, os ideais que levaram os paulistas a luta se perpetuariam.
   Assim, como todo o Estado Maior Revolucionário, Pedro de Toledo foi preso e exilado na Europa. Em 1934, retorna ao Brasil, e presencia a promulgação da Nova Constituição, pela qual tanto lutou. Falece um ano depois na cidade do Rio de Janeiro com 75 anos de idade. Seus restos mortais, hoje repousam no Mausoléu do Soldado Constitucionalista em São Paulo.
   É um personagem reverenciado pelo Governo do Estado e pela Sociedade MMDC de Veteranos de 1932, com uma medalha que leva o seu nome. Empresta ainda seu nome a mais de uma dezena de ruas e avenidas por todo o estado. Em Piracicaba não foi diferente. A antiga Rua do Commércio, que na era Vargas já havia recebido o nome do político paraibano João Pessoa, recebe o de Pedro de Toledo, “Governador” por aclamação e respeito do povo paulista e piracicabano.

(Publicado no Jornal de Piracicaba no dia 9 de julho de 2016, página 2)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Fotos da solenidade de 9 de Julho 2016

Fotos da solenidade comemorativa ao 84º. Aniversário da Revolução Constitucionalista realizada na Praça José Bonifácio, Piracicaba, na manhã de 9 de julho de 2016.


Houve participação ao vivo dos músicos da Banda União Operária, a mesma que comandou e escoltou os voluntários de Piracicaba do Teatro Santo Estevão, subindo a rua Boa Morte e entregando-os na Estação da Paulista, de onde partiram para a capital paulista.


O hasteamento das bandeiras foi conduzido por atiradores do TG 02-028

Autoridades civis e militares compuseram a ala de apresentação da manhã

Vereador João Manuel dos Santos, Capitão do Exército Silas Romualdo (Guarda Civil), Antonio Moraes (Guarda Civil), Edson Rontani Júnior (Núcleo Voluntários de Piracicaba) e vereador Pedro Kawai

 Sub-tenente Marcelo Lopes, representante da PM, Capitão Sendin (Corpo de Bombeiros), tenente André Manoel (Vice-presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba) e representante da PM



O prefeito Gabriel Ferrato fez sua saudação


O vereador João Manuel dos Santos fala da importância da solenidade comemorativa. Ele é autor da lei que instituiu a solenidade anualmente.


Grupamento do TG 02-028

domingo, 10 de julho de 2016

Famílias de ex-combatentes de 32 recebem homenagens em Piracicaba


   Famílias de ex-combatentes de 32 recebem homenagens em Piracicaba Os familiares de 45 ex-combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932 participaram de solenidade realizada na Praça José Bonifácio, em Piracicaba (SP), na manhã deste sábado (9). Os soldados que lutaram no conflito armado receberam homenagens póstumas. A celebração teve hasteamento de bandeiras, salva de tiros e desfile. A programação de atividades terminou na Câmara de Vereadores, onde foi aberta uma exposição sobre o tema.

   Em Piracicaba, mais de 1,7 mil voluntários e combatentes participaram da Revolução de 32. Em todo o estado, foram mais de 300 mil pessoas.

   A Revolução   Considerada como a primeira e maior revolta contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas, a Revolução de 1932 foi uma mobilização do estado de São Paulo que liderou a tentativa de derrubar o então presidente da República do poder e promulgar uma nova Constituição para o Brasil.

   O movimento foi marcado pela morte dos estudantes paulistas Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, em 23 de maio de 1932, em um comício na capital. As iniciais de seus nomes (MMDC) transformaram-se na sigla da Revolução Constitucionalista.

   Homenagens   O primeiro ex-combatente homenageado foi Romeu Gomes de Oliveira, que faleceu no dia 17 de junho, aos 100 anos.
   Ele era o único soldado vivo entre os voluntários que saíram da cidade para lutar contra o governo do presidente Getúlio Vargas. Viúvo de Silvandira Bernardo de Oliveira, ele deixou filhos, netos e bisnetos.
   Na sequência, foram entregues outras 44 homenagens póstumas às famílias dos ex-combatentes. Entre elas, a de Agostinho de Aguiar, Alberto Botelho, Antonietta Marozze Rigghetto, Armando Ferreira Alves, Benedicto Rocha, Bruno Bueno Rocha, Christiano Marius Peetz, Cícero Certaim, Dante Mariconi, Dirceu Vieira, Domingos de Campos, José Pires Fleury Júnior, Ennes Silveira Mello e Francisco Sampaio.
 
   Receberam condecorações póstumas também as famílias dos ex-combatentes de 32: Giácomo Galdi, Jacques de Andrade, João de Aguiar, João Rocha, Joaquim Moreno, Joaquim Perossi, José Armando Furlani, José Felício, José Gabriel Dias Brasil, José Machado de Lima, José Martins, Julio de Andrade, Lazaro de Macedo, Leônidas Fogaça, Luiz Avelino Bortolan, Luiz Castilho, Luiz Gomes dos Reis, Luiz Siqueira, Manoel Sampaio Mattos, Maria Rinaldi de Macedo, Mário Ducatti, Miguel Melchiades Sendin, Natal Meira Mattos, Orestes Signorelli, Ormindo de Camargo, Oscarlino da Costa, Pedro Salgado, Romeu Gomes de Oliveira, Scar Antonio Bressan, Sebastião Firmino de Arruda, Silvino Carletto, Valdomiro Zaghi e Walter Radamés Accorsi.

    O vereador João Manoel dos Santos (PTB), o prefeito de Piracicaba, Gabriel Ferrato (PSDB), Pedro Kawai (PSDB) representantes da Polícia Militar, Tiro de Guerra, Guarda Civil, Corpo de Bombeiros, o Grupos dos Escoteiros da cidade e o jornalista Edson Rontani Júnior, presidente do Núcleo MMDC Voluntários do município estiveram presentes na solenidade.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Combatentes do dia a dia



Edson Rontani Júnior – Presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba
André Manoel da Silva – Vice-presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba

   Vivemos inegáveis dias de combate. Combatemos a dengue, combatemos a insegurança, combatemos a intolerância no trânsito, combatemos o avanço das drogas, o “bullying” que toma dimensões inimagináveis nas escolas, e tantos outros desafios sociais.
   Porém, como combatentes da atualidade, alguns já se esqueceram daquilo que foi utilizado como bandeira de luta por muitos que nos antecederam: o respeito, a dignidade e o idealismo. Infelizmente, as gerações atuais sequer sabem que neste 9 de julho tivemos o estopim da Revolução Constitucionalista de 1932. Isso, ainda longe de estar fadado ao esquecimento, entrou para os anais da glória dos paulistas, há exatos 84 anos.
   Na verdade a Revolução começou em 23 de maio de 1932 quando os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram mortos por tropas federais durante manifestação em São Paulo. De seus nomes surgiram as iniciais M. M. D. C. que, pelos meses seguintes, formaram uma sociedade secreta que pretendia destituir Getúlio Vargas do governo nacional.
   A Revolução de 32 é mais lembrada pelo 9 de julho, dia em que deflagrada oficialmente a oposição ao governo Getúlio Vargas. Seu desfecho ocorreu em 3 de outubro de 1932, num total de 87 dias de combate contra as forças federais, que resultaram em quase mil mortes.
   Desde 1997, o 9 de julho passou a ser feriado estadual por determinação do governador Mário Covas. Foi quando completou a Revolução seus 65 anos. O 9 de julho passou a ser visto como mais um feriado. Um dia de inverno para “churrasquear”, ficar em casa vendo TV e se encontrar com amigos e familiares. Daí vem o combate de outros voluntários contemporâneos: deixar que a data seja apenas um dia em vermelho no calendário e passe a ter a força de seu ideal de origem.
   Cabe lembrar que o movimento paulista foi um revide ao governo do presidente Vargas o qual assumia o papel do executivo, legislativo e judiciário. Não existia uma Constituição formal que deixasse claro qual o foco do presidente da República. Senadores, deputados e vereadores não tinham pensamento próprio. Respondiam ao que Vargas pensasse.
   A capital paulista vivia momentos de tensão, com manifestações, greves e passeatas.  Na manhã de 23 de maio de 1932, uma reviravolta com partidários varguistas hostiliza os manifestantes. O Centro de São Paulo se transforma em verdadeiro caos. Na praça da República, precisamente na rua Barão de Itapetininga, insatisfeitos tentam invadir a sede do Partido Popular Paulista, um dos braços da Liga Revolucionária, que apoiava a figura de Vargas. Entocados, estes passam a disparar incessantemente, matando os quatro estudantes M. M. D. C.: Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antonio Camargo de Andrade. São vários os feridos, inclusive Orlando de Oliveira Alvarenga, que faleceria em agosto seguinte.
   Depois, partiu-se para a triste e lamentável história que conhecemos, com os revolucionários sofrendo centenas de baixas e São Paulo sendo isolada do resto do Brasil.
   Piracicaba teve sua participação nesta história. Os combatentes foram denominados de “voluntários de Piracicaba” partindo de onde hoje se encontra a praça José Bonifácio tomando rumo à Estação de Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a popular Estação da Paulista. Rumaram a São Paulo. Lá muitos foram para o Vale do Paraíba. Registros remontam como sendo 14 os piracicabanos mortos em combate, que jazem no Mausoléu do Soldado Constitucionalista do Cemitério da Saudade.
   Os combatentes não foram apenas estes. Foram também aqueles representantes de famílias despedaçadas pela intolerância, que perderam irmãos, filhos e maridos. Combatentes foram aqueles senhores e senhoras que se prostraram diante do Monumento ao Soldado Constitucionalista quando este foi removido da praça José Bonifácio e levado para a praça em frente ao Cemitério da Saudade, no início dos anos 1980.
   Combatentes também são aqueles que ajudam a data a não cair no esquecimento, ensinando à atual geração o real sentido do amor à sua terra e ao ideal. Cabe lembrar que combatente não vence a guerra e sim enfrenta as batalhas que a vida lhe impõe.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Museu Prudente de Moraes recebe palestra sobre Revolução de 1932


Escoteiros compareceram para assistir à palestra sobre a Revolução de 1932

   Perto de 50 pessoas acompanharam a palestra "A Revolução de 1932 e o Impacto na Juventude" apresentada pelo Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba na tarde de 6 de julho, como evento alusivo à 84ª. lembrança da Revolução Constitucionalista. O evento foi prestigiado por escoteiros do Grupo São Mário e Grupo João Batista de Ártemis. Compareceram também a presidente da Sociedade de Amigos do Museu, Maria da Glória Silveira Mello, o presidente do Comitê de Eventos Cívicos de Pìracicaba, Inspetor Moraes, e a presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Valdiza Caprânico.



   A exposição foi realizada pelo 1º. tenente PM André Manoel da Silva que discorreu sobre a situação social do Brasil na década de 1920 e pelo jornalista Edson Rontani Júnior que comentou sobre a participação de Piracicaba na Revolução.

   Com o título "A Revolução de 1932 e o Impacto na Juventude",  o encontro abordou a vida dos jovens que se envolveram na batalha e o engajamento social deles. Em Piracicaba, universitários da Escola de Agricultura se envolveram na luta. Em Campinas (SP), escoteiros se voluntariaram como mensageiros. A Revolução de 1932 teve teve sua concepção no dia 23 de maio daquele ano, data em que morreram quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, nomes que originaram a sigla MMDC.

   No dia 8 de julho será aberta exposição sobre o 9 de julho. O Museu Prudente de Moares fica na Rua Santo Antônio, 641, no Centro de Piracicaba. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3422-3069.