terça-feira, 11 de novembro de 2014

General Miguel Costa


General Miguel Costa, figura ímpar na história revolucionária brasileira. Foi um dos responsáveis pelo levante de São Paulo em 1924

Nasceu na Argentina, em 3/12/1885, filho de Jaime Costa VI e Dolores Rodrigo Otiz, ambos da Espanha. Vieram para o Brasil, em 7/09/1892. Instalaram-se na cidade de Piracicaba, na Fazenda Pau D´Alho. Após o falecimento do seu pai – Jaime Costa VI – Dolores Rodrigo mudou-se  com a família para São Paulo, inaugurou um restaurante nas redondezas dos quartéis da Luz e passou a fornecer refeições para os soldados da antiga Força Pública, hoje, Polícia Militar.

Foi nomeado pelo Governo de São Paulo em 1920 para fazer a escolta do Rei Alberto, da Bélgica, e por sua notável tarefa foi louvado e agraciado pelo próprio Rei Alberto com o título Real de Cavaleiro da Corte Belga.


5 DE JULHO DE 1924


Na madrugada do dia 4 para 5 de julho de 1924 eclodiu a revolução. A primeira ação de Miguel Costa foi subir as escadarias do antigo prédio do Regimento, de revolver em punho, ele adentrou na sala do comandante, apontou-lhe o revolver e disse:

- Você está preso.
– O que é isso Miguel, nós somos amigos!
– Aqui não tem amizades comandante, meu único amigo agora é a Revolução.

Leia o complemento da matéria em http://generalmiguelcosta.wordpress.com/
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip

sábado, 8 de novembro de 2014

Maria da Gloria Silveira Mello


Margarete Zenero, Tô Mendes e Maria da Glória


Maria da Gloria Silveira Mello nasceu a 15 de agosto de 1938, em Piracicaba, S.P. É Presidente da Sociedade Amigos o Museu “Prudente de Moraes”. Graduada em pedagogia e pós-graduada em Filosofia da Educação - UNIMEP. É representante da D.R.E. de Piracicaba, com projeto realizado enquanto diretora da EEPG “Gustavo Teixeira” em São Pedro. Recebeu a Medalha “Prudente de Moraes” do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (2009) e a “Cruz de Reconhecimento Social e Cultural” da Câmara Brasileira de Cultura - SP (2001). É membro da diretoria do Centro Professorado Paulista, da Sociedade para a Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba – SODEMAP (fundadora) e do Instituto de Proteção Ambiental – PROAM, atual representante nacional das entidades ambientalistas no CONAMA. Recebeu a Medalha MMDC do Núcleo Voluntários de Piracicaba.

domingo, 2 de novembro de 2014

Estado de Maracaju


Palácio Maracaju, sede do Estado de Maracaju, localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

   Estado de Maracaju foi o nome dado à criação revolucionária de um estado federativo brasileiro que existiu sem autorização da União de 10 de julho a 2 de outubro de 1932, durante as agitações da Revolução Constitucionalista de 1932.
   O estado reclamava o território que hoje ocupa o estado de Mato Grosso do Sul. Seu nome deriva-se da serra que corta o estado. Teve como seu governador o então prefeito de Campo Grande, Vespasiano Barbosa Martins. Durante essa época, tiveram também os seguintes nomes: como secretário-geral, Arlindo de Andrade Gomes; como Chefe de Polícia do Estado, Leonel Velasco; e como prefeito de Campo Grande, Artur Mendes Jorge Sobrinho.
   Criado a partir da divisão de Mato Grosso na sua parte meridional, o estado é uma precoce demonstração das pretensões separatistas com relação ao governo de Cuiabá. Durante a Revolução Constitucionalista, o sul de Mato Grosso apoiou a causa paulista, na pessoa do general Bertoldo Klinger. Com o fim da revolução e a vitória militar do governo central, o estado foi dissolvido, mas serviria de embrião para o que seria o hoje estado de Mato Grosso do Sul. (Wikipedia)


Placa indicativa do Palácio Maracaju