sábado, 27 de dezembro de 2014

Túmulo do piracicabano Prudente Meirelles de Moraes



Cemitério da Consolação, São Paulo, capital do estado.

Grupo escultórico em bronze e granito negro polido de formato retangular estruturado em três níveis, sendo o central maior que os dois laterais. A porta do jazigo em bronze, apresenta um relevo de um trem brindado usado na revolução paulista. Do lado esquerdo da entrada tumular, destaca-se a escultura de um guardião com uma espada em uma das mãos, representando o Apóstolo São Paulo, que deu nome ao estado de São Paulo e a outra mão esta aposta sobre a bandeira paulista, capacete e espada em alusão a revolução paulista de 1932. Toda essa alegoria com motivos da Revolução Constitucionalista era para homenagear o jovem Prudente Meireles de Morais, morto na guerra.

TÍTULO DA OBRA: Tributo a revolução constitucionalista de 1932
AUTOR: Amadeu Zago
LOCAL: Q.44, T.134
Foto: Luiz Varinha e wikipidea


Situado no Cemitério da Consolação, este jazigo é ricamente simbólico para os amantes da Revolução Constitucionalista.
Armando Zago, escultor que assina a obra, nos brindou com uma escultura do Apóstolo São Paulo. O olhar de contemplação perante o sepultado simbolizado pela bandeira do Estado de São Paulo, o ramo de café e o capacete constitucionalista modelo paulista. A espada baixada que se encontra na mão direita do Apóstolo significa dever cumprido e um detalhe muito interessante: A portinhola do jazigo é o Túnel da Mantiqueira, divisa de Minas Gerais e São Paulo onde o exército constitucionalista de São Paulo entrou em conflito com as tropas de Minas Gerais ocasionando diversos mortos. Prudente Meireles de Moraes era engenheiro e foi responsável por diversas obras para beneficiar a Revolução Constitucionalista. Era sobrinho do primeiro presidente civil brasileiro, Prudente de Moraes.

PERSONAGEM
Antônio Prudente Meireles de Moraes (Piracicaba, São Paulo, 8 de julho de 1906- Rio de Janeiro,1965). Morreu aos 59 anos de idade.

BIOGRAFIA
Paz e conforto não faltavam à família de seus pais, o casal Antônio Prudente de Moraes e Maria França Meireles, a Dona Marieta. O pai era o sexto filho do ex-presidente Prudente de Moraes. A mãe, filha de um coronel de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo. Tiveram dois filhos: Prudente Meireles de Morais e Antonio Prudente Meireles de Morais.

Antônio era o filho mais novo do casal. Quando nasceu, a vida pacata de seus pais em nada se assemelhava ao vendaval que atingira o clã dos Prudente há pouco mais de uma década apenas. No final dos anos 1890, seu avô Prudente de Moraes tornou-se nada menos que o primeiro Presidente da República civil do país, com todas as conseqüências a que tinha direito a tarefa.

Antônio, neto predileto, estava marcado para ser, no mínimo, um Senador da República. Preferiu a Medicina, a oncologia e a batalha por um ideal de forte repercussão social e científica: a incessante busca da cura do câncer.

Formado pela Faculdade de Medicina de São Paulo em 1928. Embarcou para a Europa para aperfeiçoar-se em reconstituições para corrigir defeitos provocados pelos tumores. Passou 02 anos no serviço do Prof. Franz Keysser.

Em 1931 regressou ao Brasil e foi nomeado Prof. Assistente na cadeira de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP. A partir de 1935 assumiu a cadeira de Prof. catedrático de Cirurgia Reparadora e Plástica da Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal Paulista). Nomeado Diretor do Departamento de Cirurgia em 1939.

Publicou mais de 100 trabalhos científicos relacionados à cirurgia plástica ou reconstruções. Escreveu 8 livros, entre eles; "Cirúrgia Plástica Mamária" (1936), "Reparação no Câncer" (1939), "Tratamento de Feridas" (1941), "Novas Técnicas Operatórias de Cirurgia do Câncer" (1951) e "Amputação Interescápulo-torácica no Tratamento do Câncer" (1960).

Ministrou conferências em inúmeros países. Pertenceu a mais de 27 sociedades médicas, entre elas: American College of Surgeons, Societé des Chirurgiens de Paris, Society of Head and Neck Surgeons, Societat Italiana de Cancerologia e Sociedad Argentina de Cirugia.

Foi duas vezes diretor do Serviço Nacional de Câncer do Ministério da Saúde e Vice-Pesidente da Sociedade Pan-Pacífica de Cirurgia.

Em 1932 morre o seu irmão, engenheiro na Revolução Constitucionalista.

Em 1934 fundou a "Associação Paulista de Combate ao Câncer" (APCC) e, para a presidência indicou, durante jantar oferecido quando da aposentadoria dele da Faculdade de Medicina, o Professor Antônio Cândido de Camargo, de quem foi discípulo.

Dona Carmen Annes Prudente, companheira e esposa, fundou a "Rede Feminina de Combate ao Câncer" (RFCC), e ajudou nas campanhas para arrecadação de fundos para a construção do hospital.
O esforço do Prof. Prudente culminou com a inauguração do Instituto Central - Hospital Antônio Cândido Camargo (AC Camargo), em 23 de março de 1953.

MORTE
Morre em 1965 no Rio de Janeiro
Fonte: pt.wikipedia,org

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