segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Leônidas Andrade Fogaça

A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores.

Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós.

Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo.

Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família.

Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango):

– Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna:

– Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!)

Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse:

– Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte.

Ao que respondeu Leônidas Fogaça:

– Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão.

Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje!

Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher.

Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos.

Esio Antonio Pezzato (http://esiopoeta.blogspot.com.br/2011/08/cronica-leonidas-andrade-fogaca.html)
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip

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