segunda-feira, 14 de julho de 2014

MMDC: heróis brasileiros



* por Edson Rontani Júnior, presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba

A definição de herói pode proporcionar uma longa discussão. Herói seria Ayrton Senna que morreu numa disputa automobilística? Herói seria o seringueiro Chico Mendes, morto por interesses financeiros? A história vai longe...
“Herói nacional” é status definido por indicações e leis federais. E eles estão inseridos no “Livro de Aço”, ou “Livro dos Heróis da Pátria”, o qual se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.
Situado em Brasília, na Praça dos Três Poderes, o Panteão tem arquitetura assinada por Oscar Niemayer. Foi construído pela Fundação Bradesco e doado ao governo federal. Sua inauguração veio devido à forte comoção sentida pela nação após a morte de Tancredo Neves, em 1985, o primeiro presidente civil depois de 21 anos de ditadura militar.
Entre estes heróis encontram-se Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, popularmente denominados de MMDC, heróis paulistas (e agora, nacionais) da Revolução Constitucionalista de 1932. O feriado de 9 de julho deve-se à memória dele e de todos que voluntariamente se uniram pelo mesmo ideal.
Os quatro eram estudantes universitários e foram mortos por forças de apoio ao governo Getúlio Vargas, na Praça da República, em São Paulo. A partir destas mortes, os paulistas resolvem ir à luta contra o governo federal, em três meses de confrontos, que causou a morte de aproximadamente 1.500 pessoas. Há quem conteste esta cifra, alegando que foi muito maior.
Os estudantes MMDC foram incluídos no “Livro de Aço” em 20 de junho de 2011. Sem muito alarde. O Panteão foi criado na intenção de homenagear os que se destacaram em prol da pátria brasileira. Não é um mausoléu, uma vez que nenhum dos “heróis nacionais” tem ali depositado seus restos mortais. Estes heróis estão em outro local ou com paradeiro desconhecido.
Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo dividem o status de heróis com Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Marechal Deodoro da Fonseca, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Coronel Plácido de Castro, Marquês de Tamandaré, Almirante Barroso, Santos Dumont e José Bonifácio. São estes os escolhidos para representar a história do Brasil nestes 514 anos de vida nesta terra tropical. Que suas memórias permaneçam vivas !

(Artigo publicado na Gazeta de Piracicaba de 09/07/2014)

Nenhum comentário: