quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nota de falecimento da viúva do Capitão João Batista Prado



NOTA DE FALECIMENTO

SRA. YOLANDA DA SILVA PRADO.  Faleceu  na cidade do Rio de Janeiro – RJ.,  era viúva do Ex-Combatente  de 32 Capitão João Batista Prado. Deixa um filho e netos. O seu sepultamento será realizado hoje às 16h00 no Cemitério João Batista na naquela localidade, onde será inumado em jazigo da família. Era tia-avó da Vice-Presidente do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba (NCVPP) Anna Thereza Prado de Almeida Carvalho.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

PAULO VIRGÍNIO, MÁRTIR PAULISTA

Cartaz ilustrando o seu rosto e o seu fuzilamento aos 33 anos de idade pelas tropas federais durante a Revolução Constitucionalista de 1932







Monumento em homenagem a Paulo Virgínio situado na entrada de Cunha - SP pela divisa com Paraty  - RJ

NOTA: Matéria extraída do livro Cruzes Paulistas MCMXXXII
e
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Virg%C3%ADnio

domingo, 8 de setembro de 2013

A guerra paulista

Capa da revista CIGARRA de agosto de 1932

   O site Memória da Imprensa retoma a pesquisa dividida por décadas em seu acervo digitalizado. Uma das edições traz seleção de assuntos registrados pela imprensa entre 1931 e 1940. Foram escolhidos  quatro temas que ajudam a contar a história da turbulenta década de 1930. Um dos temas é a Revolução Constitucionalista de 1932.

   Guerra Paulista – O Brasil passou a ser governado por Getúlio Vargas a partir da Revolução de 1930, que acabou com a chamada política do café com leite. Insatisfeitos com os rumos políticos, os paulistas declararam guerra a Vargas em 1932. Incentivada pela imprensa, principalmente pelo rádio, a população lutou em trincheiras em diversas cidades paulistas, acabando derrotada pela tropa federal, a qual estava em quantidade muito maior em relação aos combatentes. 

   Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder em 1930, a tensão entre os paulistas e o governo federal aumentou, culminando na chamada “Guerra Paulista” de 1932 – ou “Revolução de 32”, como ficou mais conhecida.
    “A revolução contou com o apoio de quase toda a imprensa paulista”, segundo Pilagallo. Um dia após o início da revolução, em 10 de julho, o jornal O Estado de S. Paulo publica a seguinte manchete na primeira página: “Está vitorioso em todo o Estado o movimento revolucionário de caráter constitucionalista”. A Gazeta afirmava: “De São Paulo partiu o brado da Independência; de São Paulo também parte, agora, o brado pela Constituição”. Os dois jornais de Chateaubriand, O Diário de S. Paulo e o Diário da Noite, também exaltavam os paulistas.    Após o final da guerra paulista, em outubro de 1932, Assis Chateaubriand e seu irmão Oswaldo, diretor dos Diários Associados, foram presos, assim como outras lideranças constitucionalistas. “Os detidos foram levados para a chamada ‘sala da capela’, um pequeno recinto na Casa de Correção do Rio de Janeiro. Por lá passaram, entre os jornalistas, Cásper Líbero, da Gazeta, e o grupo dirigente do Estado, Plínio Barreto, Paulo Duarte e os irmãos Mesquita, que haviam participado dos combates”.
   Para registrar esse período, o site seleciona páginas da revista A Cigarra mostrando os paulistas nas trincheiras, registros de funerais dos combatentes e fotos de presos políticos, entre eles Assis Chateaubriand e Guilherme de Almeida. Também estão registradas imagens dos soldados paulistas e de mulheres no cotidiano da guerra.
   Também foi na década de 1930 que as mulheres começaram a conquistar espaço e voz na sociedade. Confira a campanha da primeira mulher a ser eleita deputada federal por São Paulo, em 1933, e as considerações dos leitores de A Cigarra quanto ao voto feminino, instituído em 1932.

VEJA DETALHES DA REVISTA "CIGARRA" DE AGOSTO DE 1932

Mulheres paulistas - Da seção Páginas de nossa história, destacamos fotos de mulheres voluntárias na Cruz Vermelha, em oficinas de costura e na preparação de lanches para os soldados. Páginas 18, 19, 22, 27 e 28 do PDF.

O cotidiano da revolução - imagens dos paulistas nas trincheiras, na hora do rancho e descansando. Legendas exaltam a coragem dos soldados. Páginas 21 a 23 PDF.

Homenagem póstuma - Funerais de combatentes da revolução. Página 26 do PDF.

Presos políticos - Assis Chateaubriand, Guilherme de Almeida e outros na Casa de Correção, no Rio de Janeiro. Páginas 24 e 25 do PDF.

Opinião - Comentários de leitores sobre o voto feminino. Página 16 do PDF.

Candidata pioneira - A campanha de Carlota Pereira de Queiroz, primeira mulher eleita deputada federal por São Paulo. Página 18 do PDF.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O CADETE CONSTITUCIONALISTA RUYTEMBERG ROCHA


CADETE RUYTEMBERG ROCHA POR JOSÉ GOMES DE ARAÚJO FILHO

 Cadete Ruytemberg Rocha

DISCURSO DE POSSE COMO SÓCIO EFETIVO DO INSTITUTO HISTÓRICO GEOGRÁFICO E GENEALÓGICO DE SOROCABA

Hoje é um dia de extremada importância em minha vida e em minha carreira. Apresento-me ao IHGGS como o mais novo confrade de seus nobres e distintos membros. Nesta oportunidade, aproveito para expor e homenagear um dos maiores ícones da Revolução Constitucionalista de 32 dentre os integrantes da então Força Pública do Estado de São Paulo, o Cadete PM Ruytemberg Rocha.
Ruytemberg Rocha, nasceu em Bocaina - SP em 19 de Janeiro de 1908. Filho de Ozório Rocha e de Julieta Rocha. Após cursar suas primeiras letras em sua cidade natal, ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, antigo Centro de Instrução Militar da Força Pública Paulista ainda jovem. Durante toda a sua passagem pela APMBB, destacou-se pela sua capacidade intelectual, suas habilidades de comando e sua pró-atividade no desenvolvimento das mais diversas tarefas enquanto cadete da Milícia Bandeirante.
Acendido o estopim da Revolução Constitucionalista de 1932 com a morte dos quatro bravos jovens pelas tropas federais (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) e posteriormente do jovem Alvarenga, (de dia e de noite, nos quatro cantos do país, nós paulistas lutaremos por São Paulo e pelo Brasil, mesmo com o sacrifício da própria vida) a Força Pública do Estado de São Paulo, a exemplo de todos os nobres voluntários paulistas, mobilizou todo o seu efetivo na luta pela democracia e contra o autoritarismo.
A Academia de Polícia Militar do Barro Branco, antigo Centro de Instrução Militar foi extinta, a contar de 8 de Julho de 1932, remanejando todo o seu efetivo para os batalhões de reserva da Força Pública, os quais formaram o numeroso Exército Constitucionalista.
Os alunos dos cursos básicos de formação de soldados, cabos e sargentos foram mobilizados como tropa, enquanto os alunos do curso de formação de oficiais seguiram como oficiais comissionados junto aos diversos batalhões de voluntários.
Nos três meses de combate da Revolução Constitucionalista de 1932, o efetivo do Centro de Instrução Militar ofereceu ao Brasil o seu tributo de sangue com o sacrifício de três alunos: António Ribeiro Junior, Manuel dos Santos Sobrinho e Ruytemberg Rocha, destacando-se dentre eles o Cadete PM Ruytemberg Rocha.
Ruytemberg Rocha, cadete do último ano do Curso de Formação de Oficiais, seguiu para o setor sul comissionado como Capitão no Batalhão de Voluntários Marcílio Franco com a missão de defender o setor de trincheiras que dominavam cemitério da cidade de Buri, interior de São Paulo. Durante todo o período em que permaneceu à frente de sua companhia de voluntários, Ruytemberg Rocha, militar dedicado, admirado por seus superiores e exemplo para os seus pares e subordinados, comandou com maestria seus homens, incutindo nos mesmos aspectos de disciplina, honra, caráter, civismo e patriotismo.
Em seu primeiro combate, a tropa sob incessante ataque da infantaria e da artilharia federais, já sem meios materiais e quando fraquejavam os voluntários, na tentativa de galvanizar seus homens, Ruytemberg foi ferido mortalmente com um tiro na cabeça, falecendo instantaneamente. O combate nas trincheiras do cemitério de Buri – SP, considerado um dos mais duros da Revolução Constitucionalista, durou cerca de 17 horas e constituiu um duro golpe ao Estado Revolucionário.
Encerrada a Revolução, mais uma vez o CIM retornou a Avenida Tiradentes. Mas desta vez o seu sacrifício seria eternizado, alguns anos mais tarde em 1948, com a criação do DIRETÓRIO ACADÊMICO XV DE DEZEMBRO, cujo símbolo traz a efígie dos três Alunos Oficiais mortos pelo Brasil em 1932 e em 2009 com a criação do NÚCLEO CADETE PM RUYTEMBERG ROCHA DA ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO BRANCO, buscando assim imortalizar a imagem de tão nobre e singular combatente da Força Pública Paulista, durante a Epopéia Cívica de 1932.
O Núcleo Cadete PM Ruytemberg Rocha nasceu com a missão precípua de cultuar e difundir a memória da Revolução Constitucionalista de 1932, enaltecendo a participação da Academia de Polícia Militar do Barro Branco na aludida epopéia, através de seus cadetes, revelando ao corpo de alunos oficiais os momentos históricos e os reflexos perenes do movimento, preservando os ideais cívicos e patrióticos da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC.
Dessa aspiração e com a finalidade principal de homenagear nosso ilustre patrono, foi criado o Conjunto de Condecorações Cadete PM Ruytemberg Rocha – Cadete Constitucionalista, através do Decreto Estadual 54.629 de 03 de Agosto de 2009 do então governador do Estado de São Paulo, José Serra. Tal conjunto é composto pela Medalha Cadete Constitucionalista em seu primeiro grau; Colar Cadete PM Ruytemberg Rocha – Cadete PM Constitucionalista em seu segundo grau e Colar Cadete PM Ruytemberg Rocha – O Cadete PM Herói de 32 em seu terceiro e último grau. Tais condecorações visam galardoar autoridades civis e militares que empenhem esforços na preservação da memória da Revolução Constitucionalista de 1932.
A Revolução Constitucionalista de 1932 não foi um fim, mas um meio de restabelecer a paz. Cidadãos livres e soldados conscientes jamais se poderiam permitir resignar-se à condição de escravos. Jamais poderiam permitir que se consumasse impunemente o crime de reduzir o Brasil a uma senzala. “São Paulo forte no Brasil unido”, o apelo lançado pelo General Salgado ao povo paulista, aos 9 de julho de 1932, continua legítimo e atual. E o exemplo dos Cadetes Constitucionalistas merece ser sempre lembrado e transmitido às novas gerações.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo continua alinhavada com tais ideais de democracia e legalidade. Senhoras e senhores, a Polícia Militar não é representante da ditadura, mas, sim, de um estado democrático de direito. Senhoras e senhores, nós, policiais militares do Estado de São Paulo, sob a proteção de Deus, continuaremos sempre compromissados com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana, mesmo com o sacrifício da própria vida.
Concluindo, agradeço à providência divina, pelas mãos do Grande Arquiteto do Universo, a este honrado Instituto e a todos pela presença nesta data tão importante e singular para mim. Convido, nesta oportunidade, a nos unirmos em harmoniosa convivência fraternal, cúmplices da excelência desses ideais de democracia, a fim de construirmos uma sociedade cada vez mais justa, respeitando, sobretudo, os direitos e as garantias consignados no bojo de nossa Carta Magna.
http://www.ihggs.org.br - Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de SorocabaPowered by Mambo Open Source Generated: 29 March, 2012, 19:40
AL OF PM JOSÉ GOMES DE ARAÚJO FILHO – PRESIDENTE DO NÚCLEO CADETE PM RUYTEMBERG ROCHA GESTÃO 2009.

Depoimento do CEL Alfredo Guedes De Souza Figueira em 28 de agosto de 1970:


O Cel. Alfredo Guedes relatou-nos o seguinte:
-Eram quatro os alunos da Escola de Oficiais da Força Pública que foram incorporados ao "Batalhão Marcílio Franco": Ruytemberg Rocha, Walter Greenen, Antônio Alembert e Alfredo Guedes de S. Figueira (o declarante). No Batalhão Marcílio Franco todos tinham, oficiosa mente, o posto de Capitão, embora não fosse este o posto real que possuíam na Força Pública. Achavam-se em pleno combate no cemitério da cidade de Buri, Estado de São Paulo. Na ocasião, como a munição estivesse escasseando, o então Cap. Alfredo Guedes dirigiu-se a Ruytemberg Rocha e propôs-lhe que se fosse buscar mais munição. Ficou resolvido que o próprio Cap. Alfredo Guedes iria providenciar a munição, ficando Ruytemberg Rocha na trincheira, garantindo aquela posição com seus comandados. Ao regressar com o material, o Cap. Alfredo Guedes encontrou, no trajeto de volta, um caminhão que transportava para a retaguarda o cadáver de Ruytemberg Rocha, há pouco morto em combate.
O Cap. Alfredo Guedes, subindo na carroceria do veículo, pode ver o corpo de Ruytemberg Rocha com ferimento ao nível do frontal (centro da testa). Na ocasião tirou-lhe o coldre a tira-colo, já sem o revólver, e guardou-o como lembrança do companheiro. Posteriormente, ofereceu-o ao Museu da Força Pública. O Cel. Alfredo Guedes afirmou que a “causa mortis” de Ruytemberg Rocha fora um tiro na cabeça. Inquirido sobre se conhecera ou tivera relações pessoais com as testemunhas do caso (sessão), afirmou jamais ter visto ou conhecido tais pessoas.

Biografia



Os restos mortais do Cadete Ruytemberg Rocha encontram-se no Mausoléu do Ibirapuera.

Medalha Cadete Constitucionalista do Núcleo Cadete PM Ruytemberg Rocha da Academia de Polícia Militar do Barro Branco

 O Núcleo Cadete Ruytemberg Rocha da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (NCRR / APMBB) foi criado em 13 de Março de 2009 e é considerado uma extensão da Sociedade Veteranos de 32 / MMDC.