quarta-feira, 16 de outubro de 2013

ADHEMAR PEREIRA DE BARROS – O Político Revolucionário Piracicabano





Adhemar Pereira de Barros  (nasceu em Piracicaba, 22 de abril de 1901   e faleceu em Paris, 12 de março de 1969) foi um aviador, médico, empresário e influente político brasileiro entre as décadas de 1930 e 1960.

Foi prefeito da cidade de São Paulo (1957–1961), interventor federal (1938–1941) e duas vezes governador de São Paulo (1947–1951 e 1963–1966). Seus seguidores, até hoje existentes, são chamados de "ademaristas". Concorreu à presidência da república do Brasil em 1955 e em 1960, conquistando, nestas duas eleições, o terceiro lugar.

Em 6 de abril de 1927 casou-se com Leonor Mendes de Barros, com quem teve quatro filhos: Maria Helena Pereira de Barros Saad, Adhemar Pereira de Barros Filho (o Ademarzinho), Maria Pereira de Barros (a Mariazinha) e Antônio Pereira de Barros (já falecido).

Médico clinicou até 1932, quando se engajou nas fileiras da Revolução Constitucionalista de 1932, como o fizeram também grande parte dos jovens paulistas de sua época.

Nos seus governos sempre procurou beneficiar os ex-combatentes de 1932 com pensões e homenagens, tendo, em 1947, iniciado a construção do Monumento do Soldado Constitucionalista, em São Paulo.

Sobre o movimento de 1932, o combatente médico Ademar Pereira de Barros que governaria São Paulo por três vezes discursou, em Santos, em 1934:

“São Paulo levantou-se em armas em 9 de julho de 1932 para livrar o Brasil de um governo que se apossaria de sua direção por efeito de uma revolução… e se perpetuava indefinidamente no poder, esmagando os direitos de um povo livre.. e que trazia o sempre glorioso São Paulo debaixo de das botas e o chicote do senhor!”
Adhemar de Barros

Nascido em Piracicaba, Adhemar de Barros foi influente e poderoso líder populista
Publicado por: Tais Romanelli
Adhemar Pereira de Barros foi um dos principais políticos brasileiros entre as décadas de 1930 e 1960. Nasceu em Piracicaba no dia 22 de abril de 1901, filho de Antônio Emídio de Barros, poderoso proprietário de terras em São Manoel (SP), e Elisa Pereira de Barros, dama da oligarquia cafeeira paulista. Seus irmãos Geraldo Pereira de Barros e Antonio Emídio de Barros filho foram também políticos atuantes.

Adhemar fez o curso secundário no Ginásio Anglo-Brasileiro, em São Paulo, cursando a Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde se formou em 1923. Em seguida, ampliou os estudos médicos na Universidade Popular de Berlim. Ao voltar ao Brasil, casou-se com Leonor, filha do renomado professor da Faculdade de Direito de São Paulo, Otávio Mendes e sobrinha do médico e influente político também piracicabano Paulo de Moraes Barros.

Fixou-se no Rio de Janeiro, trabalhou no Instituto Oswaldo Cruz e, com a eclosão da Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932, engajou-se, como médico, nas fileiras revolucionárias. Serviu como capitão, exilando-se, após a derrota paulista, no Paraguai e na Argentina.

Foi eleito deputado estadual em 1934, iniciando uma vitoriosa e controvertida carreira política. Fundou o PSP (Partido Social Progressista) e, com o golpe getulista de 1937, foi nomeado interventor de São Paulo, apesar de ter sido ferrenho adversário de Getúlio Vargas. Sua administração foi considerada calamitosa pelos adversários, afastando-se em 1941. Fortaleceu, no entanto, sua influência como líder populista e, na redemocratização do Brasil após a ditadura Vargas, elegeu-se governador de São Paulo em 1947, realizando um governo no qual, apesar de denúncias de graves escândalos, realizou grandes obras, tais como a conclusão do Hospital das Clínicas, as rodovias Anchieta e Anhanguera, escolas industriais no interior do estado e ampliação da Escola de Agronomia Luiz de Queiroz, em Piracicaba.

Foi candidato à presidência da República em 1955, sendo derrotado por Juscelino Kubitschek. Elegeu-se prefeito de São Paulo em 1957. Candidatou-se ao governo de São Paulo em 1958, perdendo para Carvalho Pinto; em 1960 tentou, novamente, a presidência da República, mas perdeu para Jânio Quadros. Em 1961 elegeu-se, novamente, governador de São Paulo, passando a ser um dos articuladores da campanha contra o presidente João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros. Vitoriosa a revolução militar, Adhemar de Barros caiu em desgraça e foi cassado em 1966.

Exilou-se em Paris, onde morreu em 12 de março de 1967. Além de político, Adhemar de Barros foi poderoso empresário, com fábricas de tecidos, chocolates (Lacta) e proprietário de grandes fazendas em São Manuel, Taubaté, Itapeva e Caraguatatuba. Teve os filhos Antônio Mendes de Barros e Ademar de Barros filho, que também militaram na política.
 Interventor federal (1938–1941)

 Em 1932, com os paulistas sublevados contra a revolução dos tenentes que havia deposto o presidente Washington Luís, Adhemar de Barros fecha seu consultório e se alista como oficial médico no exército de Isidoro Dias Lopes. Em reconhecimento a seus dotes de estrategista, foi promovido a capitão e a delegado militar na região de Aparecida e Lorena, no Vale do Paraíba. Em carta a sua esposa ele descreve as agruras da frente de batalha: “O ruído do canhão quase que não faz medo, a metralha assusta mais e é muito mais traiçoeira. O avião é que assusta muito; naquelas 2 horas que lá passei tivemos 5 feridos gravemente por granadas lançadas...” 



Foto 1932: Adhemar de Barros com Militares Revolucionários em visita a escoteiros



 Terminada a Revolução de 1932, Getúlio Vargas se reconcilia com São Paulo, e depois de várias negociações políticas, nomeia um civil e paulista para interventor em São Paulo, Armando de Sales Oliveira, que apoiara a Revolução de 1930, e, mais tarde, Getúlio participa pessoalmente, na cidade de São Paulo, da inauguração, em 1938, da Avenida 9 de Julho, que homenageia, em nome, a Revolução de 1932.

Em 1938, Getúlio nomeou um ex-combatente de 1932 para interventor federal em São Paulo: o médico Adhemar Pereira de Barros, que pertenceu ao Partido Republicano Paulista.



Adhemar de Barros iniciou sua carreira política na revolução paulista de 1932, foi deputado estadual constituinte. Fundou e comandou o partido social progressista, durante décadas uma das maiores forças na política estadual, com expressão nacional, e participou de fatos marcantes da história recente do Brasil, como o Estado Novo e o Golpe de 1964. O jornalista Paulo Cannabrava Filho coordenou a equipe que realizou a recuperação e sistematização da documentação doada ao Arquivo do Estado de São Paulo e se engajou no trabalho de elaboração e síntese do conteúdo desse acervo, que é aqui apresentado, contribuindo assim para a compreensão da história política brasileira.

Adhemar de Barros em 1965, então Governador do Estado, recebe políticos da minha querida terra natal Elias Fausto-SP no Palácio dos Campos Elíseos, na época sede do governo paulista (1911 a 1965) quando foi mudada para o Palácio Bandeirantes.


Investindo muito em sanatórios, Ademar torna Campos do Jordão um centro de tratamento da tuberculose. Os sanatórios eram importantes naquela época porque não havia ainda a vacina BCG contra a tuberculose.

Oficializou o Palácio do Horto Florestal de São Paulo como residência de verão do governador do estado. Criou o salário-família para o funcionalismo público estadual em 1948. Iniciou a construção do Aeroporto de Viracopos que foi terminado no seu segundo mandato como governador.

Criou, em 1948, a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, composta inicialmente por 60 ex-pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Criou, em 1949, a primeira Polícia Ambiental da América do Sul. Criou em 1950 a Delegacia da Polícia Militar, atual Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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