sexta-feira, 12 de julho de 2013

Herói lemense Newton Prado é homenageado pelo Governo Municipal

Cerimônia aconteceu no jazigo onde está enterrado Newton Prado, com presença de Anna Thereza Prado, sobrinha-neta do homenageado e vice-presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba


   O Governo de Leme, através da Secretaria de Comunicação Social e da Secretaria de Educação, realizou na manhã desta 5 de julho de 2013, sexta-feira), homenagem ao herói brasileiro e lemense, Newton Sizenando Prado. A solenidade aconteceu em frente ao jazigo onde está enterrado Newton Prado, na Praça “Rui Barbosa”, com participação do prefeito Paulo Blascke, secretários municipais, autoridades civis e militares, professores e alunos da escola estadual que leva o nome do homenageado, integrantes da Guarda Civil Municipal, além da presença especial de Anna Thereza Prado de Almeida, sobrinha-neta de Newton Prado (terceira a partir da esquerda) e vice-presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba.

   Na ocasião, ela recebeu flores e um exemplar do Almanaque Leme, que também conta parte da história de seu tio-avô. A homenagem acontece anualmente por indicação do então vereador Luiz Simioni Junior, integrante do Lions Club de Leme. “Esta homenagem mostra o quanto Newton Prado foi e continua sendo importante para nosso município. Como educadora que já lecionou na Escola Newton Prado, sinto-me orgulhosa deste ato”, destacou a secretária de Educação, Flávia Terossi.

   Mais de Newton Prado -  Newton Sizenando Prado nasceu em Leme no dia 16 de julho de 1897 e completou o curso primário no Grupo Escolar Cel. Augusto Cesar. Em 2 de julho de 1917, ingressou no exército, sendo nomeado tenente em 30 de junho de 1920. A década de 20 foi extremamente agitada no Brasil, época de conflitos políticos, greves, revoluções e agitadores em massa. Newton Prado tornou-se conhecido pela “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana”, quando, no dia 5 de julho de 1922, no Rio de Janeiro, 17 homens saíram do forte e caminharam pela Avenida Atlântica com objetivo de chegar ao Palácio do Catete. No meio do caminho surgiu um paisano, Otávio Correia que, com eles tomou o seguinte diálogo: “Aonde vão? Vamos para a morte! Por quê? Para salvar o Brasil. Então eu também irei”, respondeu Otávio Correa que, em seguida, a eles se juntou.

  Newton Prado deu-lhe o fuzil e empunhou o revólver. Resolutos, caminharam pela Avenida Atlântica até encontrarem quatro mil soldados do governo do então presidente Arthur Bernardes. Travou-se uma absurda e sangrenta batalha. Eram dezoito contra quatro mil. A areia branca da praia tingiu-se de vermelho. Calaram-se as metralhadoras. Silêncio total. Tudo terminou. Entre os tombados três ainda respiravam: Eduardo Gomes, Siqueira Campos e Newton Prado. Levados ao hospital, somente Newton Prado não se recuperou, falecendo no dia 12 de julho de 1922. A Revolta do Forte de Copacabana foi o primeiro levante do Tenentismo, Movimento politico-militar de oposição à oligarquia da República Velha.

   Newton Prado foi sepultado no Cemitério da Lapa, em São Paulo. No governo do então prefeito de Leme, Ricardo Landgraf, uma comissão composta pelos Srs. José Oazi, Jacir Lombardi e João Mancini, articulou a vinda dos restos mortais do herói brasileiro para Leme. No dia 4 de julho de 1968, um comboio da Polícia Rodoviária fez o translado do corpo de São Paulo para Leme, onde, no antigo Tiro de Guerra 02-074, Newton Prado foi simbolicamente velado. Na sequência, os restos mortais do herói lemense foram colocados no Jazigo Monumental localizado na Praça “Rui Barbosa”, onde permanecem até hoje. (Leme News)
 
"Marcha da morte": foto de Zenóbio da Costa publicada em O Malho, que eternizou o idealismo do movimento tenentista. A linha de frente dos revoltosos do Forte de Copacabana caminha pela Avenida Atlântica. Em primeiro plano, da esquerda para a direita: Eduardo Gomes, Márcio Carpenter, Newton Prado, o civil Otávio Correia e o soldado Pedro Ferreira de Melo. Rio de Janeiro, 5 de julho de 1922.

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