terça-feira, 4 de junho de 2013

Ex-Combatente Piracicabano ISCAR BRESSAN completará 100 anos de Vida


Iscar Bressan 

Próximo a completar seus 100 anos de vida, Iscar Antonio Bressan recebeu, recentemente, a visita de membros do Núcleo de Correspondência “Voluntários de Piracicaba”, que foram colher informações para estudos sobre sua participação na Revolução de 1932. Iscar mora numa residência humilde, situada na rua Prudente de Moraes, próximo à rua do Porto em Piracicaba.


Combatente Iscar Bressan e a VP do NCVPP Anna Thereza


Seu centenário será comemora no dia 13 de junho de 2013. Ele foi convidado pelo Núcleo a receber a Medalha MMDC durante solenidade marcada para ocorrer às 9 horas na Praça José Bonifácio, para lembrar o 9 de julho. Iscar Antonio Bressan é nascido em Piracicaba. Foi um dos combatentes na Revolução de 1932. Nasceu em 13 de junho de 1913, numa casa situada na rua Moraes Barros, perto da Igreja Bom Jesus do Monte. Filho de e Emílio Bressan e Beatriz Rensi. Alistou-se como voluntário, com apenas 19 anos, para combater no Vale do Paraíba. Ele lembra que na época fazia o Tiro de Guerra quando embarcou para São Paulo junto aos membros da Força Pública. Foi um importante membro do almoxarifado fornecendo armas e munições aos voluntários que combatiam as forças públicas. Foi casado e teve uma filha, ambas falecidas.


Sr Iscar Bressan e o Presidente do NCVPP Edson Rontani Júnior

No ano passado ele disse ao site da VEJA:

“Fiquei guardando a divisa com o Rio de Janeiro para não deixar a ditadura entrar em São Paulo. Levei um tiro na cabeça e ainda tenho a marca. A bala furou o capacete e pegou de raspão. O sangue corria, mas eu continuei atirando. Não tinha para onde correr. Era deitar no chão e atirar. Muitas vezes, eu ficava dias sem comida. Dormia no chão mesmo, na trincheira. Nós nos escondíamos no mato para o avião “Vermelhinho” não ver. Vi gente morrer lembrando o pai e a mãe. Quando morria um soldado e ele estava com roupa boa, pegávamos a roupa dele. Fazer o quê? O pessoal punha o morto na carroça e ia enterrar por lá mesmo”.




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