sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DIA 2 DE OUTUBRO: SOLENIDADE DO FIM DAS HOSTILIDADES DA REVOLUÇÃO DE 32 NO OBELISCO DO IBIRAPUERA


Transcorrido cerca de três meses após o início da Revolução, ocorre o fim das hostilidades, e a derrota do Estado de São Paulo, que com coragem moral e em situação bélica desfavorável em relação ao Governo Provisório, lutou com todos os seus esforços. São Paulo sacrifica muitos de seus filhos na luta pela reconquista da Carta Magna Brasileira.
Diante dos rumos que o conflito foi tomando, e com as negativas de apoio dos Estados da União que inicialmente eram simpatizantes da causa bandeirante, mesmo com toda a luta, esforços e sacrifícios do povo de São Paulo, a derrota não foi uma surpresa, mostrando-se inevitável.

REVOLUCIONÁRIOS SENDO ATACADOS POR AVIÕES FEDERAIS

Diante do cenário totalmente desfavorável que São Paulo se encontrava na guerra, o esfacelamento de várias linhas de defesa, e do sacrifício de milhares de combatentes em ambos os lados, entre eles o do próprio Comandante da Força Pública Paulista, Coronel Júlio Marcondes Salgado. O Coronel Herculano de Carvalho, novo Comandante-Geral da Milícia Bandeirante, lança um manifesto pelo armistício de São Paulo, poupando assim, a vida de muitos civis e militares, pois sem a presença da Força Pública, as ações bélicas seriam insustentáveis. “Nesse sentido, o manifesto do Cel. Comandante da Força Pública, Herculano de Carvalho, que substituíra o Cel. Marcondes Salgado, é um documento impressionante pelo seu realismo, pela sinceridade, pela coragem e sobre tudo pelo bom senso.” (BASBAUM, 1962, p. 50).
Embora tenha sofrido muitas críticas naquele momento, até mesmo de alguns líderes constitucionalistas, o Coronel Herculano manteve-se firme na sua decisão, pois a luta naquelas condições era insustentável. Essas críticas são justificadas pelo calor das batalhas e também, pelo desconhecimento da situação real dos combates, uma vez que quem “sentia na carne” as dificuldades eram os combatentes paulistas. Dessa forma, após o Comando Constitucionalista negociar o cessar fogo com o Governo Provisório, coube à Força Pública o desarmamento dos voluntários e o restabelecimento da ordem no Estado.

A 2 de outubro, quando as últimas posições paulistas estavam sitiadas entre as cidades de Lorena e Guaratinguetá, terminava a Revolução, com o armistício assinado em Cruzeiro.

Telegrama relatando o fim das hostilidades

Os registros oficiais dizem que 830 rebeldes haviam morrido na luta. Na maioria, os despojos estão sepultados no Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, construído no Parque do Ibirapuera sob um obelisco de 72 metros de altura, a contar do andar térreo, ou 81 metros, considerando-se a cripta subterrânea.
Ainda naquele 2 de outubro, conciso manifesto subscrito pelas maiores autoridades civis revolucionárias comunicou o fim das hostilidades. Na ortografia da época, dizia "Ao Povo de São Paulo", entre outras coisas:

"Sem desfallecimento, fez São Paulo tudo quanto o engenho de sua gente e a capacidade de sua industria e da sua lavoura permittiram, para o abastecimento dos exercitos, amparo e soccorro da população civil, salvaguarda de todos os direitos individuaes e collectivos, mantendo, a todo o transe, a ordem juridica e social, assegurando, assim, todos os elementos da victoria.
"Com altaneria de espirito e serenidade de razão, demonstrou o povo paulista nesta epopéa sem igual, a firmeza do seu pulso, a largueza de suas vistas e a amplitude de seu sentimento nacional. A pagina, que agora coloriu com o seu sangue, ha de permanecer, immortal aos olhos de todo o Brasil, como a mais inequivoca demonstração da sinceridade de sentimentos com que se entregou á causa da rapida constitucionalisação do paiz." 

O documento recebeu a assinatura do Governador que fora aclamado pelos paulistas – o maçom e ex-Grão Mestre do Grande Oriente Estadual de São Paulo, Pedro de Toledo –, além de Waldemar Ferreira, Paulo de Moraes Barros, J. Rodrigues Alves Sobrinho, F.E. da Fonseca Telles, Francisco da Cunha Junqueira, Godofredo da Silva Telles, Joaquim A. Sampaio Vidal e Thyrso Martins. Após três meses de embates desproporcionais e sangrentos, era o final da Revolução Constitucionalista cujo 80.° aniversário comemoramos neste Nove de Julho.

Neste 02 de outubro de 2012, terça-feira, a partir das 9 horas da manhã a Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC estará a frente da apresentação de mais uma solenidade em homenagem aos heróis combatentes de 32,  dia do marco do fim das hostilidades entre as tropas constitucionalistas e federais que será realizada no Mausoléu do Soldado Constitucionalista no Obelisco do Ibirapuera na Capital Paulista com a entrega da significativa Medalha e Diploma Governador Pedro de Toledo às autoridades constituídas civis e militares e a demais digníssimas pessoas escolhidas dentre a sociedade que vem se destacando no auxílio, pesquisa e divulgação para a perpetuação da inesquecível Epopeia Paulista de 32.

CONVITE: Todos os amigos, companheiros, colaboradores e simpatizantes à causa constitucionalista estão convidados para comparecerem prestigiando este ilustre acontecimento.

Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DO RECEBIMENTO DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO GENERAL BRAZILIO TABORDA

É com muita emoção e satisfação que acabo de ser agraciado com o precioso Diploma General Brazilio Taborda uma das mais nobres, respeitadas e corajosas figuras que comandaram com bravura e competência o nosso Exército Constitucionalista na inesquecível Revolução de 32.

Agradeço os meus nobres irmãos do Núcleo MMDC de ITAPETININGA, principalmente, ao seu Presidente JEFFERSON BIAJONE e ao Vice AFRÂNIO FRANCO DE OLIVEIRA MELLO, pela maneira generosa com que me premiaram com esta cobiçada honraria em reconhecimento aos meus serviços prestados no resgate da da Memória e dos Feitos dos filhos de São Paulo que participaram da EPOPÉIA DE 32 o que faz com que continue me dedicando mais e mais na pesquisa e divulgação objetivando a perpetuação desse nosso maior capítulo na história paulista ensejada no contexto de uma das mais significativas conquistas da nossa Nação que foi o fim da opressiva ditadura Vargas com a promulgação da nossa Constituição-Mor logo após o término das hostilidades naquele tumultuado período.

A todos meus irmãos dos NCs e aos que juntos comigo abraçam e valorizam a causa constitucionalista compartilho este prêmio e recebam o meu mais respeitoso e efusivo agradecimento.

Obrigado!!
Egydio João Tisiani - Presidente do NC Voluntários Paulistas de Piracicaba


Diploma - frente

Diploma - verso


80 ANOS DO ARMISTÍCIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

CARÍSSIMOS PRESIDENTES E PRESIDENTAS DE NC, pesquisadores associados honorários e correspondentes, demais amigos e colaboradores sinceros

Saudações constitucionalistas! estamos nos aproximando da terceira e última data comemorativa dos 80 anos de nossa RC32, nosso ínclito Dia do Armistício, 2 de Outubro, e como resultado gostaria de concitá-los a não fazê-lo passar esquecido em vossas respectivas localidades de NC.

Manifestemo-nos, deixemos claro para a sociedade civil que nos circunda que estamos vivos e que a memória e os feitos dos paulistas de 32 pelos quais lutamos estão pujantes.

Concito cada NC que realize alguma solenidade, informe, publicação em jornal, publicação em BLOG, concessão de diplomas/honrarias, sessão em câmara, etc para que o 80º aniversário do Dia do Armistício seja por todos relembrado.

Durante o mês de outubro, em nosso NC de Itapetininga, fundos resultantes da venda do livro ITAPETININGA: HERÓIS FEITOS E INSTITUIÇÕES originaram placas (vide anexo, abaixo) em azulejos as quais obtive autorização dos familiares para afixar no túmulo do veterano da RC32 no cemitério municipal. Placas desse tipo serão ainda afixadas em prédios que na época da revolução foram hospitais de sangue, quartéis e o QG do Setor Sul ( atual sede do DER.2).


É isso meus queridos, se incumbidos fomos dessa missão que dela avancemos para dar cabo no melhor das nossas energias, entusiasmo e vibração!

Seja o que for que fizerem, exponenciem o resultado de vossas ações através do BLOG que possuem. É também nossa missão fazer com que a divulgação seja a maior possível.

Enorme abraço do vosso amigo e irmão de lutas

prof. BIAJONE
Set 26, 2012


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC



CARISSIMOS PRESIDENTES(AS) DE NC
(e demais colaboradores fiéis de nossa causa)

Saudações constitucionalistas! Incumbiu-me o Sr. CEL VENTURA, presidente da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC de levar ao vosso conhecimento da carta de desagravo em video do YOUTUBE por ele exarada sobre o inadequado uso da imagem de nossos veteranos de 32 recentemente ocorrido na midia.

Eis o link da carta em video.

Solicito-vos que a assistam e a republiquem em vossos respectivos blogs de NC como postagem. 

Gostaria tambem que se inteirassem do seguinte video que nos foi encaminhado pelos irmãos presidentes EGYDIO e JF AGUIAR. 


Trata-se de uma verdadeira aula de história sobre a Revolução e nós, presidente e presidentas, precisamos desses fatos saber e dominar, com profundidade, para que possamos cumprir efetivamente a nossa missão de divulgação.

Enorme abraço e excelente semana a todos, o amigo e irmão de lutas

prof. BIAJONE
Set 23, 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

OLIVIA BIANCO: EX-COMBATENTE DE 32 E A AUTÊNTICA EDUCADORA PIRACICABANA


Olivia era filha do italiano Francisco Bianco e de mãe mineira, Júlia Amélia de Moraes Bianco. Em Piracicaba, sua família possuía um negócio sito à Rua do Comércio, hoje Rua Governador Pedro de Toledo, esquina com a Rua São José, onde atualmente há um prédio, com seu nome. Com a morte prematura da mãe, ela, a irmã mais velha, Maria Inês Bianco e a caçula, Izaura, ficaram sob os cuidados de Benedita Soares de Mello, negra alforriada, conhecida por Dita, a qual era muito querida por todas.

Na época de seu nascimento, sete de maio de 1883, Piracicaba contava com vinte e dois mil habitantes, incluindo a população rural, que era expressiva e contava com escravos para cuidar das duas principais riquezas do local: o café e a cana. A monarquia, que era o regime do governo, estava com seus dias contados, para ceder lugar à República. Quando esta ocorreu em 1889, os moradores pertencentes às classes sociais médias foram tomando consciência da importância do estudo na vida dos filhos. Seus filhos passaram a frequentar a escola. Para tal, foram criados inicialmente em Piracicaba colégios confessionais, como foi o caso do Kindergarten do Colégio Piracicabano e o curso primário dirigido pela pioneira Miss Martha Watts. Olívia foi uma dessas alunas, cursando inclusive o Inglês. Também havia na cidade o Colégio Nossa Senhora da Assunção, dirigido por freiras, o qual atendia os filhos de alunos de classes mais conservadoras.
Ao lado dessas escolas confessionais, houve a introdução de escolas públicas, para atender as crianças das diferentes famílias que escolhiam a cidade para morar, em decorrência da expansão econômica paulista. Foi assim que foi criada a Escola Complementar, para formação de futuros professores, onde Olívia, após um curso brilhante, se formou em 1900, tornando-se professora antes de completar dezoito anos, fazendo parte da primeira turma de educadores de Piracicaba.
Como gostasse muito de estudar e ensinar, buscava aprimorar-se através de novos cursos, no Brasil e exterior. Foi para a Europa no ano de 1914, onde se aprofundou no estudo de línguas estrangeiras, como o inglês, alemão, francês, tornando-se poliglota e professora polivalente. Ao lado das línguas cursou enfermagem, diplomada pela Escola da Cruz Vermelha de Piracicaba, em 1921. Este curso lhe permitiu ser enfermeira junto à Santa Casa de Misericórdia local. Colaborou nesse particular com Branca de Azevedo, por ocasião da Revolução Constitucionalista.com Branca de Azevedo, por ocasião da Revolução Constitucionalista.


A figura de Branca de Azevedo - professora enérgica - emerge com força. Dos altos do Teatro Santo Estêvão, Branca de Azevedo convoca a juventude piracicabana para a luta pela constitucionalização do Brasil. Ela cria o Comitê feminino MMDC do qual é presidente, e tem como companheiras as professoras Olívia Bianco e Eugênia da Silva, fazendo seu QG, com a Cruz Vermelha, no Teatro Santo Estêvão. Doze mulheres piracicabanas partem para o front, fazendo parte do Corpo de Saúde sob a direção do Dr. Nelson Meirelles.

Olívia Bianco exerceu os cargos de professora primária, professora do curso complementar anexo à Escola Normal de Piracicaba; lecionou Francês, Inglês, Ginástica, assistente da 1ª Secção (Educação) do Curso de Formação Profissional da Escola Normal de Piracicaba, diretora do Curso Primário deste estabelecimento de ensino e professora na então Escola de Comércio Cristovão Colombo, já extinta. Foi colaboradora da “Revista de Educação”, publicada pela Escola Normal de Piracicaba, entre 1921 e 1923. Ela e outros educadores de renome pretendiam, através dela, formar um ideário pedagógico e educacional para os futuros professores.
Consciente do seu papel na comunidade, em pleno desenvolvimento, fundou uma escola noturna para mulheres operárias. Também ministrou aulas gratuitamente, preparando inúmeros jovens pobres para o ingresso no ensino público.
Neste ano de 2010, decorridos mais de cinquenta anos do seu falecimento, temos o depoimento de um grande educador piracicabano aposentado, Professor Cornélio T. L. Carvalho, que deu seu testemunho, o qual demonstra a preocupação e empenho da Professora Olívia Bianco, na formação de honestos cidadãos:
“De posse da informação, a decorrência dos fatos depende do indivíduo, de suas escolhas, de sua potencialidade e de sua coragem.
“Em 1943, devido aos contatos de minha mãe, então doméstica em casa da família Tricânico, fui apresentado às professoras Niobe Tricânico e Olívia Bianco.

“Por iniciativa dessas bondosas senhoras iniciei meus estudos no Colégio Piracicabano, onde, na qualidade de bolsista, frequentei o curso de preparação, o ginásio e o colegial entre 1943 e 1950. Sempre como bolsista.”

Ao lado do amor ao trabalho educacional, era grande apreciadora das artes, dedicando-se especialmente à música. Participou de muitos saraus artísticos, nas festas de caridade, representações teatrais, liderados por Lydia de Rezende, pertencente à família de grande proprietário rural e dignitário do Império, barão de Rezende.
Não aceitou o pedido de casamento do Dr. Paulo de Moraes Barros, ilustre representante republicano e irmão do Dr. Prudente de Moraes, mantendo-se muito ligada à família, constituída pelas irmãs e os sobrinhos Silvio, Mariquinha, Niobe, Regina e Marina. Esta última se destacou como grande escritora e poetisa.
Conclui-se que Olivia Bianco foi autêntica educadora e, como tal, desempenhou com galhardia o seu papel de promover crianças e adolescentes, sendo raros os alunos que estudaram até 1939 (data de sua aposentadoria), que não receberam seus sábios e eficientes ensinamentos.
Muito justo, portanto, a sociedade piracicabana prestar-lhe homenagem, dando-lhe o nome à Escola de Primeiro Grau, do Bairro Jaraguá.
Agradeço a valiosa colaboração da Professora Vera Alice Castro Schiavinato, da Escola Estadual Profª Olívia Bianco, e da Assistente de Direção, Profª Rosa M. Cadorim de Moraes, fornecendo dados biográficos e artigo do “Jornal de Piracicaba”, anos 1989-90, escrito pela Profª Marly Therezinha Germano Perecin, historiadora e acadêmica da APL.
Igualmente ao Professor-Orientador e Supervisor de Ensino Aposentado Cornélio T. C. Carvalho, pelo depoimento pessoal.

Postado por Ivana Maria França de Negri

sábado, 15 de setembro de 2012

DESAGRAVO DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC À INCLUSÃO INDEVIDA DO MMDC EM MATÉRIA JORNALÍSTICA


DESAGRAVO
O MMDC (Sociedade Veteranos de 32), neste ato representado por seu Presidente - Coronel Mário Fonseca Ventura e familiares dos Combatentes de 32, em particular Capitão Gino Struffaldi e Abrahão Yázigi, manifestam através do presente DESAGRAVO, face a artigo do Jornalista COSME RÍMOLI - Blog http.//esportes.r7.comz.blogs/cosmerimoli, em razão de manifesto desrespeito com a memória e história da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32, o qual ilustrou matéria futebolística com fotos dos referidos veteranos, e imagens alusivas ao Soldado constitucionalista e, por encerrar seus textos e crônicas bizarras, com a expressão "e viva a Revolução de 32", sempre em tom sarcástico.
Agravados na sua dignidade, integridade e moral, ressaltam o seu repúdio à conduta jornalística desonrosa, que contraria os deveres do profissional de jornalismo, em especial a de laborar com ética e cidadania.
São Paulo, 15 de setembro de 2012.


CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA
PRESIDENTE DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC

Rua Anita Garibaldi, 25 - Centro - SP
Fone: 11  3105 8541


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DOS VOLUNTÁRIOS COMBATENTES PIRACICABANOS DR. WALTER ACCORSI e JOÃO GENNES DA SILVEIRA MELLO


Walter Accorsi (1912-2006)


"Devo a esta cidade e a esta Escola o que sou. Devo e falo isso em toda parte"

Walter Radamés Accorsi, nasceu em Taquaritinga, no dia 9 de outubro de 1912. Passou a infância em uma enorme casa, onde vivia com os pais, irmãos e os tios com respectivas famílias. Accorsi freqüentou o grupo escolar e à tarde ia para a escola Dante Alighieri para aprender italiano. Bom aluno, sempre gostou de estudar e ganhou inúmeros prêmios.
Em 1919, mudou-se para Dobrada, na época distrito, localizado a oito quilômetros de Matão – a emancipação só veio em 1945 – onde a família adquiriu uma serraria, uma máquina de beneficiar café e um curtume. Foram também proprietários da fazenda Riachuelo e do sítio Ricovero.
Accorsi terminou o primário na Escola Reunidas, de Dobrada, e ao chegar a sétima série do ensino fundamental (segunda série do antigo Ginasial) foi matriculado no Colégio Mackenzie, de São Paulo, onde diplomou-se em 1927. Após conseguir o diploma, o pai lhe perguntou. “Você quer estudar agronomia?”, sem hesitar respondeu que sim.
No ano seguinte, em 1928, Accorsi chegou a Piracicaba, mais precisamente ao dia 5 de fevereiro. “Uma quinta-feira” como ele gostava de lembrar. Matriculou-se três dias depois no Atheneu Piracicabano, em um curso preparatório para o vestibular da Escola Agrícola, que posteriormente recebeu o nome de Esalq.
Em Piracicaba sua primeira residência foi a pensão Pernet, no Centro. Três dias depois conheceu sua primeira e única paixão: Judith Moretti, com quem viria a casar-se em 1935. Com a esposa, ficou por 61 anos. Separaram-se com a morte dela, em 21 de setembro de 1996, aos 87 anos. Tiveram duas filhas: Walterly e Waldith.
Em 1930, entrou na Escola Agrícola, onde formou-se em 1933 com um honradíssimo terceiro lugar na turma. Foi lá que começou o seu grande amor pelas plantas. Antes da formatura, porém, foi um dos “pracinhas” da Revolução Constitucionalista, onde defendeu as cores da bandeira de São Paulo. 



ESALQ durante a Revolução de 1932

Em 1934, tornou-se assistente da terceira cadeira de Botânica Geral e Descritiva.
Em 1936 passou no concurso de livre docência. Foi aí então decolou a carreira acadêmica do professor, que ganhou notoriedade nacional e internacionalmente com sua paixão pelas plantas.
Em 1982, após quase setenta anos de docência aposentou-se e recebeu o título de professor emérito, um dos mais honoríficos da USP (Universidade de São Paulo). Na Esalq, apenas seis professores receberam essa titulação. Em meados da década de 80, ganhou aquela que foi uma de suas maiores glórias: o setor de plantas medicinais da escola. Lá, ia religiosamente todo dia.
Em 1986, recebeu o título de Cidadão Piracicabano, outorgado pela Câmara de Vereadores. Em 1990, inaugurou o Laboratório Accorsi, sua farmácia de produtos fitoterápicos. Esteve a frente dos negócios até sua desencarnação. Nessa década, perdeu a esposa. Segundo a família o baque foi grande, mas o equilíbrio espiritual e a vasta compreensão da morte não o deixou desequilibrar. Viveu os últimos anos sempre rodeado pela família e pelos amigos. Continuou a frente da União Espírita, fazia visitas diárias à Esalq, onde continuava as suas pesquisas em fitoterapia.

A derradeira homenagem recebida em vida, pela ESALQ, ocorreu no último dia 12 de janeiro, durante a sessão solene de Colação de Grau e Formatura das classes graduadas em 2005, quando foi o Paraninfo das cinco turmas de formandos.
 O professor Emérito Walter Radamés Accorsi faleceu no dia 5 de abril de 2006. O corpo foi velado no Salão Nobre do Edifício Central da ESALQ.


JOÃO GENNES DA SILVEIRA MELLO

João Gennes da Sillveira Mello é irmão do herói piracicabano Ennes da Silveira Mello, filho de José da Silveira Mello e Malvina Sampaio da Silveira Mello, nascido em Piracicaba em 17 de Julho de 1903 e falecido na cidade de Petrolina, Pernambuco em 1988. Combatente atuante na Revolução de 32 depois como membro da Juventude Comunista foi para Corumbá - Mato Grosso onde exerceu a profissão por quase 10 anos como gerente da companhia de água e saneamento cujo proprietário Dr. Jorge Oliver era seu cunhado e a companhia se chamava Barros Oliva depois a companhia Barros&Oliva se transformou na companhia de cimento Portland - Itau a qual passou a ser seu diretor-superintendente indo para a região nordeste abrir a mineração de gesso (matéria-prima para o cimento).
Durante os anos 50 o grupo abriu o Banco Itau.

Na década de 70 o Grupo Votorantin adquiriu o controle acionário do Grupo Itau Divisão de Fábricas de Cimento. Em seguida vendeu a sua parte assim como as ações da Mineradora do Grupo Itau Cimento. (Erro grande deveria ter ficado como acionista, segundo relata seu filho).

Foi, ainda, comandante do trem de víveres na Ferrovia para o Paraná e na Sorocabana.

No final dos anos 70 seu filho João Silveira Mello imigrou para a Europa para estudar e em 1987 tinha 27 anos quando se estabeleceu nos EUA onde mora há 25 anos, atualmente, Presidente da CEO da American Arms Corporation  importador e exportador de armas e material tático e esportivo. É descendente de família paulista de quatrocentos anos das ramificações da família Silveira Mello:

Barros
Almeida Prado
Didini
Sampaio

  
João Silveira Mello EUA
Phone: 954 636 .... (Miami)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SANCIONADA LEI QUE FIXA NOVO VALOR À PENSÃO ESPECIAL AOS PARTICIPANTES CIVIS DA REVOLUÇÃO DE 1932


Diário Oficial
Estado de São Paulo
PODER Executivo
Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi 4.500 Morumbi São Paulo CEP 05650-000

quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Diário Oficial Poder Executivo - Seção I - Volume 122• Número 169 • São Paulo

LEI Nº 14.849, DE 5 DE SETEMBRO DE 2012
Fixa o valor da pensão especial assegurada aos participantes civis da Revolução Constitucionalista de 1932, e dá providências correlatas.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica fixado em R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) o valor da pensão especial assegurada aos participantes civis da Revolução Constitucionalista de 1932, de que trata o artigo 57 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de 1989.
Parágrafo único - O disposto neste artigo aplica-se, também, aos beneficiários das pensões concedidas a mutilados civis da Revolução Constitucionalista de 1932.
Artigo 2º - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta das dotações próprias consignadas no orçamento vigente, suplementadas se necessário.
Artigo 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de julho de 2012
Palácio dos Bandeirantes, 5 de setembro de 2012.

GERALDO ALCKMIN
Davi Zaia
Secretário de Gestão Pública
Sidney Estanislau Beraldo
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 5 de setembro de 2012.

Representantes da Sociedade Veteranos de 32-MMDC na Assembleia Legislativa quando da sanção da Lei 14849/12

MANIFESTO PAULISTA


sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Caros (as) Associados (as) e amigos (as

A SOCIEDADE VETERANOS DE 32-MMDC apoia o Manifesto Paulista, relembrando os feitos dos nossos heróis de 32.
Saibam todos que sem a nossa querida corporação não teria havido 32. A POLÍCIA MILITAR está acima de quaisquer ataques inconsequentes e que procuram destruir em vez de ajudar a população contra o crime organizado.
Meus parabéns por esse magnífico trabalho.

MARIO FONSECA VENTURA
CORONEL PM - PRESIDENTE





quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CONHEÇA OS MUSEUS DA REVOLUÇÃO DE 1932


ARTIGOS — POR DOUGLAS NASCIMENTO 

NA CAPITAL

A cidade de São Paulo está repleta de atrações culturais gratuitas durante o ano todo e nem todos os paulistanos aproveitam estas oportunidades. São peças de teatros, exposições fotográficas, museus, palestras e workshops dedicados aos mais variados e assuntos.
E existe na cidade de São Paulo alguns museus gratuitos especialmente destinados a Revolução de 1932. Todos eles espaços impecáveis, com acervos exclusivos e organizados com muito esmero pelos seus mantenedores. O blog São Paulo Abandonada & Antiga visitou e apresenta ao leitor três museus totalmente dedicados à Revolução Constitucionalista de 1932 que merecem uma visita, seja para conhecer um pouco mais sobre o acontecido ou seja para se aprofundar em suas pesquisas. Dois deles são tão próximos que podem ser visitados no mesmo dia! Vamos conhecê-los ?

Memorial 32 – Centro de Estudos José Celestino Bourroul


Localizado no prédio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Centro de Estudos José Celestino Bourroul é um excelente lugar não só para conhecer melhor a Revolução de 1932, como também uma excelente pedida para estudantes e pesquisadores interessados em estudar ainda mais sobre o tema e sobre a história de São Paulo. O belíssimo museu possui um acervo vasto e rico que chama a atenção pela organização primorosa e pela atenção e dedicação dos funcionários em atender os anseios de quem visita o memorial.


O museu leva o nome do Engenheiro José Celestino Bourroul, que foi doador de grande parte do acervo disponível no local e que desde jovem foi divulgador da causa constitucionalista. Bourroul também foi vice-presidente do São Paulo Futebol Clube e presidente da COHAB.
No espaço é possível ver medalhas, pinturas, armas antigas, documentos, fotografias e também pesquisar na hemeroteca e nos mais de 4mil livros disponíveis. Pode-se pesquisar o catálogo da biblioteca pela internet.
Serviço:
rua Benjamim Constant, 158 – 4o andar – Sé
Telefone: (11) 3104-5050
Horário de funcionamento: Segunda à Sexta das 10:00 às 17:00hs
Galeria Jorge Mancini


Também muito pouco conhecida pelo paulistano em geral, a Galeria Jorge Mancini é uma grata surpresa na região central da cidade. O excelente espaço dedicado à Revolução de 1932 está localizada dentro da sede da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP) , na rua Venceslau Brás.
A galeria leva o nome do Capitão Jorge Mancini (1900-1993) um dos seis valorosos irmãos da família Mancini que se incorporaram voluntariamente ao Exército Constitucionalista. Jorge Mancini também foi fundador e presidente da Associação dos Ex-Combatentes de São Paulo. Todo o acervo inicial riquíssimo desta galeria foi doado ainda em vida por Mancini para a AFPESP com o forte desejo, segundo ele,  de: “…perpetuar o ideal democrático que inspirou a Ação de 32″.


Na galeria é possível conhecer toda a trajetória da Revolução desde os primeiros momentos até o seu término através de fotografias, quadros, material de propaganda militar, uniformes, títulos de tesouro, moedas, medalhas e muitos documentos raros, além de imagens dos próprios membros da família Mancini.
Uma excelente pedida não só para visitas solitárias mas também para grupos de estudantes e excursões escolares. O local está totalmente preparado para receber o público interessado. Se estiver passando pelo centro de São Paulo, o passeio é imperdível.
Serviço:
rua Venceslau Brás, 206 – 1o andar – Sé
Telefone: (11) 3293-9581 / (11) 3293-9588

Museu do Colégio Santo Ivo / Museu Maria Soldado


Melhor do que ir em um museu é ir em dois ao mesmo tempo. E é esta facilidade que você consegue ao ir visitar o museu da Revolução de 1932 que está no Colégio Santo Ivo, no bairro da Lapa. O local possui o seu museu próprio, inaugurado em 2006, com um rico acervo exclusivo, com fotografias, estátuas, numismática, livros , cartazes e muitas outras atrações curiosas. Além disso, o museu do colégio oferece para apreciação algumas belas pinturas de temáticas revolucionária do artista plástico Vicente Caruso (1912-1986), que principalmente entre 1932 e 1954 pintou excelentes quadros simbolizando o orgulho paulista.
Além do museu próprio, o Colégio Santo Ivo abriga também, há dois anos, o Museu Maria Soldado, cujo acervo é da Sociedade dos Veteranos de 32 e que fica originalmente no Obelisco do Ibirapuera. Desde que o local fechou para reformas o acervo encontra-se a disposição nesta instituição, temporariamente. Entretanto, apesar de provisório, a sensação é de que você está no local oficial, tamanho é a organização do espaço.  Por ser o principal acervo da Revolução, no local é possível encontrar raridades exclusivas, como uma carta escrita por Santos Dumont, fotografias do combate em diversos pontos de São Paulo, matracas, capacetes, medalhas e uma das hélices do avião de combate que, nos céus, teria influenciado Santos Dumont a suicidar-se. No local há também a biblioteca da Sociedade dos Veteranos de 32 que possui inúmeras fichas e documentos e que é constantemente visitado por pesquisadores, estudantes e militares em busca do passado histórico. O local dispõe de uma área especialmente destinada a pesquisa de documentos.


Apesar de localizado dentro de uma escola, o acesso é livre a todos os interessados em conhecer os dois museus, inclusive grupos de outras escolas, além de pesquisadores e público em geral. Basta agendar a visita por telefone. 
Serviço:
rua Duarte da Costa, 1246 – Lapa
Telefone: (11) 3837-0566 / Email: info@santoivo.com.br 
http://www.saopauloantiga.com.br/conheca-os-museus-da-revolucao-de-1932/

ENDEREÇOS NO INTERIOR

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO PRUDENTE DE MORAES:
Rua Santo Antonio, 641 - Centro - PIRACICABA - fone: 19 3422-3069

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO AMADOR BUENO DA VEIGA:
Avenida 2, 572 - RIO CLARO - fone: 19 3534-3788/3524-5700

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO COMENDADOR VIRGOLINO DE OLIVEIRA:
Rua João de Moraes, 490 - ITAPIRA - fone: 19 3863-0835

MUSEU HISTÓRICO E CULTURAL DE JUNDIAÍ:
Rua Barão de Jundiaí, 762 - JUNDIAÍ - fone: 11 4521-6259

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE:
Rua dos Coroados, 521 - TUPÃ - fone: 14 3491-2202

MUSEU MUNICIPAL OSWALDO RUSSOMANO:
Rua Coronel João Leme, 520 - BRAGANÇA PAULISTA - fone: 11 4033-7566

MUSEU MUNICIPAL JEZUALDO D'OLIVEIRA junto à CASA CULTURAL:
Rua Rui Barbosa, 2170 - MIRASSOL - fone: 17 3242-6244


domingo, 2 de setembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DE SER ASSOCIADO AO MMDC

De: Mario Ventura

MEUS AMIGOS, MINHAS AMIGAS

Solicito de vocês ampla divulgação na Campanha dos 500 Associados Novos da Sociedade Veteranos de 32-MMDC.

Mensagem encaminhada

De: Mario Ventura
Data: 2 de setembro de 2012

Assunto: Re: A Importância de ser associado ao MMDC
Para: Samuel Phelippe

MEU AMIGO SAMUEL

Obrigado pelo seu trabalho de difusão da Sociedade.
Dia 15 de setembro estaremos juntos novamente em mais uma reunião do COFAM, no horário das 15 horas.
Solicito a sua presença.

CORONEL PM MARIO FONSECA VENTURA
Rua Anita Garibaldi, 25 - Centro - SP
Fone: 11 3105 8541

VISITE: