segunda-feira, 28 de maio de 2012

JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR: SOLDADO VOLUNTÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 - Parte 3

Continuação da Parte 2

JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR

Continuação das Cartas:


Carta de 17-08 da sobrinha Apparecida

Carta de 23-08 da mãe Ambrosina

Carta de 28-08 da sobrinha Emília

Carta Correio Militar MMDC de 05-09 do pai Joaquim

Carta Correio Militar MMDC de 06-09 da mãe Ambrosina

Carta de 17-09 do amigo João


Sócio da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC sob nº 15


Carta da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC de 19-09-1962

NOTA 2

As informações, documentos e fotos aqui apresentados foram fornecidos por suas filhas Maria Helena de Toledo Silveira Melo e Maria Aparecida de Toledo.

Jaguariúna, 25 de maio de 2012






JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR: SOLDADO VOLUNTÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 - Parte 2

Continuação da Parte 1

JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR

DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS

Atestado de Incorporação da Diretora da Cruz Vermelha de Piracicaba Sra. Branca Azevedo



Documento assinado pelo General Euclides de Figueiredo

Certificado Declaratório de Participação no Movimento Constitucionalista de 1932 pelo Governo do Estado de São Paulo

Cartas enviadas a Joaquim Norberto por seus familiares:

Carta de 05-08 da irmã Ana Maria

Carta de 08-08 da irmã Maria Cândida

Carta de 11-08 da irmã Luiza

 
Carta de 12-08 da mãe Ambrosina

NOTA 2
As informações, documentos e fotos aqui apresentados foram fornecidos por suas filhas Maria Helena de Toledo Silveira Melo e Maria Aparecida de Toledo.

Jaguariúna, 25 de maio de 2012

Continua na Parte 3








JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR: SOLDADO VOLUNTÁRIO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 - Parte 1


JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR

Quincas ou Quinzinho, como era mais conhecido, nasceu em São Pedro, estado de São Paulo,em 19 de setembro de 1906, filho do professor e Coronel Joaquim Norberto de Toledo e da professora Ambrosina Bonilha de Toledo. Eram seus irmãos Luiz e Geraldo, que também lutaram na revolução, Gertrudes, Marieta, Luiza, Maria Cândida, Ana Maria, Maria Augusta e Maria José. Foi funcionário público estadual, no Corpo de Segurança do Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, classificado no Gabinete de Investigações. Alistou-se como voluntário em 16 de julho de 1932, em Piracicaba, no 1º Batalhão Piracicabano, sob o nº 1.079 do 4º B.C.R. e 2ª Cia. do 6º R.I .


Ficou conhecido entre os colegas da Revolução como “Quincas Gaiteiro”, porque gostava de tocar gaita.

Quincas e seu irmão Luiz, julho de 1932
Em 23 de julho seguiu para a frente Norte (Vale do Paraíba) onde já operava a 2º Divisão de Infantaria (2ª. D.I.O), sob o comando do General Euclides de Figueiredo. Esteve nos setores de Queluz e Cruzeiro e depois acompanhou o mesmo batalhão para São José dos Barreiros e foi incorporado ao Destacamento do Coronel José Joaquim de Andrade. Participou de vários combates principalmente em Areias, Silveiras e Fazenda Palmeira.

Em Silveiras, o grupo de Quincas foi incorporado definitivamente ao 6º R.I. e era composto pelos piracicabanos Sargento Semionato, Cabo Lauro Catulé e os soldados Joaquim Norberto de Toledo Junior, Antonio Balestro, Barrento, Fernão, Eduir, Josaphat, Ruy, Tacito , Paulo e Henrique Gritti . Faziam parte também do grupo o fuzileiro Boanerges e o municiador 1.109 do 6º R.I.

Em 28 de agosto foi transferido para o 6º Regimento de Infantaria (6º R.I.) com o qual seguiu para Guaratinguetá. Depois foi para Caçapava, Campos do Jordão e São Luiz de Paraitinga, onde o alcançou o armistício de 1º de outubro, recolhendo-se então ao quartel de seu regimento.


O texto a seguir, redigido pelo próprio ex-combatente, relata sua participação nos combates:

Documento anverso e continuação no reverso escrito de punho nas trincheiras

Documento do texto acima por Joaquim Norberto de Toledo Junior datilografado


Quincas, em pé e à esquerda, em Campos de Jordão, em setembro de 1932

Quincas, à direita e um amigo

Seus parentes que também lutaram na Revolução foram: seus irmãos Luiz Bonilha de Toledo e Geraldo Pinto de Toledo, sua irmã Gertrudes de Toledo, sua sobrinha Ondina Mendes Parreira e Henrique Gritti, marido de sua sobrinha Duta.NOTA 1

Após o término da Revolução retornou para São Paulo retomando a seu antigo posto no Gabinete de Investigações.

Casou-se em 1945 com Ana da Silva de Toledo, nascida em Guaíra estado de São Paulo, com quem teve cinco filhos: Luiz Augusto Silva de Toledo, José Joaquim Silva de Toledo, Maria Helena de Toledo, Maria Aparecida de Toledo e Joaquim Norberto de Toledo Neto.

Em 1963 aposentou-se e retornou à sua cidade, São Pedro, onde desenvolveu diversas atividades sociais e culturais. Entre elas, idealizou e fundou, juntamente com outros, a Guarda Mirim de São Pedro.

Faleceu em 14 de maio de 1968 em consequência de um ataque cardíaco. Foi sepultado no cemitério de São Pedro e em seu túmulo constam os dizeres, a seu próprio pedido: “Nasci em São Paulo, vivi por São Paulo e morri em São Paulo”.


Redigido por Maria Helena Toledo Silveira Melo com a colaboração de seu marido Dr. Luiz Antonio da Silveira Melo.

Continua na Parte 2


terça-feira, 22 de maio de 2012


Combatentes do dia a dia

* Edson Rontani Júnior – vice-presidente do Núcleo da Sociedade de Veteranos de 1932 / MMDC

Vivemos inegáveis dias de combate. Combatemos a dengue, combatemos a insegurança, combatemos a intolerância no trânsito, combatemos o avanço das drogas, o “bullying” que toma dimensões inimagináveis nas escolas, e tantos outros desafios sociais.
Porém, como combatentes da atualidade, alguns já se esqueceram daquilo que foi utilizado como bandeira de luta por muitos que nos antecederam : o respeito, a dignidade e o idealismo. Infelizmente, as gerações atuais sequer sabem que, neste 23 de maio, tivemos o estopim da Revolução Constitucionalista de 1932. Isso, ainda longe de estar fadado ao esquecimento, entrou para os anais da glória dos paulistas, há exatos 80 anos.
Foi nesta data em que os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram mortos por tropas federais durante manifestação em São Paulo. De seus nomes surgiram as iniciais M. M. D. C. que, pelos meses seguintes, formaram uma sociedade secreta que pretendia destituir Getúlio Vargas do governo nacional.
A Revolução de 32 é mais lembrada pelo 9 de julho, dia em que iniciada. Seu desfecho ocorreu em 4 de outubro de 1932, num total de 87 dias de combate contra as forças federais, que resultaram em quase mil mortes.
Desde 1997, o 9 de julho passou a ser feriado estadual por determinação do governador Mário Covas. Foi quando completou a Revolução seus 65 anos. O 9 de julho passou a ser visto como mais um feriado. Um dia de inverno para “churrasquear”, ficar em casa vendo TV e se encontrar com amigos e familiares. Daí vem o combate de outros voluntários contemporâneos : deixar que a data seja apenas um dia em vermelho no calendário e passe a ter a força de seu ideal de origem.
Cabe lembrar que o movimento paulista foi um revide ao governo do presidente Vargas o qual assumia o papel do executivo, legislativo e judiciário. Não existia uma Constituição formal que deixasse claro qual o foco do presidente da República. Senadores, deputados e vereadores não tinham pensamento próprio. Respondiam ao que Vargas pensasse.
A capital paulista vivia momentos de tensão, com manifestações, greves e passeatas.  Na manhã de 23 de maio de 1932, uma reviravolta com partidários varguistas hostiliza os manifestantes. O Centro de São Paulo se transforma em verdadeiro caos. Na praça da República, precisamente na rua Barão de Itapetininga, insatisfeitos tentam invadir a sede do Partido Popular Paulista, um dos braços da Liga Revolucionária, que apoiava a figura de Vargas. Entocados, estes passam a disparar incessantemente, matando os quatro estudantes M. M. D. C. : Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antonio Camargo de Andrade. São vários os feridos, inclusive Orlando de Oliveira Alvarenga, que faleceria em agosto seguinte.
Depois, partiu-se para a triste e lamentável história que conhecemos, com os revolucionários sofrendo centenas de baixas e São Paulo sendo isolada do resto do Brasil.
Piracicaba teve sua participação nesta história. Os combatentes foram denominados de “voluntários de Piracicaba” partindo de onde hoje se encontra a praça José Bonifácio tomando rumo à Estação de Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a popular Estação da Paulista. Rumaram a São Paulo. Lá muitos foram para o Vale do Paraíba. Registros, remontam como sendo 14 os piracicabanos mortos em combate, que jazem no Mausoléu do Soldado Constitucionalista do Cemitério da Saudade.
Os combatentes não foram apenas estes. Foram também aqueles representantes de famílias despedaçadas pela intolerância, que perderam irmãos, filhos e maridos. Combatentes foram aqueles senhores e senhoras que se prostraram diante do Monumento ao Soldado Constitucionalista quando este foi removido da praça José Bonifácio e levado para a praça em frente ao Cemitério da Saudade, no início dos anos 1980.
Combatentes também são aqueles que ajudam a data a não cair no esquecimento, ensinando à atual geração o real sentido do amor à sua terra e ao ideal. Cabe lembrar que combatente não vence a guerra e sim enfrenta as batalhas que a vida lhe impõe.
Leia mais sobre os combatentes no blog do Núcleo MMDC de Piracicaba : http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com 

terça-feira, 8 de maio de 2012

DOS CATORZE PIRACICABANOS MORTOS EM COMBATE NA REVOLUÇÃO DE 1932



Morreram na Revolução de 1932 os voluntários piracicabanos totalizando o número de catorze: Ennes Silveira Mello, Alexandre Petta, Antonio de Barros César, Francisco Honório de Souza, Jorge Jones, Jorge Zohlner, José Homero Roxo, José Soares, Lauro de Barros Penteado, Natal Meira Barros, Prudente Meirelles de Moraes, Romário de Mello Nery, Silvio Cervellini e Agenor Rocha, com as respectivas biografias apresentadas abaixo:



NATAL MEIRA BARROS



Na manhã de 27 de agosto de 1932, Natal Meira Barros, voluntário do 2º Batalhão dos Funcionários Públicos, estava ocupando, com outros elementos do mesmo batalhão, uma trincheira na Frente Norte, setor de Pinheiros, quando recebeu ordem de buscar numa trincheira próxima um pau para barraca.

Cumprindo ordem, com mais três rapazes, tomou ele um caminho que passava atrás de um bambual, de maneira a ficar oculto às vistas do adversário. Não lhe valeu a prudência. Uma bala partida de uma posição ocupada pela polícia pernambucana, alcançou-o mesmo através do bambual, ferindo-o gravemente no pescoço.

Recolhido ao Hospital de Sangue de Cruzeiro, não resistiu à grave hemorragia produzida pelo ferimento.

Seu corpo está sepultado em sua terra natal.

Dados Biográficos: Nascido em Piracicaba a 25 de Dezembro de 1914, filho do Sr. Josué Meira Barros e de d. Bianca Buldrini de Barros, Natal era uma moço forte, esportista dedicado e exercia sua atividade no comércio.

Era solteiro e foi por algum tempo instrutor do Tiro de Guerra de Piracicaba, onde residia.



ENNES SILVEIRA MELLO



Histórico: “O primeiro piracicabano a morrer no campo de batalha foi Ennes Silveira Mello. Filho de José e Malvina Sampaio Silveira Mello, Ennes nascera em 27 de novembro de 1905. Era solteiro e agrimensor.

Ele pertencera ao primeiro batalhão de voluntários e tomava parte na Frente Norte dos combates, em proteção da Fazenda Moraes em Queluz. No dia 15 de agosto de 1932, estava, com outros soldados, construindo um abrigo contra aviões na trincheira onde se encontravam. Tudo estava calmo, não havia batalha. Ennes saiu da trincheira para buscar taquaras que camuflassem a defesa quando foi atingido por rajadas de metralhadora que, na véspera, tinha sido montada, pelo inimigo, numa moita. Levado para o Hospital de Cruzeiro, morreu no dia 17.

A morte de Ennes Silveira Mello acendeu ainda mais o fervor patriótico em Piracicaba. A mãe de Ennes, Malvina, em vez de lamentar a morte do filho, convocou a juventude para continuar a luta. Para o lugar de Ennes Silveira Mello, apareceram mais 50 voluntários.


JORGE ZOHLNER (Força Pública)


Jorge Zohlner pertencia a 2ª Companhia do 2º B. C. P. quando estalou o movimento revolucionário de 32. Seguiu para a frente sob o comando do Coronel Herculano de Carvalho e Silva.

Conheceu as agruras dos combates travados no setor do Túnel e foi uma de suas vítimas.

Atingido, na Serra da Mantiqueira, por um estilhaço de granada, teve morte quase que instantânea, no dia 28 de Julho.

Foi sepultado no lugar em que tombou, sendo, mais tarde trasladado para Piracicaba, sua terra natal.

Dados Biográficos: Nasceu, como dissemos, em Piracicaba, no dia 3 de Outubro de 1903, filho do sr. Arthur Zohlner e de d. Francisca Vallet Zohlner. Solteiro.



FRANCISCO HONÓRIO DE SOUZA (Voluntário)


Está sepultado em Silveiras o voluntário Francisco Honório de Souza, do 2º batalhão dos funcionários públicos, denominado "Cel Baptista da Luz", morto com uma bala na cabeça a 12 de Setembro.

Desde 19 de Agosto estava ele nas trincheiras.

Dados Biográficos: Piracicabano, nascido a 29 de Maio de 1912, Francisco Honório era filho do sr. Antonio Honório de Souza e de d. Olívia de Souza Oliveira. Irmão de Lydia, Antonia, Olívia, Bárbara, Celina, Maria da Glória, Roberto e Lizino Honório de Souza, exercia ele o cargo de turbineiro no Engenho Central de sua terra.


ALEXANDRE PETTA (Voluntário)


Apresentou-se logo aos primeiros dias. Incorporado ao 1º Batalhão da Liga de Defesa Paulista, combateu no setor Norte.

Em 26 de Setembro, quando num caminhão que o levaria e a outros companheiros para outra trincheira, foi alcançado pela fuzilaria inimiga.

Com Alexandre Petta, tombaram mais três bravos, nessa tarde e no caminhão fatídico, que se afastava de Silveiras.

Dados Biográficos: Filho do sr. Antonio Petta e de d. Alice Petta, nascera Alexandre em Piracicaba no ano de 1900. Solteiro, exercia sua atividade como empregado no comércio da sua cidade natal.

ROMÁRIO DE MELLO NERY (Voluntário)


Irrompido o movimento revolucionário, Romário de Mello Nery, apresentou-se. Reservista, com conhecimentos militares, foi aproveitado para o serviço de organização dos batalhões que partiam, formado no Palácio das Indústrias.

Partiu, afinal, como o último deles - o "Marcondes Salgado", para as margens do Rio Grande, de onde foi toda a unidade chamada, logo depois, para atender ao setor de Campinas, na ocasião ameaçado.

Resistindo, com mais quatro companheiros, a um ataque das forças adversárias, nas proximidades de Mogi-Mirim, foram todos mortos a tiros de metralhadora, dia 11 de Setembro.

Seu corpo está sepultado no cemitério de Itapira.

Dados Biográficos: Romário era filho do sr. Júlio Nery Ferreira e de d. Manoela Mello Nery. Nascera em Piracicaba a 17 de Julho de 1909. Era funcionário da Secretaria da Agricultura, exercendo o cargo de fiscal de máquina de algodão, em Tietê, cargo esse conquistado por concurso.

LAURO DE BARROS PENTEADO (Voluntário)


A 10 de Julho, no dia em que efetivamente começava a Revolução Constitucionalista, Lauro de Barros Penteado se apresentou ao 1º Batalhão Universitário que tomaria, mais tarde, o nome de Batalhão "14 de Julho". Incorporado, seguiu para a frente Sul, combatendo sem descanso durante dois meses consecutivos.
Era dos mais ativos e valentes soldados do seu batalhão.
A 17 de Setembro estava em uma trincheira à margem do rio das Almas, trincheira castigadíssima pela artilharia adversária a ponto de seus ocupantes receberem ordem de a evacuar. Os últimos a sair foram Lauro e o Tenente Tácito. Quando o faziam, uma granada de 105 explodiu sobre eles. Um estilhaço alcançou Lauro, que estava abaixado, na altura dos rins. Levado para a retaguarda sobre os ombros do Tenente Tácito, descansado seu corpo sobre uma maca, sentiu Lauro que a morte se aproximava em virtude de intensa hemorragia. Pediu que não o levasse para diante, em busca de socorro, que já sentia inútil.
Queria morrer sossegado, sobre a terra de São Paulo. Deitado no chão, sobre a maca, pedia a Epaminondas Valle, seu companheiro, que tomasse nota das seguintes palavras: - "Sei que vou morrer por São Paulo. Quero ser sepultado com esta mesma farda com que vou morrer ... Viva São Paulo!"
E expirou.
Levado seu corpo para Itapetininga, ali recomposto, foi trasladado para São Paulo e sepultado no cemitério São Paulo, onde, hoje, se vê uma sepultura simples e comovente, com o vulto de Fernão Dias apontando uma placa em que se lê:
_ "Este paulista, morreu defendendo a nossa Terra".

Dados Biográficos - Lauro de Barros Penteado, engenheiro pelo Mackenzie College, nascera em Piracicaba a 20 de Fevereiro de 1904, filho do engenheiro Dr. Antonio Augusto de Barros Penteado e de d. Celisa de Barros Penteado e neto do Sr. Manoel de Toledo Barros e de d. Maria Augusta de Barros Penteado; e do Sr. Coronel Flamínio de Camargo e de d. Candida de Barros Camargo.
Solteiro, residia, com seus pais, em São Paulo. Em 1930, como reservista que era, tomou parte na luta contra os revolucionários de então, tendo feito parte da guarnição do Forte de Itaipu, em São Vicente.

JOSÉ SOARES (Força Pública)

No posto de Cabo da 3ª Companhia do 4º B.C.P. da Força Pública, José Soares seguiu para a frente de combate, no Setor Norte, nos primeiros dias da Revolução Constitucionalista, sendo destacado para guarnecer a posição do Túnel da Mantiqueira, o posto perigoso por exceleência.
O valente soldado foi vítima do seu próprio ímpeto, vindo a falecer, em combate, no dia 22 de Julho.
Foi sepultado na cidade de Cruzeiro.

Dados Biográficos - Nasceu em Piracicaba, em 1902, filho do sr. Sebastião e de d. Antonia Soares.
Era casado com d. Ernestina Soares e deixou duas filhas menores: Dirce e Nelly.


ANTONIO DE BARROS CESAR (Voluntário)

Quando Piracicaba deu os primeiros voluntários para a Revolução Constitucionalista, Antonio de Barros Cesar quis estar na vanguarda.  Incorporado ao 4º B.C.R., lutou no Setor de Silveiras, na Frente Norte, até 9 de Setembro, dia em que, vitimado por um ataque traumático, consequente à explosão de uma granada de artilharia, tombou numa das trincheiras da Serra da Bocaína.

Dados Biográficos - Professor público, natural de Piracicaba, onde nascera a 19 de Março de 1902, Antonio era filho do sr. Arthur Ribeiro Barros Cesar e de d. Alice Ribeiro Cesar e irmão de Carlos de Barros Cesar, combatente do mesmo Batalhão.


JORGE JONES (Voluntário)

Em Vila Americana, onde residia, Jorge Jones apresentou-se para a guerra.  Foi incorporado ao Batalhão 23 de Maio, passando a servir como ordenança do Tenente Manoel dos Santos Sobrinho.  Fazia com ele e outros uma patrulha de reconhecimento, a 18 de Agosto, na Frente da linha Lindóia-Socorro, uando, visados pelo adversário, ambos caíram sob suas balas.
Foi sepultado no próprio campo de luta.

Dados Biográficos - Solteiro, proprietário em Vila Americana, Jorge Jones nascera em Piracicaba a 5 de Março de 1902, filho do Dr. Cícero Jones e de d. Martha Jones e irmão de Roberto, Yancey, Canol, Carlos, James, Franklin, Mary e Pattie Jones.


JOSÉ HOMERO ROXO


Combatente do Túnel como Sargento da 7ª Cia do III Batalhão do 5º R.I., contraiu nas trincheiras a moléstia que, tempos depois, em Piracicaba, o levaria ao túmulo.

Dados Biográficos - Era instrutor do Tiro de Guerra de Campinas, onde residia. Nascido em Anhembi, neste Estado, a 13 de Janeiro de 1913, filho do sr. Sylvino Roxo e de d. Anna Sampaio Luz, era noivo da senhorinha Josephina Jappur, residente em Catanduva. Dois irmãos tinha ele: Sylvio e José Olavo Roxo, este combatente do Batalhão Piracicabano.


SYLVIO CERVELLINI (Voluntário)


Em Garça, onde residia, Sylvio Cervellini apresentou-se voluntariamente para combater pela Revolução constitucionalista.
Doze dias depois, estava ele incorporado ao 6º B.C.R. e ocupando posição no Setor Sul, Frente de Buri.
Foi ali que, a 16 de Agosto, Sylvio foi atingido por bala no ventre, sendo recolhido ao Hospital de Sangue de Buri, onde morreu dois dias depois.
Sepultado no cemitério local, foi seu corpo trasladado para Piracicaba.

Dados Biográficos - Piracicabano, nascido a 16 de Fevereiro de 1911, era filho do sr. Eugenio Cervellini e de d. Augusta Cervellini.
Solteiro, contador formado pela Escola de Comércio "Cristóvão Colombo", de sua terra natal, ultimamente dedicava-se ao comércio de café na cidade de Garça.


PRUDENTE MEIRELLES DE MORAES (Voluntário)


Muitos serviços prestou o Engenheiro Prudente Meirelles de Moraes ao Exército Constitucionalista, muito embora não tenha tomado parte na Revolução como Soldado de trincheira.
Foi ele um dos elementos mais ativos da Engenharia Revolucionária, tendo estado em quase todos os Setores, desde os primeiros momentos da luta.
Faleceu, vítima de um desastre de automóvel quando em serviço entre Jacareí e São José dos Campos.
Seu corpo foi transportado para a Capital e sepultado no cemitério da Consolação.

Dados Biográficos - filho do Dr. Antonio Prudente de Moraes e de d. Maria Meirelles de Moraes, nascera em Piracicaba a 15 de Julho de 1904.
Casado com d. Maria Duarte de Moraes, deixou um filho a que dera o nome de João Prudente. Era irmão de: Dr. Antonio Prudente Meirelles de Moraes, d. Adelaide Meirelles de Moraes Paula Souza, casada com o Dr. R. Paula Souza, e de d. Rosina, Ana Maria a Maria Júlia Meirelles de Moraes.
Muito estudioso e esforçado, Prudente Meirelles de Moraes fez parte, ainda estudante de engenharia, da Comissão de Estudos da Retificação do Tietê, em 1924.
Trabalhou, também, nas obras novas da E. F. Sorocabana, em Avaré.
Depois de formado, esteve a serviço da Cia. Mecânica e Importadora na tarefa de calçamento das ruas do Triângulo, da Capital, entrando, a seguir, para a Sociedade Técnica e Comercial, posto em que a Revolução o surpreendeu.


AGENOR ROCHA (Corpo de Bombeiros)


Heróis de todos os dias, no combate ao fogo, os soldados do Corpo de Bombeiros enfrentaram com a serenidade dos fortes a luta pela causa de São Paulo. Dentre eles, Agenor Rocha. 3º Sargento rádio-telegrafista, não foi nessa qualidade que ele lutou.

Foi para a trincheira e em combate morreu. Viajando a serviço em uma locomotiva, junto com outros companheiros de luta, foi esta visada por forte tiroteio inimigo nas proximidades de Muniz de Souza, setor Sul. Saltaram todos para revidar, abrigando-se ao longo da linha. Em dado momento, a locomotiva se pôs em movimento, colhendo Agenor que, à sua frente, deitado, respondia ao ataque. Esmagou-lhe todo o tórax.

Com a homenagem e o carinho da sua corporação e do povo de Faxina, foi seu corpo trasladado para aquela cidade, onde ainda hoje repousa.


Dados Biográficos – Nasceu Agenor Rocha em Piracicaba, no ano de 1899, filho do Sr. Antonio Bento da Rocha. Era casado com d. Maria da Rocha.

Fonte: Livro CRUZES PAULISTAS de 1936