sábado, 28 de abril de 2012

O COMBATENTE PIRACICABANO JACOB DIEHL NETTO DESCREVE A REVOLUÇÃO DE 1932


Piracicaba na Revolução de 1932, segundo Jacob Diehl Netto

Desde o primeiro momento de ameaça às liberdades, Piracicaba reagiu

 A Revolução Constitucionalista de 1932 foi esquecida durante a ditadura militar de 1964 por tratar-se de um movimento épico em defesa das liberdades democráticas, influindo nos destinos do Brasil. Piracicaba,em 1932, engajou-se fortemente na convocação cívica, sendo muitos os piracicabanos  que se alistaram para defender os paulistas diante da ditadura Vargas, que já se prenunciava. O advogado e jornalista Jacob Diehl Netto foi um desses heróis e revolucionáros. Em 1935, três anos depois do levante revolucionário, Jacob Diehl Netto publicou, na imprensa local, vários textos mostrando a realidade das batalhas e o envolvimento dos piracicabanos. Reproduzimos, para registro histórico, alguns comentários:


14 de agosto
... "despertamos bem dispostos, como se tivéssemos dormindo em nossa casa. No quintal da casa, é claro, porque o céu é nosso teto. Começa a aborrecer-nos a falta de serviço. Pelo meio dia, a fuzilaria inimiga começa a castigar-nos e logo depois a artilharia... Um aviso: às 19 hs avançaremos, acompanhando um guia, a encontrar o nosso comandante, que fez sozinho um reconhecimento e nos espera na posição que será nossa, mais adiante.
            Ao escurecer, chega o guia. É Dimas Passini, o bravo soldado e pescador piracicabano, um dos reis do nosso 'Salto'.
A ordem é para avançarmos em coluna de um, com o máximo cuidado, em completo silêncio, distantes 5 m uns dos outros. Passini me conta que a caminhada vai ser dura, subindo e descendo morros formidáveis, através de pastos escorregadios. Saímos, andamos e andamos, por altos e baixos.... Paramos, esperamos largo tempo, infindável tempo. Que haverá? Há sombras, que vão e vêm, que trocam idéias, concertam providências. Nossa perplexidade aumenta de minuto a minuto, enquanto uma hora inteira se passa. Afinal, temos ordem para retroceder. Passini perdera, no escuro, a picada que abrira à plena luz. Pudera! Ele é pescador, não caçador.
            E voltamos, com as mesmas pernas, a dormir no mesmo lugar de onde saímos"

15 de agosto
... "de amanhã em diante nossa tropa terá a denominação de Coluna Boaventura. Não é sem tristeza que eu vejo essa mudança, de que tenho notícia cedo, e em que se vai um tanto de recordação de minha terra, mas devo reconhecer que ela é justa. Os voluntários piracicabanos, desde que tiveram de marchar para as trincheiras, foram separados uns dos outros quase integralmente, reduzidos a pequenos grupos dispersos, sem a menor assistência moral, desprovidos de recursos materiais, mal alimentados, mal vestidos, muitas vezes sem comando. Em Silveiras, depois da retirada de Areias, dávamos a impressão de uma horda de mercenários, vindos de vários pontos, ao deus dará ...
            Devemos ao tenente Boaventura estarmos juntos, no maior número possível. Mas não estamos sozinhos. Para aumentar o contingente dispersado pela mutilação inicial do Batalhão Piracicabano, teve nosso comandante de reunir, sob suas ordens, soldados de outras procedências, em grande número. A coluna já não pode ter um qualificativo piracicabano. É justo que tenha o nome de seu chefe e praza os céus que possa honrá-lo. A rapaziada agrícola (NR: Estudantes da Esalq que se alistaram) está aqui quase toda. Sempre entusiasmada, sempre alegre. Não se esquecem de sua escola os bravos estudantes, nem deixam de se reunir aos vivas que lhes dão..."

terça-feira, 17 de abril de 2012

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932
UM EXEMPLO PARA OS JOVENS DE HOJE

AGOSTINHO TOFFOLI TAVOLARO
Da Academia Campinense de Letras

1932.... Eu não havia nascido. Nem nenhum dos jovens que me escutam. Porque então falar dela? E por que falar aos jovens?Porque naquele ano, nas terras paulistas, aconteceu uma coisa diferente, um fenômeno singular e raro, que foi uma revolução não para se conquistar o poder, nem para impor ideologias políticas de um partido, menos ainda para atingir objetivos pessoais, mas apenas e tão somente para se ter uma lei.
E porque me atrevo eu a falar dela, se não a vi? Porque eu a senti e ouvi de meu pai – voluntário que se alistou como soldado para lutar por São Paulo, e que foi promovido no campo de batalha a Segundo Tenente, porque a ouvi de minha mãe -noiva ansiosa e preocupada pelas noticias e pela vida de meu pai, e por tudo que li, ouvi e aprendi com os veteranos de 1932, reunidos no MMDC e nas comemorações do 9 de julho.

1 – A CONSTITUIÇÃO ALMEJADA
Uma lei, perguntarão? Que lei é esta que vale uma revolução? E eu respondo:
Não uma lei qualquer, mas uma CONSTITUIÇÃO, uma lei a que todas as outras leis de um país devem obedecer. É a Lei Suprema do país, regra mãe de todas as outras, lei que dá o perfil e o contorno da nação, elencando os direitos de seus filhos e lhes reconhecendo o direito de fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
O que se buscava com isso? Buscava-se que a vontade do povo, que se exprime através das eleições, fosse feita pelo voto livre e secreto de cada um, e não pelo sistema de assinar o eleito uma lista indicando o nome do candidato que sempre era o que o governo indicava. Buscava-se com isso acabar com os chamados “currais eleitorais”, para onde o povo mais humilde era conduzido como gado pelos “coronéis” para votar, Buscava-se com isso assegurar a igualdade de todos perante a lei.
Essa busca para concretizar esses anseios levara, dois anos antes, em 1930, à vitória uma revolução conduzida pela Aliança Liberal, que derrubou a chamada Velha República e colocou no poder GETULIO VARGAS e os jovens tenentes do exercito. No entanto, uma vez no poder, Getulio e seus tenentes passaram a exercer poderes ditatoriais, revogando a Constituição então vigente, de 1891, reformada em 1926 e prometendo outra que viria concretizar aqueles anseios. Perguntarão agora os jovens:
o que é ditadura? E a resposta é: ditadura é o governo de um país por um homem e seu grupo ou partido, sem ter outro limite que não sua vontade e seu arbítrio, quase sempre simulando atender aos anseios do povo e fingindo obedecer às regras em vigor para ditar as leis.

2 – A DITADURA DE VARGAS
Subindo ao poder, GETULIO passou a exercer um poder ilimitado, destituindo os governadores dos estados (então chamados presidentes dos estados) e substituindo-os pelos tenentes, que vinham como interventores, sem qualquer ligação ou vinculo com os estados para os quais eram nomeados, pois sua missão era fazer com que as decisões do ditador fossem obedecidas.
A nova constituição prometida? As reformas anunciadas? Nem falar!
Após quase dois anos de atos discricionários, impondo-se a ferro e fogo as ordens do ditador, entupindo o povo de palavrório, São Paulo não mais aguentava o que acontecia. Estado moderno, com comércio, agricultura e industria pujantes, adiantado, formador em suas escolas de elites intelectuais e berço de movimentos artísticos, literários e sociais da mais alta importância, a situação de desprezo às aspirações legitimas de seu povo e o espezinhamento a que era submetido tornavam intolerável o estado de coisas.

3 – 23 DE MAIO – O MMDC
E aconteceu o 23 de Maio. Ao se manifestarem os paulistas contra na ditadura, frente à sede do partido governista (era o Partido Popular Paulista , ex- Legião Revolucionária, fundado pelos asseclas da ditadura), Rua Barão de Itapetininga, esquina da Praça da República (atual no. 298), foram recebidos à bala, morrendo os estudantes Euclides Bueno Miragaia, de 21 anos, Mario Martins de Almeida , atingido por um tiro no peito, Drausio Marcondes de Souza, de 14 anos e Antonio Américo de Camargo Andrade, campineiro, com 31 anos.

MMDC, de
M - Miragaia,
M – Martins,
D – Drausio
C – Camargo
Criada por sugestão de AURELIANO LEITE, eternizou–se como representativa da luta de São Paulo, fundada como sociedade civil que reúne hoje os veteranos de 1932 e os que lhe rendem o justo reconhecimento e homenagem, com departamentos por todo o estado.

4 – O NOVE DE JULHO
Avolumou-se o inconformismo paulista com as atitudes do governo ditatorial, o que também ocorria em outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de tal forma que se fixou como data para eclosão da revolução o dia 14 de julho.
No entanto, os fatos se precipitaram e em 9 de julho de 1932 teve inicio a revolução, havendo sido ocupados o Quartel General da 2ª Região Militar, o prédio dos Correios e Telégrafos e a Companhia Telefônica.

5 – O ALISTAMENTO DOS VOLUNTÁRIOS
Deflagrada a revolução, imediatamente começaram a se apresentar os voluntários, para lutar por São Paulo. Tropas com instrução militar, somente tinha São Paulo e por São Paulo lutaram 3.000 soldados do exercito e 9.000 da Força Publica, hoje Polícia Militar. No entanto, cerca de 200 mil voluntários se apresentaram, deixando família, negócios e tudo para se oferecer à luta.
De meu pai, sei que deixou sua noiva que chorava (minha mãe) na estação da estrada de ferro Mogiana, no hoje Espírito Santo do Pinhal para ir se alistar em São Paulo. Aliás, ao se alistar foi objeto de rigoroso e demorado exame médico, que, na sua impaciência de jovem, levou-o a queixar-se, irritado, ao capitão-médico: “Como é difícil morrer pela pátria”.
Desses, somente 66.000 lutaram nas frentes de combate, pela falta de armas para todos. Lutaram contra as forças federais de quase 350.000 homens do Exercito, da Marinha, das polícias estaduais, “provisórios”, nestes incluídos jagunços e mercenários.

6 - O CHAMADO ÀS ARMAS
Pelas ondas do rádio vinha a voz vibrante do campineiro CESAR LADEIRA conclamar o povo paulista a se unir e lutar.
Cartazes espalhados por todo o estado lembravam:
VOCÊ TEM UM DEVER A CUMPRIR: CONSULTE A SUA CONSCIÊNCIA
ELLES ESTÃO A SUA ESPERA PARA COMPLETAR O BATALHÃO ALISTE-SE
PAULISTAS ÀS ARMAS

7 – A MULHER PAULISTA E A REVOLUÇÃO
Não se pode falar da revolução de 1932 sem mencionar a mulher paulista, heroína da guerra muda e do sofrimento atroz que lhe causava o perigo constante, que rondava os seus entes queridos e a si próprias, expondo-se ao fogo inimigo e ao bombardeio aéreo.
Atuou de forma relevante nos hospitais e nos postos de saúde, inclusive os de campanha, nas frentes de combate. Trabalhou nas Casas do Soldado, costurando fardamento e preparando lanches e refeições que levava às tropas em seu deslocamento.
Nos bondes da capital paulista, as moças, ao verem de pé um homem válido levantavam-se e lhe ofereciam um lugar para sentar, dizendo-lhe com ironia: “Sente-se,
por favor, pois o senhor deve estar muito doente para não estar lutando na frente de combate.”
E episódios como de MARIA ROSA STELA SQUASSÁBIA, de São João da Boa Vista, tiveram lugar. Ela, professora, ao ter a noticia da prisão de seu irmão pelas forças inimigas, assumiu seu lugar na tropa, empunhando o fuzil e chegou, mesmo, a fazer prisioneiro um tenente das forças ditatoriais. Conta-se que, envergonhado por haver sido capturado por uma mulher, esse tenente, sedento de vingança teria oferecido um prêmio por sua cabeça.

8 – AS CRIANÇAS
Até as crianças prestavam serviço às tropas, servindo os escoteiros como mensageiros e estafetas.
Nossa Campinas, alvo do primeiro ataque aéreo contra uma população civil, em uma manhã de domingo, 16 de setembro de 1932, teve a desventura de perder um heróico escoteiro de 10 anos de idade, o menino ALDO CHIORATTO, no bombardeio que os “vermelhinhos” - nome que se dava aos aviões da ditadura – fizeram contra a cidade. Morreu o jovem em frente à sua casa, na esquina das ruas Campos Sales e Visconde do Rio Branco, como escreveu posteriormente a acadêmica CELIA S. FARJALAT (Correio Popular, 09/07/72).

9 – A MOCIDADE
Generosa e idealista, a mocidade estudantil e operária acorreu aos centros de alistamento, oferecendo sua vida e seu sangue a São Paulo, que a pena de GUILHERME DE ALMEIDA ressalta na frase que se encontra gravada no monumento do pátio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco:
QUANDO SE SENTE ARDER NO PEITO A HEROICA CHAMA
DEIXA-SE O PAPEL DOBRADO E SE VAI MORRER

10 – UM DE NOSSOS ACADÊMICOS NA REVOLUÇÃO
Fundada em 1956 nossa Academia Campinense de Letras orgulha-se do fato de um de nossos acadêmicos ter lutado na frente de combate, pois o padre, capelão e
oficial de ligação do Batalhão 23 de Maio, depois Monsenhor LUIS FERNANDES DE ABREU lutou e, de “parabellum” em punho foi aprisionado em Amparo, no dia 18 de setembro, havendo amargado prisão por 5 meses na ilha das Flores, no Rio de Janeiro.

11 – OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO
Como toda revolução não se faz sem lastro monetário, fez-se a campanha “DEI OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO”, trocando os casais suas alianças de ouro por anéis de ferro, como me lembro de ver meus sogros usando.
Emitiu ainda São Paulo os bônus paulistas, com lastro no ouro arrecadado, como papel moeda. Tão bom, que após a revolução o Governo Federal os honrou.

12 – A HISTÓRIA OFICIAL: O SEPARATISMO
A propaganda oficial, rendendo preito à parêmia de que “em tempo de guerra a primeira vítima é a verdade” e que “em tempo de guerra mentira é como terra”, divulgou que pretendia São Paulo pretendia se separar do Brasil, chamando a revolução inclusive de “revolução dos italianinhos”, dada a forte imigração peninsular para nosso estado.
E a história oficial reproduziu essa balela, como alguns historiadores posteriores também o fizeram, fruto de leitura pouca e desavisada.
Separatista, no entanto, não foi a Revolução Constitucionalista, como mesmo seu nome o atesta, pois tinha como objetivo dotar o Brasil, e não somente São Paulo, de uma Constituição.
Que São Paulo não desejava separar-se do Brasil comprovam os fatos pois, durante os três meses que durou a revolução (de 9 de julho a 2 de outubro de 1932) lutas com o objetivo de apoiar a revolução houve no Rio Grande do Sul (Vacaria, Pelotas, São João, Caçapava, Rio Fão e Serro Alegre), no Pará (Belém), no Amazonas (Itacoatiara), Mato Grosso (Bela Vista, Ladario, Quiteria, Coxim, Porto Esperança, Porto Murtinho e Mandioca Assada), em Minas Gerais (Belo Horizonte e Zona da Mata), na Bahia, onde foram aprisionados mais de 500 estudantes na Faculdade de Medicina, em Santa Catarina e no Paraná, conforme relata PAULO BARROS CAMARGO.
Como separatista, se seus comandantes foram o General Isidoro Dias Lopes (gaúcho), o coronel Euclydes de Figueiredo (carioca) e o General Bertholdo Klinger (gaúcho)?
Separatista não foi, pois como me relatou meu pai ouviu ele de Abelardo Vergueiro Cesar, influente homem público e deputado que a venda de armas por países estrangeiros lhe foi negada por não desejar constituir-se em país independente e soberano, quando poderia, como beligerante, receber auxílio em armas e equipamentos do exterior. Assim, as poucas armas que lhe vieram do exterior o foram por contrabando.
Melhor que qualquer outra coisa, o brasão de São Paulo, com a divisa latina PRO BRASILIA FIANT EXIMIA, demonstrou e evidencia, até hoje o sentido de brasilidade que sempre prevaleceu em São Paulo, vez que em tradução livre significa a divisa: PELO BRASIL FAÇA-SE O MELHOR

13 – O ARMAMENTO E A MOBILIZAÇÃO INDUSTRIAL
Com armas obsoletas, espingardas, revolveres, garruchas e fuzis descalibrados, São Paulo conseguiu por 3 meses lutar contra as superiores forças inimigas, transformando fabricas de “batom” em fábricas de cartuchos e balas, fabricando nas oficinas de reparação das ferrovias o famoso “Trem Blindado” e inclusive tanques de guerra.
Para fazer crer ao inimigo que possuía armas automáticas (fuzis-metralhadores) utilizou-se a famosa matraca, que produzia o som de uma dessas armas, ou se faziam funcionar motocicletas.
A aviação paulista era, no início da revolução, de dois aviões, passando a um máximo de oito, contra toda a aviação federal.

14 – A LUTA
O plano de ação militar era avançar sobre o Rio de Janeiro – então capital federal, e ali depor o governo, com o auxílio das unidades militares que ali havia, cujos comandantes já se haviam afinado com os ideais revolucionários.
No entanto, esse plano estratégico não foi cumprido porque se decidiu esperar a vinda de tropas do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, parando as tropas paulistas na fronteira do estado do Rio e transformando a guerra, de uma ação dinâmica, em uma guerra estática, cavando-se trincheiras. Não houve ofensiva, passando os paulistas do ataque à defesa. E Rio Grande do Sul e Minas Gerais, em vez de enviarem tropas apoiando a revolução, enviaram suas forças para lutar contra ela.
Desenvolveu-se a luta em três frentes de batalha, a frente norte, na região do Túnel, no vale do Paraíba, a frente leste, na fronteira com Minas Gerais e a frente sul, na fronteira com o Paraná.
Foi uma guerra estática, de trincheiras, em que o resultado menos dependeu do valor dos soldados, mas muito mais do poderio bélico. Nessa guerra morreram 2.800 paulistas, nascidos em todos os estados. O Governo Federal jamais divulgou o número de suas perdas.

15 – UMA ANÁLISE DA REVOLUÇÃO
Foi a Revolução Constitucionalista uma revolução romântica, por ideais e não por conquista de poder, que terminada por um armistício, veio alcançar seu resultado maior com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres, constituição essa infelizmente revogada pela Carta de 1937, de inspiração fascista e que implantou o chamado Estado Novo de Getulio, ditadura que perdurou até 1945.
Não foi tampouco um movimento partidário, pois os dois principais partidos de então – Partido Republicano Paulista e Partido Democrático - se uniram , pois a idéia era a continuidade da revolução de 1930, onde se lutou para terminar coma velha republica, a fim de se assegurar o voto secreto e não o voto por assinatura “a bico de pena”.
O que teria acontecido se a revolução constitucionalista houvesse triunfado?
Levantou-se um símile com a Guerra Civil americana, onde os estados do sul, rurais, atrasados e escravocratas, buscaram a secessão dos estados do norte, industrializados e no caminho da modernidade. Embora a Revolução Paulista tenha de fato oposto o estado líder da federação em desenvolvimento, industrialização e modernidade aos demais estados predominantemente rurais, o paralelo para por aí, pois jamais teve São Paulo como objetivo separa-se do Brasil. Houvesse triunfado a revolução também no campo das armas, pois a vitória moral lhe foi reconhecida em 1934, teríamos sim o Brasil na senda da modernidade e do desenvolvimento, de que usufruiriam todos os brasileiros mercê da CONSTITUIÇÃO que se buscava e que daria representatividade a todos os segmentos da população e ao livre curso de idéias.
Teríamos ganho, no mínimo, quinze anos de desenvolvimento dentro de um país mais justo, com a livre manifestação de idéias que caracteriza a verdadeira democracia, com responsabilidade e consciência do dever e respeito à lei .

16 - GUILHERME DE ALMEIDA
Quando falamos de 1932, não podemos omitir menção a um filho de Campinas – GUILHERME DE ALMEIDA, Príncipe dos poetas brasileiros, título que recebeu por votação em 1959 e que havia sido anteriormente conferido a OLAVO BILAC (1902), ALBERTO DE OLIVEIRA (1918) e OLEGARIO MARIANO (1937).
Dele se conta que , aos quatro anos de idade, indagado sobre o que queria ser quando crescer, respondeu : “Campineiro”.

Dele, mais e principalmente o poema sobre a bandeira paulista, que assim começa:
BANDEIRA DE MINHA TERRA,
BANDEIRA DAS TREZE LISTAS
SÃO TREZE LANÇAS DE GUERRA
CERCANDO O CHÃO DOS PAULISTAS.

17 – MENSAGEM AOS JOVENS
A epopéia de 1932, no entanto, não pode ser jogada na lata de lixo da história.
Exemplo de ideal e civismo, contém uma mensagem às gerações futuras e aos jovens de hoje.

Essa mensagem é a de
NÃO DESESPERAR QUANDO TUDO LHES PARECE ADVERSO
ACREDITAR NA LEI E NAS IDÉIAS
LUTAR POR ELAS
POIS ESTA É A BOA LUTA
QUE ENOBRECE QUEM A FAZ


Ao trazer aos jovens as lições aprendidas com meu pai, que como os jovens de São Paulo não hesitou em lutar contra a ditadura, pretendo apenas que eles as adaptem a um país assolado pela corrupção, pela demagogia e pela incompetência que obscurecem uma paisagem que deveria ser brilhante.

terça-feira, 10 de abril de 2012

MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE PIRACICABA

Monumento ao Soldado Constitucionalista de Piracicaba

Descrição: Composição escultórica, em estrutura de granito com estátuas em bronze. A base de pedra foi composta em blocos de diferentes alturas, seguindo o estilo Art déco, vigente na época de sua execução. No alto do bloco central, em forma de obelisco, há o brasão da República em bronze. Na face frontal, há uma figura feminina em bronze, segurando, no alto uma coroa de louros. Na face direita há duas figuras: uma do soldado caído e ferido e outra do soldado segurando a arma, como vitorioso. Na face esquerda, o soldado beija e abraça uma figura feminina que segura um bebê no colo, enquanto apóia a mão esquerda na cabeça de outra figura feminina abaixada chorando.

Título: MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

Denominação Popular: Monumento aos Voluntários de Piracicaba
Natureza da Obra: Monumento Estilo: Art Déco
Nível de proteção: Tombado pelo CODEPAC
Nome do Autor: Lélio Coluccini
Natural de: Itália
Nascido em: Pietrasanta/Valdicastello Data: 03/12/1910 Falecido em: Campinas Data: 24/07/1983 
Localização atual da obra: Praça José Bonifácio
Região: Centro Bairro: Centro
Localização anterior da obra: Praça da Saudade
Região: Centro Bairro: Cidade Alta
Tema da Obra: Homenagem aos combatentes da Revolução de 1932
Propriedade: Prefeitura
Iniciativa: Prefeito Luiz Dias Gonzaga e ex-combatentes.

Transcrição dos dados encontrados:

Placa 1: “ESTE É O VALOR DA TERRA ESTREMECIDA,/ É O POEMA DA GLÓRIA PIRACICABANA!/ PELA PÁTRIA A LUTAR, VIDA POR VIDA,/ TOMBARAM COM BRAVURA SOBERANA!/ DOR E MARTÍRIO DE UMA RAÇA FORTE,/ QUE É LUZ E IDEAL DE UM SENTIMENTO NOVO!/ SOBRE AS PEDRAS NÃO EXISTE A MORTE,/ PORQUE NÃO MORRE QUEM DEFENDE UM POVO! FRANCISCO LAGRECA”.

Placa 2: “Aos voluntários de 32/ o/ Povo de Piracicaba/ Ainda vivem no seu coração/ Ennes Silveira Mello, Natal Meira Barros, Homero Sampaio Roxo, Claudionor Barbieri/ Alexandre Petta, Romário Nery, Francisco Souza, Sylvio Cervelini (...)”

Placa 3: “Homenagem ao poder judiciário, que determinou, por acórdãos do TJSP e do STF, a volta deste monumento a esta praça, aqui erigido por força da Lei. Piracicaba, 18/12/88”. 
Observações: "Lélio Coluccini chegou ao Brasil com apenas um ano de idade e aqui realizou suas primeiras experiências em desenho de escultura. Ainda garoto foi enviado à Itália para estudar arte. Também foi ajudante na marmoraria de seu pai, em Campinas. Retornou ao Brasil em 1931, mas o período profissional de sua atividade de escultor só se iniciou propriamente em 1937 quando passou a trabalhar com mármore, granito, terracota, e papier-maché, com grande apuro técnico. A parcela mais importante de sua produção é do período entre 1951 e 1971, com monumentos públicos e obras de adorno presentes no Cemitério da Saudade em Campinas" (Ribeiro e Gonçalves, 1993). 

Este monumento foi transladado para a Praça da Saudade, na administração João Hermann Neto e após muita polêmica e uma ação judicial, voltou ao seu local original, que ficava em frente ao Teatro Santo Estevão, já demolido. No Cemitério da Saudade há um monumento túmulo aos voluntários, onde alguns deles estão enterrados. 


Ex-combatentes de 32 em visita ao Monumento em meados dos anos 50 com Mário Della Rosa na parte superior ao centro



Detalhe 1: A Placa dos Voluntários Piracicabanos de 32 mortos em combate

Detalhe 2: O Soldado Constitucionalista que parte para a luta se despedindo de sua mãe, esposa e filho de colo

Detalhe 3: O Soldado Voluntário imponente na Guerra Cívica Paulista cai gravemente ferido
Visita ao Monumento em junho de 2012

MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

Fonte: Memorial de Piracicaba 2002-03, de Cecilio Elias Netto

Autoria: do autor

Retornou ao lugar histórico por decisão judicial.

 No postal - no início da década de 50 - o Monumento ao Soldado Constitucionalista, no seu lugar original, na praça fronteiriça ao antigo Teatro Santo Estêvão.
Foi construído em 1938, no governo de Luiz Dias Gonzaga, com contribuição popular. Tirado da Praça, em 1980, na administração de João Herrmann Neto, retornou ao lugar histórico por decisão judicial.
*Crédito obrigatório - Lei Federal 5.988/78

DAS MEDALHAS DA SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC


Medalha MMDC

Histórico

A “Medalha MMDC” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 40087, de 14 de maio de 1.962, do Governo do Estado de São Paulo.



A Medalha “MMDC”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção.

O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Pça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subseqüente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.

Digna-se constar, que a Lei Fed. nº 12.430, de 20 de junho de 2011 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.

A Medalha “MMDC”, é portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

Diploma MMDC





Medalha Constitucionalista

Histórico:

A “Medalha Constitucionalista” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 29.896, de 10 de maio de 1.989, do Governo do Estado de São Paulo.



A “Medalha Constitucionalista”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de distinção.

É uma comenda emérita significativa, pois, representa todo o processo de civismo e patriotismo, do sacrifício que muitos tiveram, inclusive pagando com o sangue de suas próprias vidas, para que consolidássemos o nosso Estado Democrático de Direito em nosso país, através da conquista da nossa CONSTITUIÇÃO que valida as garantias e direitos individuais à todo o povo brasileiro. Neste mister, há de se destacar o sacrifício heróico dos quatro jovens M.M.D.C.

O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Pça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subseqüente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.

Digna-se constar, que a Lei Fed. nº 12.430, de 20 de junho de 2011 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.

A “Medalha Constitucionalista”, é portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

Diploma Constitucionalista





Medalha Pedro de Toledo

Histórico:

A Medalha “GOVERNADOR PEDRO DE TOLEDO” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 814, de 26 de dezembro de 1972, do Governo do Estado de São Paulo.



A Medalha “GOVERNADOR PEDRO DE TOLEDO”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção.Pedro de Toledo, governou São Paulo em 1932 sendo aclamado governador pelo próprio povo, pois idealizava uma verdadeira prática de democracia em nosso Estado Paulistano e no Brasil, e com estes ideais cívicos e patrióticos, apoiou o Movimento Constitucionalista de 1932, sendo fundado à época até nossos dias, o MMDC. O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Pça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subseqüente (1934) o Governo Federal promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.

Digna-se constar, que a Lei Fed. nº 12.430, de 20 de junho de 2011 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, inscreveu os nomes dos heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), no Livro dos Heróis da Pátria.

A Medalha “GOVERNADOR PEDRO DE TOLEDO”, é portanto uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram esta jornada cívica para com aqueles que, hoje e no futuro, continuarem abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor à legalidade pelos quais se bateram os heróis e Veteranos de 32.

Diploma Pedro de Toledo



Medalha de Mérito Constitucionalista

Histórico:



DECRETO Nº 57.526, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2011

Dispõe sobre a oficialização das Condecorações do Mérito Constitucionalista de 1932, do Núcleo MMDC - São Miguel Paulista, da Sociedade Veteranos de 32 e dá providências correlatas

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista da manifestação do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito,

Decreta:

Artigo 1º - Ficam oficializadas, sem ônus para os cofres públicos, as Condecorações do Mérito Constitucionalista de 1932, instituídas pela Sociedade Veteranos 1932 MMDC, Núcleo de São Miguel Paulista, nos termos do regulamento que acompanha este decreto.

Artigo 2º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 21 de novembro de 2011

GERALDO ALCKMIN
Sidney Estanislau Beraldo
Secretário-Chefe da Casa Civil

Publicado na Casa Civil, aos 21 de novembro de 2011.

REGULAMENTO DAS CONDECORAÇÕES DO MÉRITO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 MMDC, DO NÚCLEO DE SÃO MIGUEL PAULISTA

Artigo 1º - Ficam instituídas as “Condecorações do Mérito Constitucionalista de 1932”, do Núcleo MMDC São Miguel Paulista, da Sociedade Veteranos de 32, com o objetivo de galardoar as personalidades civis e militares, bem como as instituições públicas e privadas, que tenham prestado relevantes serviços à Sociedade Veteranos de 32 e ao Núcleo MMDC - São Miguel Paulista, contribuindo, dessa forma, para a preservação da memória da Revolução Constitucionalista de 1932 e culto aos ideais cívicos e patrióticos atrelados ao movimento.

Artigo 2º - As Condecorações do Mérito Constitucionalista de 1932 são compostas das seguintes honrarias:

I - Cruz de Honra Constitucionalista;

II - Medalha de Mérito Constitucionalista;

III - Medalha Esplendor de São Miguel Paulista.

Artigo 3º - As honrarias, de que trata o artigo 2º deste regulamento, possuem as seguintes descrições:

II - A Medalha de Mérito Constitucionalista é formada:

Artigo 4º - As medalhas serão outorgadas pelo Presidente Executivo do Núcleo MMDC - São Miguel Paulista, mediante proposta de uma Comissão de Outorgas integrada pelo Vice-Presidente Executivo, que será seu Presidente, e 2 (dois) membros da Diretoria Executiva do Núcleo.

§ 1º - A Comissão se reunirá tantas vezes quantas se fizerem necessárias, por convocação de seu Presidente.

§ 2º - A indicação das personalidades e instituições a serem agraciadas, dependerá do voto da maioria absoluta de membros da Comissão, “ad referendum” do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.

§ 3º - As medalhas poderão ser concedidas a título póstumo.

Artigo 5º - A entrega das veneras será feita em solenidade pública em data definida pela Comissão de Outorgas do Núcleo MMDC - São Miguel Paulista.

Artigo 6º - Não farão jus às condecorações e perderão aquelas que tenham recebido os que tenham sido condenados à pena privativa de liberdade ou praticado qualquer ato contrário à dignidade ou ao espírito da honraria.

Artigo 7º - Publicado (em boletim interno ou na imprensa) o ato concessório, a Comissão de que trata o artigo 4º deste regulamento providenciará o preenchimento do diploma que será assinado pelo Presidente do Núcleo MMDC - São Miguel Paulista e pelo Presidente da Comissão de Outorgas do Núcleo.

Artigo 8º - Os diplomas, acompanhados do “curriculum vitae” do indicado, serão encaminhados ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito para deliberação e registro.

Parágrafo único - A recusa do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito em registrar o diploma importará no cancelamento da indicação.

Artigo 9º - A Comissão manterá um Livro-Ata (Livro de Ouro), que em sua abertura constará o Histórico do Núcleo MMDC - São Miguel Paulista e a seguir, em ordem numérica, os nomes e qualificações dos agraciados.

Artigo 10 - As despesas decorrentes da aplicação deste regulamento correrão à conta da própria agremiação e sem quaisquer ônus ao Estado.

Artigo 11 - No caso de extinção das referidas condecorações, os responsáveis pelo Núcleo da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC de São Miguel Paulista farão recolher os cunhos e exemplares existentes ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.

Artigo 12 - O presente regulamento somente poderá ser alterado após submissão ao Conselho Estadual de Honrarias e Mérito.

Diploma Mérito Constitucionalista





DOS DIPLOMAS CONFERIDOS PELO NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA VOLUNTÁRIOS PAULISTAS DE PIRACICABA



Abaixo, o Diploma de "Pesquisador Associado Honorário" que é concedido às autoridades constituídas bem como pessoas que conosco colaboram na divulgação da Epopéia Cívica de 1932.






Abaixo, o Diploma de "Honra ao Mérito Capitão João Rodrigues Gonçalves", herói da Revolução Constitucionalista de 1932 e o Patrono do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba da Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC, conferido às autoridades civis e militares constituídas com trabalhos destacados em prol da nossa sociedade e do movimento constitucionalista de 1932.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

SAIBA PORQUE ATÉ AGORA NÃO FOI FEITO O RESTAURO DO MONUMENTO MAUSOLÉU DO IBIRAPUERA

JORNAL “DIÁRIO DO COMÉRCIO”, DE 27 DE MARÇO DE 2012
‘ O OBELISCO ESTÁ SANGRANDO” – FRASE DE PAOLO EMENDABILI, neto do escultor do monumento feito aos heróis de 1932, revela o descaso com um dos cartões-postais de SP.
A poucos meses das comemorações dos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, o Obelisco do Parque do Ibirapuera mais uma vez continuará fechado ao público por causa da infiltração de água que compromete a estrutura do monumento. Há dez anos, o interior do local é totalmente fechado aos turistas, com raríssimas exceções – duas vezes por ano, no máximo. Na semana passada, a reportagem do DIÁRIO DO COMÉRCIO entrou no Obelisco do Ibirapuera, cujo nome verdadeiro é apenas “32” para verificar a saúde de um dos principais cartões-postais de SÃO PAULO. O resultado é desanimador. Na semana da visita do DC, o monumento ficou às escuras por causa de uma pane elétrica, cujas causas ainda são desconhecidas. Há quem acredite na hipótese do problema ter sido provocado pela infiltração de água. Se isso ficar confirmado, será mais um dos danos causados pelo gotejamento que ocorre no teto e se espalha por vários ambientes no mausoléu, que fica dentro do Obelisco. Logo após descer os nove degraus que separam a Avenida Quarto Centenário e o mausoléu, já é possível encontrar manchas escuras no pórtico de entrada, provavelmente causadas pela infiltração de água. Ao passar pelos primeiros arcos do mausoléu, há uma primeira sala conhecida como a Câmara dos Leigos. Nela, há duas portas laterais, sendo que cada uma delas leva a outras duas salas.
Capacetes – no local há banheiros, uma cozinha usada por um policial que monta guarda no monumento e um depósito com os mais variados objetos. É justamente nesta sala, bem ao lado daqueles cones alaranjados usados pela CET para realizar bloqueios nas ruas e avenidas, onde estão dezenas de capacetes usados pelos combatentes de 1932. Os objetos, que poderiam estar expostos ao público em algum museu paulista, estão empilhados em um canto de uma sala e, a cada dia, ficam mais empoeirados. Seguindo em direção ao interior dos subterrâneos do Obelisco, ao passar pela segunda trinca de arcos, há uma sala conhecida como Câmara de Reflexão. É nela que estão os restos mortais de 72 (????) combatentes que lutaram na Revolução de 32.
Campanha – Um dos ilustres personagens desse importante período da história de São Paulo é CARLOS DE SOUZA NAZARETH, ex-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e um dos idealizadores da Campanha “OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO”. Nesta sala já é possível verificar o devastador efeito da infiltração: a água invade a sala por meio de pequenas frestas no teto da câmara. Assim, gota a gota, as paredes e o piso de mármore travertino, que deveria ser branco, está manchado e ganhou uma coloração avermelhada, semelhante a sangue. ‘Olhando a cor da mancha no mármore, ela lembra sangue. Mas é isso o que está acontecendo com o monumento. Ele está sangrando por causa do descaso”, disse Paolo Emendabili, neto do escultor do monumento, Galileo Emendabili, e que acompanhou a reportagem na visita ao Ibirapuera. A água que escorre em vários ambientes da edificação é outro mistério. Curiosamente, elas não cessam nem mesmo nos dias ensolarados, o que levanta a hipótese de que o vazamento não ocorre apenas por causa da chuva, mas também em decorrência de fissuras na estrutura do espelho d´água que circunda o Obelisco. Neste caso, não é difícil suspeitar que há um grande problema em curso e que pode afetar o futuro do mausoléu.
Mais adiante está a Câmara do Templo Sagrado, localizada logo abaixo da base do Obelisco e que abriga a estátua de um soldado anônimo esculpido em mármore de Carrara. Na verdade, o tal combatente tem, sim, uma identidade. Segundo Paolo Emendabili, Galileo esculpiu o rosto do seu pai (bisavô de Paolo), LUDOVICO, na imagem do soldado constitucionalista com os olhos semi-cerrados e deitado com o peito virado para o cume do Obelisco. Nos pés da estátua outra goteira no bocal onde é inserida a lâmpada ameaça manchar a estátua em mármore do soldado. A goteira, nesse caso, parece ser ainda mais antiga, especialmente por causa da enorme mancha avermelhada e também negra no piso da sala. A mesma mancha ainda e visível em uma sala ao lado, onde está localizado um altar com a imagem de JESUS CRISTO ainda pequeno. Sobre o altar há um ninho de cupins no interior de uma câmera.
Ação Popular – Há ainda uma sala com um enorme buraco no teto, aberto em decorrência da falta de manutenção. “Há inúmeras goteiras no interior do complexo construído pelo meu avô. Não dá mais para ver tamanho descaso. Vamos avaliar, mas vou ingressar com uma ação popular e exigir a imediata restauração nos próximos dias. Há risco de desmoronamento”, afirma Paolo Emendabili. Em 2006, o governo do Estado, a Polícia Militar e o próprio Emendabili assinaram um convênio para a preservação do imóvel. Nele, o governo do Estado assumiu o compromisso pelas obras e restauro do espaço, na época avaliada em cinco milhões de reais. ‘Hoje o valor é maior, pois os danos mudam a cada mês. Alguém tem que fazer alguma coisa”, disse Paolo.

Essa reportagem enseja uma série de telefonemas à Sociedade nesta tarde. É providencial a reportagem do DIÁRIO DO COMÉRCIO, pois nós lutamos pelo restauro desde 2002, quando ele seria feito pela NESTLÉ. Uma pendenga judicial determinou a paralisação das obras. A NESTLE sai da lide e entra a CLARO. Aí vem um outro processo, movido pelo próprio Paolo, em 2004. Nova paralisação e a NESTLÉ tira o corpo fora. Isso quer dizer que por causa de questiúnculas judiciárias, movidas por pessoas que têm interesses no monumento, causaram todo esse prejuízo. Na verdade, esse RESTAURO já estaria pronto há muitos anos atrás, se não acontecessem essas interferências altamente prejudiciais ao trabalho que vinha sendo patrocinado, primeiramente pela NESTLÉ e depois pela CLARO. Os que agora reclamam pela atual situação do Monumento são os principais causadores desse estado de coisas.         

segunda-feira, 2 de abril de 2012

NOTÍCIAS SOBRE AS CONDIÇÕES DE ABANDONO DO OBELISCO DO PARQUE IBIRAPUERA

  Aproveitamos a ocasião para levar ao conhecimento de todos os amigos da visita realizada por OTÁVIO MESQUITA ao nosso monumento máximo da Revolução de 32, na semana passada, o OBELISCO DO PARQUE IBIRAPUERA, na qual ele entrevistou o nosso presidente CEL VENTURA sobre a condição de abandono do poder público frente às necessidades de reforma do monumento que datam de 1981.

Este é o link de acesso à entrevista