sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DIA 2 DE OUTUBRO: SOLENIDADE DO FIM DAS HOSTILIDADES DA REVOLUÇÃO DE 32 NO OBELISCO DO IBIRAPUERA


Transcorrido cerca de três meses após o início da Revolução, ocorre o fim das hostilidades, e a derrota do Estado de São Paulo, que com coragem moral e em situação bélica desfavorável em relação ao Governo Provisório, lutou com todos os seus esforços. São Paulo sacrifica muitos de seus filhos na luta pela reconquista da Carta Magna Brasileira.
Diante dos rumos que o conflito foi tomando, e com as negativas de apoio dos Estados da União que inicialmente eram simpatizantes da causa bandeirante, mesmo com toda a luta, esforços e sacrifícios do povo de São Paulo, a derrota não foi uma surpresa, mostrando-se inevitável.

REVOLUCIONÁRIOS SENDO ATACADOS POR AVIÕES FEDERAIS

Diante do cenário totalmente desfavorável que São Paulo se encontrava na guerra, o esfacelamento de várias linhas de defesa, e do sacrifício de milhares de combatentes em ambos os lados, entre eles o do próprio Comandante da Força Pública Paulista, Coronel Júlio Marcondes Salgado. O Coronel Herculano de Carvalho, novo Comandante-Geral da Milícia Bandeirante, lança um manifesto pelo armistício de São Paulo, poupando assim, a vida de muitos civis e militares, pois sem a presença da Força Pública, as ações bélicas seriam insustentáveis. “Nesse sentido, o manifesto do Cel. Comandante da Força Pública, Herculano de Carvalho, que substituíra o Cel. Marcondes Salgado, é um documento impressionante pelo seu realismo, pela sinceridade, pela coragem e sobre tudo pelo bom senso.” (BASBAUM, 1962, p. 50).
Embora tenha sofrido muitas críticas naquele momento, até mesmo de alguns líderes constitucionalistas, o Coronel Herculano manteve-se firme na sua decisão, pois a luta naquelas condições era insustentável. Essas críticas são justificadas pelo calor das batalhas e também, pelo desconhecimento da situação real dos combates, uma vez que quem “sentia na carne” as dificuldades eram os combatentes paulistas. Dessa forma, após o Comando Constitucionalista negociar o cessar fogo com o Governo Provisório, coube à Força Pública o desarmamento dos voluntários e o restabelecimento da ordem no Estado.

A 2 de outubro, quando as últimas posições paulistas estavam sitiadas entre as cidades de Lorena e Guaratinguetá, terminava a Revolução, com o armistício assinado em Cruzeiro.

Telegrama relatando o fim das hostilidades

Os registros oficiais dizem que 830 rebeldes haviam morrido na luta. Na maioria, os despojos estão sepultados no Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, construído no Parque do Ibirapuera sob um obelisco de 72 metros de altura, a contar do andar térreo, ou 81 metros, considerando-se a cripta subterrânea.
Ainda naquele 2 de outubro, conciso manifesto subscrito pelas maiores autoridades civis revolucionárias comunicou o fim das hostilidades. Na ortografia da época, dizia "Ao Povo de São Paulo", entre outras coisas:

"Sem desfallecimento, fez São Paulo tudo quanto o engenho de sua gente e a capacidade de sua industria e da sua lavoura permittiram, para o abastecimento dos exercitos, amparo e soccorro da população civil, salvaguarda de todos os direitos individuaes e collectivos, mantendo, a todo o transe, a ordem juridica e social, assegurando, assim, todos os elementos da victoria.
"Com altaneria de espirito e serenidade de razão, demonstrou o povo paulista nesta epopéa sem igual, a firmeza do seu pulso, a largueza de suas vistas e a amplitude de seu sentimento nacional. A pagina, que agora coloriu com o seu sangue, ha de permanecer, immortal aos olhos de todo o Brasil, como a mais inequivoca demonstração da sinceridade de sentimentos com que se entregou á causa da rapida constitucionalisação do paiz." 

O documento recebeu a assinatura do Governador que fora aclamado pelos paulistas – o maçom e ex-Grão Mestre do Grande Oriente Estadual de São Paulo, Pedro de Toledo –, além de Waldemar Ferreira, Paulo de Moraes Barros, J. Rodrigues Alves Sobrinho, F.E. da Fonseca Telles, Francisco da Cunha Junqueira, Godofredo da Silva Telles, Joaquim A. Sampaio Vidal e Thyrso Martins. Após três meses de embates desproporcionais e sangrentos, era o final da Revolução Constitucionalista cujo 80.° aniversário comemoramos neste Nove de Julho.

Neste 02 de outubro de 2012, terça-feira, a partir das 9 horas da manhã a Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC estará a frente da apresentação de mais uma solenidade em homenagem aos heróis combatentes de 32,  dia do marco do fim das hostilidades entre as tropas constitucionalistas e federais que será realizada no Mausoléu do Soldado Constitucionalista no Obelisco do Ibirapuera na Capital Paulista com a entrega da significativa Medalha e Diploma Governador Pedro de Toledo às autoridades constituídas civis e militares e a demais digníssimas pessoas escolhidas dentre a sociedade que vem se destacando no auxílio, pesquisa e divulgação para a perpetuação da inesquecível Epopeia Paulista de 32.

CONVITE: Todos os amigos, companheiros, colaboradores e simpatizantes à causa constitucionalista estão convidados para comparecerem prestigiando este ilustre acontecimento.

Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba


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