domingo, 15 de julho de 2012

COMEMORAÇÃO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932


Comemoração da Revolução Constitucionalista de 1932

O feriado de nove de julho, para muitos não passa de apenas um simples feriado, mas, para as famílias dos ex-combatentes, é um motivo de glória e homenagens aos seus descendentes que lutaram no passado, principalmente para os piracicabanos que partiram até os fronts de combate, para reivindicar uma nova Constituição que abranjaria todo o país.
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi iniciada no dia 9 de julho de 1932, não foi um movimento de elite, mas foi o movimento de maior mobilização revolucionária do Brasil, com duração de oitenta e cinco dias de combates, tendo seu término em 2 de outubro do mesmo ano.
Os paulistas obtiveram ajuda do Mato Grosso contra o restante do Brasil, reivindicando uma nova constituição, pois foram os únicos que levaram a revolta adiante contra as atitudes do governo Getúlio Vargas - Presidente do Brasil no ano atual – onde as forças leais do atual presidente acabaram abrindo fogo no dia 23 de maio contra a multidão, resultando na morte de quatro jovens: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo.
As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transformou no grande símbolo da revolução, e com isso, o estopim para o seu inicio, com o apoio de toda a população do Estado de São Paulo contra o governo do Presidente Getúlio Vargas.
As tropas paulistas contavam com uma multidão, onde nem todos possuíam técnicas de guerra, mas tinham o principal; o amor à São Paulo e à necessidade de mudanças.
Nos fronts de guerra em todo o Estado de São Paulo, as tropas paulistas, contavam com 35 mil homens, enquanto as tropas federais possuíam 100 mil soldados bem equipados, utilizando inclusive, aviões para bombardear as cidades do interior paulista.
São Paulo contava com a adesão dos outros estados, porém, o poder do Presidente amedrontava os Estados, pois todos aqueles que lutassem contra Getúlio, estaria lutando contra o governo.
Mas, nem mesmo isso impediu que São Paulo lutasse por uma Nova Constituição, mesmo correndo sério risco de perder a guerra, ter que se render e sofrer consequências como prisões, cassações e deportações.
No século XX, a Revolução de 32 foi o maior confronto militar no Brasil. Apesar da derrota na luta armada de São Paulo, em 1934 a Assembleia Constituinte redigiu a Nova Constituição. 
Depois da breve volta ao tempo feita neste texto, podemos entender a homenagem feita pelo 80º aniversário da Revolução Constitucionalista de 32, neste 9 de julho (segunda-feira).
O evento organizado na praça onde existe o monumento contou com a presença dos ex-combatentes: Romeu Gomes de Oliveira, Iscar Antonio Bressan e Luiz Avelino Bortolan para a devida homenagem.

Autora:  Ana Helena Scanholato
Estagiária do Museu Prudente Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes
Estudante de Gestão Empresarial – FATEC PIRACICABA

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