terça-feira, 10 de abril de 2012

MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE PIRACICABA

Monumento ao Soldado Constitucionalista de Piracicaba

Descrição: Composição escultórica, em estrutura de granito com estátuas em bronze. A base de pedra foi composta em blocos de diferentes alturas, seguindo o estilo Art déco, vigente na época de sua execução. No alto do bloco central, em forma de obelisco, há o brasão da República em bronze. Na face frontal, há uma figura feminina em bronze, segurando, no alto uma coroa de louros. Na face direita há duas figuras: uma do soldado caído e ferido e outra do soldado segurando a arma, como vitorioso. Na face esquerda, o soldado beija e abraça uma figura feminina que segura um bebê no colo, enquanto apóia a mão esquerda na cabeça de outra figura feminina abaixada chorando.

Título: MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

Denominação Popular: Monumento aos Voluntários de Piracicaba
Natureza da Obra: Monumento Estilo: Art Déco
Nível de proteção: Tombado pelo CODEPAC
Nome do Autor: Lélio Coluccini
Natural de: Itália
Nascido em: Pietrasanta/Valdicastello Data: 03/12/1910 Falecido em: Campinas Data: 24/07/1983 
Localização atual da obra: Praça José Bonifácio
Região: Centro Bairro: Centro
Localização anterior da obra: Praça da Saudade
Região: Centro Bairro: Cidade Alta
Tema da Obra: Homenagem aos combatentes da Revolução de 1932
Propriedade: Prefeitura
Iniciativa: Prefeito Luiz Dias Gonzaga e ex-combatentes.

Transcrição dos dados encontrados:

Placa 1: “ESTE É O VALOR DA TERRA ESTREMECIDA,/ É O POEMA DA GLÓRIA PIRACICABANA!/ PELA PÁTRIA A LUTAR, VIDA POR VIDA,/ TOMBARAM COM BRAVURA SOBERANA!/ DOR E MARTÍRIO DE UMA RAÇA FORTE,/ QUE É LUZ E IDEAL DE UM SENTIMENTO NOVO!/ SOBRE AS PEDRAS NÃO EXISTE A MORTE,/ PORQUE NÃO MORRE QUEM DEFENDE UM POVO! FRANCISCO LAGRECA”.

Placa 2: “Aos voluntários de 32/ o/ Povo de Piracicaba/ Ainda vivem no seu coração/ Ennes Silveira Mello, Natal Meira Barros, Homero Sampaio Roxo, Claudionor Barbieri/ Alexandre Petta, Romário Nery, Francisco Souza, Sylvio Cervelini (...)”

Placa 3: “Homenagem ao poder judiciário, que determinou, por acórdãos do TJSP e do STF, a volta deste monumento a esta praça, aqui erigido por força da Lei. Piracicaba, 18/12/88”. 
Observações: "Lélio Coluccini chegou ao Brasil com apenas um ano de idade e aqui realizou suas primeiras experiências em desenho de escultura. Ainda garoto foi enviado à Itália para estudar arte. Também foi ajudante na marmoraria de seu pai, em Campinas. Retornou ao Brasil em 1931, mas o período profissional de sua atividade de escultor só se iniciou propriamente em 1937 quando passou a trabalhar com mármore, granito, terracota, e papier-maché, com grande apuro técnico. A parcela mais importante de sua produção é do período entre 1951 e 1971, com monumentos públicos e obras de adorno presentes no Cemitério da Saudade em Campinas" (Ribeiro e Gonçalves, 1993). 

Este monumento foi transladado para a Praça da Saudade, na administração João Hermann Neto e após muita polêmica e uma ação judicial, voltou ao seu local original, que ficava em frente ao Teatro Santo Estevão, já demolido. No Cemitério da Saudade há um monumento túmulo aos voluntários, onde alguns deles estão enterrados. 


Ex-combatentes de 32 em visita ao Monumento em meados dos anos 50 com Mário Della Rosa na parte superior ao centro



Detalhe 1: A Placa dos Voluntários Piracicabanos de 32 mortos em combate

Detalhe 2: O Soldado Constitucionalista que parte para a luta se despedindo de sua mãe, esposa e filho de colo

Detalhe 3: O Soldado Voluntário imponente na Guerra Cívica Paulista cai gravemente ferido
Visita ao Monumento em junho de 2012

MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

Fonte: Memorial de Piracicaba 2002-03, de Cecilio Elias Netto

Autoria: do autor

Retornou ao lugar histórico por decisão judicial.

 No postal - no início da década de 50 - o Monumento ao Soldado Constitucionalista, no seu lugar original, na praça fronteiriça ao antigo Teatro Santo Estêvão.
Foi construído em 1938, no governo de Luiz Dias Gonzaga, com contribuição popular. Tirado da Praça, em 1980, na administração de João Herrmann Neto, retornou ao lugar histórico por decisão judicial.
*Crédito obrigatório - Lei Federal 5.988/78

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