segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A REVOLUCIONÁRIA E PRIMEIRA HISTORIADORA PIRACICABANA - "DONA MARIINHA"

MARIA CELESTINA TEIXEIRA MENDES TORRES

  Maria Celestina Teixeira Mendes Torres, nasceu em Piracicaba, em 18 de julho de 1910. Filha do engenheiro piracicabano Dr. Octávio Teixeira Mendes e dona Leonina Marques  Mendes. Seus irmãos:
Maria Elisa Teixeira Mendes (Sinhá), Octavio Augusto Teixeira Mendes, Luiz Octavio (Zi), Maria Angela (Dada), Maria Antonieta, Pedro (Pitó), Maria Leonina (Nina), Theodemiro (Bibo), Maria José (Cujá), José Mariano Teixeira Mendes (Marianinho), Mariana, Marieta e Antonio José Teixeira Mendes (Tonzé).
Formou-se Professora normalista pela Escola Normal de Piracicaba, exerceu o magistério em escolas rurais paulistas. Tornou-se professora primária comissionada junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da USP (Universidade de São Paulo), onde fez o curso de Geografia e História, entre 1935 e 1938, integrante da 2ª turma.
  

            Maria Celestina nos anos 20  Maria Angela e Maria Celestina – irmãs muito unidas

Tem curso de pós-graduação em História Moderna e Contemporânea. Sempre foi muito amorosa, generosa com os sobrinhos e parentes que gostava de acolher em sua casa, muito determinada nos estudos e particularmente exigente consigo mesma.

Família Teixeira Mendes em 1925.  Mariinha é a penúltima do lado direito. A última é a Maria Angela.

Maria Angela, Leonina e Maria Celestina

Em 1932 participou da Revolução Constitucionalista ao lado do pai e quatro irmãos, realizando trabalhos de enfermeira no front (Vale do Paraíba).

  
Transformou-se na primeira mulher historiadora de Piracicaba, foi Catedrática de História do Instituto Sud Mennucci, de Piracicaba, aposentando-se em 1964. Lecionou em diversos colégios de Piracicaba e Campinas, para onde se transferiu após a aposentadoria. Como historiadora, escreveu uma coleção sobre os bairros da cidade de São Paulo.
 Faz parte da Academia Piracicabana de Letras, da qual é membro efetiva, e tem como patrono seu pai, Octávio Teixeira Mendes. Também é membro da Academia Campinense de Letras. Os trabalhos de Maria Celestina, no setor público, vão muito além deste breve currículo. Sua trajetória de vida e trabalho se confundem com dedicação à família e aos amigos, sendo considerada uma celebridade “em matéria de encanto”, como descreveu seu marido.

Mariinha nos anos 30

Depois de licenciada continuou a prestar serviços junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em princípio como 3ª assistente de Psicologia Educacional, depois junto à cadeira de História Moderna e Contemporânea e ainda como 1ª assistente de História Econômica da Faculdade de Ciências Econômicas da USP. Algum tempo depois ingressou por concurso no ensino secundário, onde veio a se aposentar. Lecionou em várias escolas, em Piracicaba e Campinas. Foi sempre uma grande pesquisadora no campo da História.

Realizou vários trabalhos importantes, entre os quais:

Octávio Teixeira Mendes e sua Piracicaba
Editora Shekinah, relata a saga, da qual seu pai foi um dos líderes da Revolução de 1932 e descreve a “catraca”, inventada por seu pai, diante da limitação das armas paulistas, que passará a ser conhecida como “matraca”, havendo um modelo da invenção no Museu Histórico de Ribeirão Preto. Este livro não é apenas uma homenagem a sua memória, mas também, uma pequena contribuição ao estudo da cidade de Piracicaba.

Lançamento do Livro “Octávio Teixeira Mendes e sua Piracicaba” (1)
Lançamento do Livro “Octávio Teixeira Mendes e sua Piracicaba” (2)

Um Lavrador Paulista no Tempo do Império
O Jardim da Luz
em 1967 (IHGP);
História dos bairros de São Paulo
 – monografia vencedora do concurso de monografias do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura, 1985. 190.
O Bairro de Santana
diz que o povoado ficou de certa forma mais perto da cidade de São Paulo depois da construção da Ponte Grande sobre o Rio Tietê, em 1942, e foi considerado o primeiro trabalho de vulto da engenharia na capital paulista;
O Bairro do Brás
Vol. I edição de 1969;
Ibirapuera
 Vol. 11 edição de 1977;
Um Vereador Paulista no Século XVI
O Presidente Antonio Costa Pinto
Participação de São Paulo nos primeiros anos da Guerra do Paraguai
Aspectos da Evolução da Propriedade Rural em Piracicaba no Tempo do Império, esta última recebendo a Menção Honrosa do Pan Club. Por estes trabalhos recebeu o Prêmio do VII Concursos de Monografias sobre História dos Bairros de São Paulo, promovido pela Divisão de Arquivo Histórico da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Município de São Paulo. Edição de 1975 (IHGP);
Piracicaba no Século XIX
– obra publicada em 2003, a autora, “ao tentar capturar a dialética dos tempos piracicabanos oferece uma síntese interessantíssima da dimensão sócio-econômica da cidade no século XIX...”, revelando as mudanças gerais e particulares na cidade e sua participação e atuação na história brasileira – Piracicaba/SP: IHGP/Editora Degaspari, 2003.

Maria Celestina (Mariinha), Maria Elisa (Sinhá), por ocasião de aniversário de 80 anos de seu irmão Augusto, o último na foto.

Mariinha na Academia Campinense de Letras em 24/08/1979

Maria Celestina em 1994 (sentada)

Guilherme Andreolli Corrêa, Mariinha e Sérgio Gonçalves Torres seu mantenedor, dia do seu centenário 18/07/2010.

Maria Celestina em seu aniversário 101 anos 18/07/2011


Dona Mariinha em 22/01/2012 ao lado do seu sobrinho-neto e Vice-Presidente do Núcleo MMDC de São Vicente Guilherme A. Corrêa

Maria Celestina, com cento e um anos de idade, vive agora numa Casa de Repouso em Campinas. Sua trajetória brilhante continua a ser motivo de orgulho para sua família e para nós, piracicabanos.

No dia 23 de Maio de 2012 d. Mariinha recebeu o Diploma e a Medalha MMDC da Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC e esteve representada para recebimento pelo seu sobrinho-neto e tutor Sr. Sérgio Torres no Obelisco do Ibirapuera em São Paulo.

Em julho de 2012 d. Mariinha é novamente agraciada pela Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC agora com o Diploma e Medalha Constitucionalista e esteve representada pelo seu sobrinho-neto Guilherme Andreolli Corrêa em solenidade no Obelisco do Ibirapuera.

JP edição de 30/12/2012 - Tributo à D. MARIINHA

Trabalho elaborado com a colaboração de GUILHERME ANDREOLLI CORRÊA, bisneto da Sra. MARIA ANGELA TEIXEIRA MENDES e sobrinho-neto da biografada "DONA MARIINHA".

2 comentários:

ivete cassiani furegatti disse...

mais uma grande mulher que fez a sua passagem; ficarão, entretanto, para a eternidade, os seus feitos, as suas letras.
parabéns à Piracicaba, pela filha dileta.
Ivete Cassiani Furegatti - Campinas/SP

NÚCLEO DE CORRESPONDÊNCIA CAPITÃO NECO disse...

Prezada IVETE, concordo inteiramente com o seu comentário muito bem colocado e obrigado pela valiosa participação. Egydio João Tisiani (MMDC de Piracicaba)