domingo, 30 de outubro de 2011

DA VICE-PRESIDENTE DO NÚCLEO MMDC DE PIRACICABA ANNA THEREZA PRADO DE ALMEIDA CARVALHO



Nome:  Anna Thereza Prado de Almeida Carvalho.
Filiação: Anna Prado de Almeida Carvalho e Durvalino de Carvalho (falecidos).
Nascida:  27 de julho de 1952 - São Paulo/SP.
Resido em Piracicaba com minha família desde os seis anos e meio de idade, fiz todos os meus estudos e  me aposentei, nesta conceituada cidade.
Sou sobrinha-neta de dois heróis:
  1. Tenente Newton Prado, um dos heróis “Dezoito de Copacabana” – (90 anos), despojos em Leme/SP.
  2. Capitão João Batista Prado, um dos heróis da “Revolução de 32” – (80 anos), despojos no Obelisco/São Paulo/SP.

Cursei História na UNIMEP de Piracicaba iniciando no ano de 2002 concluindo-o em 2005.
Estou cursando atualmente Pedagogia na Faculdade Anhanguera/Piracicaba.

e-mail:  atprado@uol.com.br

Sócia MMDC nº:    10.514


DO PESQUISADOR ASSOCIADO E ASSESSOR JURÍDICO DO NÚCLEO MMDC DE PIRACICABA VITOR EGYDIO BICUDO TISIANI

                   Núcleo de Correspondência da Sociedade dos Veteranos de 32
Pesquisador Associado do Núcleo e Assessor Jurídico




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  VITOR EGYDIO BICUDO TISIANI, nasceu em Capivari, Estado de São Paulo em 19 de dezembro de 1977, filho de EGYDIO JOÃO TISIANI e HELENA BICUDO TISIANI. Reside em Piracicaba, SP, é Gerente da Agência dos Correios em Rafard, SP, casado com a Historiadora Sra Simaura Emiliano da Silva Tisiani, também, formada pela UNIMEP - Piracicaba e têm o filho João Vitor Tisiani de 4 anos de idade.
 Cursou o Ensino Médio na E. E. Monsenhor Jerônimo Gallo, Piracicaba-SP e ingressou na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em 03/03/1997 no Cargo de Carteiro que ocupou até 07/2002 quando aprovado em concurso público passou ao cargo de Atendente Comercial I, e Atendente Comercial II no ano seguinte, sendo em 2010 considerado funcionário padrão.


   Em 2011 por merecimento foi promovido ao cargo de Gerente da Agência dos Correios em Rafard.
  Cursou na UNIMEP – Piracicaba de 2002 a 2006 e com a sua monografia elaborada em cumprimento à exigência curricular do Curso de Direito apresentada à Banca Examinadora “O Confronto entre a Sucessão do Cônjuge Diante da Participação Sucessória do Convivente no Novo Código Civil” obteve com mérito o título de Bacharel em Ciências Jurídicas sendo aprovado no exame da OAB/SP em 2010 com a Identidade de Advogado sob Inscrição 299770 expedida em 21/06/2010.
  Cursa atualmente Pós-Graduação em Direito e Processo do Trabalho na UNIMEP – Piracicaba – SP.
  Vitor tornou-se sócio correspondente da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC e, a 22 de outubro deste ano, Pesquisador Associado a Assessor Jurídico do Núcleo de Correspondência “VOLUNTÁRIOS PAULISTAS DE PIRACICABA”.

Sócio MMDC nº:  10.439
     
     Correio eletrônico para contato:

                                        vitor.egydio@correios.net.br

A Sociedade dos Veteranos de 32 precisa de você!

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DO PRESIDENTE DO NÚCLEO MMDC DE PIRACICABA EDSON RONTANI JÚNIOR
                   Núcleo de Correspondência da Sociedade dos Veteranos de 32
Presidente e Pesquisador Associado 
do Núcleo
Edson Rontani Júnior é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba e pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo.Iniciou a carreira de jornalista logo cedo. Aos 8 anos de idade publicou seu primeiro jornal, feito em mimeógrafo, com base na influência de seu pai, Edson Rontani, considerado o pai do FAZINE no Brasil. Em 12 de outubro de 1965, o velho Rontani editou o “Ficção” o primeiro fanzine que se tem notícia no solo brasileiro, feito de forma artesanal e impresso para 300 leitores que amavam as histórias em quadrinhos, dentre eles Gedeone Malagola, Jô Soares, Maurício de Souza e José Mojica Marins (o “Zé do Caixão”).
O produto era feito em mimeógrafo a tinta e, seu filho, por volta de meados dos anos 70, foi impulsionado a elaborar jornais da mesma forma entregues depois aos amigos e familiares. Esse foi o pontapé inicial para que Edson Rontani Júnior desenvolvesse o jornalismo até o início dos anos 80, fotografando, editando, imprimindo e entregando o jornal que passou pela fase de mimeógrafo e xérox, numa época em que o computador ainda não era um aliado à profissão.
Profissionalmente estreou no jornalismo em 1979 quando o jornalista Paulo Markun o convidou, com alguns parentes, para assinar a editoração do “Jornal do Povo Júnior”, página infantil publicada semanalmente no “Jornal do Povo”, editado em Piracicaba com circulação três vezes por semana.
Em 1984 passou a trabalhar como sonoplasta da Rádio Difusora F.M. Em 1989 foi redator do setor de jornalismo da Rádio Difusora A.M, trabalhando ao lado do deputado estadual Roberto Moraes.
Ingressou no Curso de Comunicação Social da Unimep em 1987 formando-se na mesma instituição em 1991 na habilitação de jornalismo. Recebeu o Prêmio Losso Netto categoria rádio. Está registrado na profissão sobre o MTb. 22.694. Atualmente cursa especialização (pós-graduação) na Unimep no curso “Jornalismo Contemporâneo : Tendência das Novas Mídias”.
Passou como colaborador pelo “Diário de Piracicaba”, “O Democrata” e “TV Beira-Rio”. Sua ênfase é dada na área de jornalismo cultural.
Foi jornalista-responsável e editor-chefe do Departamento de Jornalismo da Rádio Alvorada A.M. de 1990 a 1998.
Em 1994, fundou a ERJ Comunicações que até os dias atuais assessora a área odontológica do estado de São Paulo, sendo responsável pelas divulgações de entidades como a Uniodonto de Piracicaba, Uniodonto do ABC, Uniodonto de São Paulo, Uniodonto Paulista, Associação de Endodontia da FOP/Unicamp e APCD-Associação dos Dentistas. Publicou informativos para o Liceu Albert Einstein, Grupo Bom Jesus e Abil-Grupo Unidas. Muitos destes informativos ainda estão circulando completando mais de 10 anos de veiculação.
Na década atual resolve dar continuidade ao trabalho de seu pai, Edson Rontani, também criador do “Nhô Quim” (o mascote do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba) e da coluna “Você Sabia”. Foi através da coluna “Você Sabia”, originalmente publicada no “Diário de Piracicaba de 1981 a 1989 e no “Jornal de Piracicaba” de 1989 a 1997 que ele vem propagando o resgate cultural em Piracicaba.
Atualmente é responsável por uma coluna de cinema e vídeo na “Tribuna Piracicabana”, coluna “A foto histórica” na “Tribuna Piracicabana” e passou a reeditar em 2002 a coluna “Você Sabia?” no Jornal de Piracicaba, sendo que desde novembro de 2008 vem reeditando com fatos atuais a publicação. Além disso, edita diversos informativos empresariais em Piracicaba e região.
É conselheiro do Clube dos Escritores de Piracicaba, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba e presidente da Comissão Organizadora do 39°. Salão Internacional de Humor de Piracicaba (2012).
  Edson tornou-se sócio correspondente da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC e, a 17 de março deste ano, Vice-Presidente e Pesquisador Associado do Núcleo de Correspondência “VOLUNTÁRIOS PAULISTAS DE PIRACICABA” sob nº 10.460 e a 8 de outubro de 2012 assumiu a Presidência do Núcleo de Correspondência "VOLUNTÁRIOS PAULISTAS DE PIRACICABA" que atualmente preside.

Sócio MMDC nº:  10.460
     
     Correio eletrônico para contato:

                                        erj@merconet.com.br

A Sociedade dos Veteranos de 32 precisa de você!

DO CONSELHEIRO DO NÚCLEO MMDC DE PIRACICABA EGYDIO JOÃO TISIANI


CURRICULUM VITAE



EGYDIO JOÃO TISIANI, nasceu em Elias Fausto, Estado de São Paulo em 28 de junho de 1954, filho de EGYDIO TISIANI e NAIR RODRIGUES GONÇALVES TISIANI. Reside em Piracicaba, SP, no BAIRRO NOVA PIRACICABA  formado em Gestão em Administração de Empresas é 2º Tenente da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, casado há 36 anos com a Sra Helena Bicudo Tisiani e têm os filhos Lilian Helena Tisiani Acrani e Vitor Egydio Bicudo Tisiani. Ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo como Aluno Oficial em 21 de maio de 1973, realizando o Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, o qual concluiu em 1977, sendo então declarado Aspirante-a-Oficial com elogios no seu assentamento individual. Egydio foi promovido ao posto de 2º Tenente PM e acometido por moléstia depressiva, hoje mais conhecida como “A Síndrome do Pânico”, que o conduziu à inatividade definitiva em 1981. De 1976 a 1985, foi ele empresário co-proprietário da Auto Peças Tisiani no ramo de veículos automotores em Elias Fausto-SP, onde conquistou intensa confiança da população não só na condição de comerciante, mas também como amigo desta pela atenção, honestidade e educação no relacionamento.

   Angariou muitas amizades, também, em Capivari, mediante iniciativas desportivas, incentivando jovens a cuidarem da saúde física através da prática de futebol de campo, de futsal e voleibol, e na parte religiosa dedicou-se ao estudo das Escrituras Sagradas durante vários anos, minuciosa e criteriosamente, vindo a auxiliar muitos cristãos e não cristãos com sede de conhecimento espiritual das mais variadas classes sociais, incentivando-os a um estudo regular, inclusive indo visitá-los em seus lares periodicamente a pedido na tentativa de responder e esclarecer biblicamente as dúvidas que pairavam.

   Em seguida, mudou-se para a cidade de Piracicaba, onde ministrou, também, aulas particulares por um período de 3 anos e, facilitado pela “era da informática” dedica-se à pesquisa através da Internet sobre os mais variados temas, de preferência aos relacionados com a Segurança Pública e ao estudo da formação da Genealogia Paulistana.

   Dentro dos princípios cristãos que se encontra embasado, dedica total atenção à sua família para que seja bem encaminhada, tanto no sentido ético quanto o moral, vivendo harmonicamente tendo como guia os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo.

   Neto de ex-combatente herói da Revolução Constitucionalista de 1932 - o Capitão da Força Pública do Estado de São Paulo João Rodrigues Gonçalves - elaborou um trabalho literário (biografia) sobre o mesmo e que após investigada a veracidade da sua heróica trajetória teve sua publicação na Revista “A Força Policial” sob nº 64.

   Desde este estudo que objetivou deixar o eminente legado do seu saudoso avô às futuras gerações civis e militares na perpetuação do que ele pode colaborar na EPOPÉIA DE 32, dedica Egydio, atualmente, como Historiador, seu tempo a pesquisar e divulgar os bravos feitos de tantos outros heróis da região de Piracicaba, na intenção de que firmado fique a importância significativa deste maior movimento armado já registrado em território brasileiro que, apesar da perda militar, venceu-se na política com a convocação da tão almejada Assembléia Constituinte dois anos após a cessação do conflito.

  Em 22 de outubro de 2011, Egydio fundou "VOLUNTÁRIOS PAULISTAS DE PIRACICABA", Núcleo de Correspondência da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC existente no município de Piracicaba, intermediado pelo portal: http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com/ , o qual construiu e atualmente é o seu Presidente de Honra. Por esse importante feito de resgate da memória dos veteranos de 32 piracicabanos, Egydio João Tisiani foi agraciado em 26 de outubro de 2011 com o título de Pesquisador Associado Honorário do Núcleo de Correspondência "PAULISTAS DE ITAPETININGA! ÀS ARMAS!!" ; em 09 de dezembro de 2011 pela Sociedade Veteranos de 1932 - M.M.D.C. com a Medalha e Diploma Constitucionalista, oficializada pelo Decreto nº 29.896, de 10-05-1989, do Governo do Estado de São Paulo por seus méritos e relevantes serviços prestados ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932; em 22 de fevereiro de 2012 pelo Núcleo MMDC LESTE com a Medalha e Diploma "Mérito Constitucionalista", oficializada pelo Decreto nº 57.526, de 21-11-2011, do Governo do Estado de São Paulo pelos relevantes serviços prestados ao culto da epopéia cívica e patriótica da Revolução Constitucionalista de 1932; em 15 de setembro de 2012 pela maior honraria do Núcleo de Correspondência de ITAPETININGA, no Mausoléu dos Heróis de 32, no Obelisco do Ibirapuera com o Diploma de Honra ao Mérito General Brazilio Taborda; em 02 de outubro de 2012 pela Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC, no Obelisco do Ibirapuera, com a Medalha e Diploma Governador Pedro de Toledo oficializado pelo Decreto nº 814, de 26 de dezembro de 1972, dedicada aos que prestaram culto à Epopéia Cívica de 1932, dignos de especial destaque; em 27 de outubro de 2012 foi agraciado com o Diploma de Honra ao Mérito Combatente Natal Meira Barros; em 03 de novembro de 2012 recebeu o título concedido pela Diretoria do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba de Conselheiro do Núcleo de Correspondência Voluntários Paulistas de Piracicaba; em 11 de dezembro de 2012 pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC com o "COLAR DA VITÓRIA", oficializado pelo Decreto nº 58.071, de 24 de maio de 2012, do Governo do Estado de São Paulo em reconhecimento à contribuição e perpetuação da memória dos nossos Soldados Constitucionalistas que tombaram por uma sociedade livre e justa para o nosso país; em 11 de maio de 2013 pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC, em solenidade alusiva ao 23 de maio - Dia da Juventude Constitucionalista, em Piracicaba-SP, com a Medalha e Diploma MMDC oficializada pelo Decreto nº 40.087 de 14 de maio de 1962, conferida àqueles por seus relevantes serviços prestados ao culto da epopeia do Movimento Constitucionalista de 1932, com a Medalha e Diploma da Constituição pela Comissão da "Medalha da Constituição" da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nos termos dos dos artigos 4º e 5º item 1, da Resolução nº 330, de 25 de junho de 1962.

Sócio MMDC nº:  10.431

    Correio eletrônico para contato:

                                           e.jtisiani@ig.com.br
 






sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Revolução de 32 segundo Quinzinho

                         Revolução de 32 segundo Quinzinho
em 09/07/2011
                
Ex-combatente da revolta armada doou objeto por ele utilizados no front à Câmara de Piracicaba

Foto: Del Rodrigues - O historiador Fábio Bragança visita o acervo de Quinzinho doado pela família

                                                           Erick Tedesco

Numa fotografia antiga, Joaquim Moreno posava fardado, com postura militar e devidamente equipado, como se pronto para a guerra. Da Estação da Paulista, o combatente e mais centenas de piracicabanos foram enviados ao Vale do Paraíba, em 1932, ao front de batalha da Revolução Constitucionalista que teve início em 9 de julho daquele ano. Era o Brasil, liderado por tropas paulistas, contra o exército de Getúlio Vargas, que havia destituído todas as Câmaras de Vereadores do país e revogado a Constituição.

De lá, Quinzinho, como Moreno era conhecido, voltou – e voltou com “souvenires” da revolta armada de que participou. Além das condecorações na farda como honra ao mérito, trouxe também artefatos indígenas, bandeiras que trocou com outros combatentes, a bandeira do Estado de São Paulo que utilizou no front e objetos por ele utilizados, como um cantil, o marmiteiro e dois capacetes.

Participar de confrontos armados pode ser traumático, mas vivenciar de perto a Revolução Constitucionalista não foi excluída das memórias de Moreno. Em sua residência, ele criou o “Cantinho do Quinzinho”, onde guardou toda a memorabilia bélica. Fez daquele canto o seu museu particular. Lá, resguardou a participação no movimento que brigou pela retomada dos direitos constitucionais no Brasil. De acordo com a família, ninguém podia entrar no mausoléu.

A história oficial conta a vitória de Getúlio Vargas, mas foi graças à ofensiva militar paulista que, anos depois, uma nova Constituição foi promulgada e os vereadores voltaram a atuar. Para combatentes como Quinzinho, a Revolução Constitucionalista significou reposicionar o Brasil no caminho da democracia, apesar do golpe de Estado pelo mesmo Vargas em 1937. As honrarias que ele recebeu, muito mais do que broches na farda, eram ostentados para legitimar um trunfo.

Quinzinho ainda recebeu diplomas, troféus e medalhas, muitos pela Câmara de Piracicaba. E para a Casa de Leis piracicabana o museu particular do ex-combatente foi transferido. Ele faleceu no ano passado e, segundo a família, assim como o último desejo em vida de um soldado, ordenou que, ao morrer, tudo deveria ser doado para onde agora está, aos cuidados de Fábio Bragança, o historiador responsável da Câmara. Na quinta-feira, ele organizou uma exposição da doação para oficializá-la, também como agradecimento pelo material histórico recebido.

Após a morte de Moreno, restaram apenas cinco pessoas de Piracicaba que participaram da Revolução Constitucionalista ainda vivas: Romeu Gomes de Oliveira, Iscar Antonio Bresson, Luiz Avelino, Armando Ferreira Alves e Antonietta Marozze Righetto. De acordo com Bragança, a cidade enviou tanto soldados como enfermeiras, costureiras e médicos. “Ainda não temos um número exato de quantos foram enviados, mas será assunto de pesquisa a ser realizada em breve, principalmente para também saber qual foi o impacto deste fato em Piracicaba”, conta o historiador.

Bragança ressalta que o material doado pela família Morena está em ótimo estado de conservação e nada precisa de restauro. A farda, um brim em sarja, resistiu ao tempo. Os capacetes, pesados e com forro, poderiam ser utilizados numa eventual nova batalha, assim como a carteira e a mala de viagem. As fotos e diplomas estão todas elas enquadradas, e a bandeira de São Paulo, meticulosamente costurava faixa por faixa, é uma relíquia.

Quinzinho também colecionou livros sobre o tema Revolta Constitucionalista. A bibliografia doada conta com 14 obras. “Algumas são raras e, dependendo da relevância do material, será higienizado”, afirma o historiador da Câmara. Bragança revela que a doação de Moreno, junto a outros itens relacionados à data, serão anualmente expostos no hall de entrada do prédio onde funcionava a Biblioteca Municipal, anexo ao da Câmara. Movimentos sociais acontecem, pessoas morrem, outras sobrevivem e a história registra tudo, transforma em memória e deixa para a posteridade os bons e maus feitos do homem.




sábado, 22 de outubro de 2011

A PRESENÇA DE ELIAS-FAUSTENSES NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Movimento de insurreição contra o governo provisório de Getúlio Vargas, ocorrido de julho a outubro de 1932, em São Paulo. Os insurgentes exigem a convocação da Assembléia Constituinte prometida por Vargas em sua campanha pela Aliança Liberal e na Revolução de 1930. Além dos interesses da oligarquia paulista, a Revolução Constitucionalista tem raízes na tradição liberal democrática de amplas alas da sociedade urbana estadual.Derrotados pela Revolução de 1930, setores da oligarquia paulista defendem a instalação de uma Constituinte, com o objetivo de fazer oposição ao governo provisório.Vargas é acusado de retardar a elaboração da nova Constituição. No início de 1932, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD) aliam-se na Frente Única Paulista e lançam campanha pela constitucionalização do País e pelo fim da intervenção federal nos Estados. A repercussão popular é grande. As manifestações multiplicam-se e tornam-se mais fortes. No dia 23 de maio de 1932, durante comício no centro da cidade de São Paulo, a polícia reprime os manifestantes, causando a morte de quatro estudantes. Em sua homenagem, o movimento passa a chamar-se MMDC – iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os mortos –, sigla alterada pela Lei Estadual nº 11.658, para MMDCA, em homenagem a Orlando Alvarenga, que teria morrido em 12 de agosto do mesmo ano, 81 dias após o ocorrido, vítima de um tiro de fuzil.

1. Meu avô Cap João Rodrigues Gonçalves – Capa e Biografia da Revista “A Força Policial” sob nº 64





MEMÓRIAS DO VENTURA

sábado, 22 de maio de 2010

115 a. nasce JOÃO RODRIGUES GONÇALVES, em BRAGANÇA PAULISTA, no dia 23 de maio de 1896. Participou, como sargento, da luta constitucionalista de 1932, tendo sido promovido a 2º TENENTE por sua brava contribuição a esta empreitada cívico-revolucionária. Em 1937 foi reformado no posto de CAPITÃO, por apresentar graves problemas respiratórios. ADHEMAR DE BARROS o convocou para compor sua equipe de segurança pessoal em 1938. Nomeado pelo Chefe do Executivo como Delegado de Polícia em MONTE MOR para o biênio 1940-1941, destacou-se por seus conhecimentos jurídicos, senso de justiça e capacidade de administrar conflitos, em um período marcado por conturbações sociais na região. Posteriormente, quando da emancipação político-administrativa do município de ELIAS FAUSTO, por meio do Decreto nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em SÃO PAULO no período de 1945-1948, foi designado e empossado pelo Interventor FERNANDO COSTA a partir de 1º de janeiro de 1945, como prefeito e assumiu interinametne a gestão do recém-criado município, realizando profícua administração. Foi vereador na legislatura de 1956 a 1959. Acometido por AVC, faleceu em 28 de outubro de 1972. Muito querido pela população local, uma grande multidão de concidadãos compareceu ao seu féretro para apresentar-lhe as derradeiras homenagens, bem como expressiva representação de Oficiais da Reserva da Polícia Militar, seus antigos companheiros de Milícia. Oficial vocacionado e homem público correto e empreendedor, JOÃO RODRIGUES GONÇALVES constitui paradigma dos muitos policiais militares que, pelo respeito granjeado em suas comunidades, contribuíram, ao longo da história, no exercício de funções públicas, para o engrandecimento e o progresso do Estado de São Paulo.

http://ventura-memriasdoventura.blogspot.com/2010/05/dia-23-de-maio-de-2010.html



Foto tirada às vésperas da Revolução de 32. Da esquerda para a direita: Filho do meu avô - Moacyr (meu tio) com 9 anos de idade fardado de Soldado Constitucionalista, minha mãe Nair e minha tia Jandyra em Lorena – SP

Foto do Capitão FPESP João Rodrigues Gonçalves em 1947

CERTIDÃO CASAMENTO CAP JOÃO RODRIGUES GONÇALVES




Platinas de Ombro do meu avô Cap João Rodrigues Gonçalves

Relógio de cordas do meu avô marca TOVARI - suíço que ele comprou em 1959 e após sofrer seu primeiro AVC em 1964 doou ao meu pai por ficar com os dedos da mão direita paralisados e não conseguir "dar cordas", está desde 2007 guardado comigo.

  
Cap João Rodrigues Gonçalves conheceu o Dr. Adhemar de Barros, na região onde servia na Força Pública e Revolução de 1932, no Vale do Paraíba.

Em 1932, com os paulistas sublevados contra a revolução dos tenentes que havia deposto o presidente Washington Luís, Adhemar de Barros fecha seu consultório e se alista como oficial médico no exército de Isidoro Dias Lopes. Em reconhecimento a seus dotes de estrategista, foi promovido a capitão e a delegado militar na região de Aparecida e Lorena, no Vale do Paraíba. Em carta a sua esposa ele descreve as agruras da frente de batalha: “O ruído do canhão quase que não faz medo, a metralha assusta mais e é muito mais traiçoeira. O avião é que assusta muito; naquelas 2 horas que lá passei tivemos 5 feridos gravemente por granadas lançadas...” 

Foto 1932: Adhemar de Barros com Militares Revolucionários em visita a escoteiros

 Placa contida no túmulo do Cap João R. Gonçalves EM Elias Fausto

Diploma de Honra ao Mérito do Núcleo MMDC de Piracicaba com o nome de seu patrono Capitão João Rodrigues Gonçalves outorgado ao ínclito Presidente da Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC Cel PM Mário Fonseca Ventura em 9 de julho de 2012



2. Participação do ex-prefeito Thomé Rúffolo (de barba) na Revolução de 1932, em Lorena, no Vale do Paraíba.

Acima, Transcrição da Certidão de Situação de Serviço Militar de Thomé Ruffolo prova da sua ativa participação na Revolução de 1932 

3. Luiz Pierobon. Elias-faustense, ex-combatente de 1932.



A PRESENÇA DE ELIAS FAUSTO NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Eram 25.334 homens os integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que, em 1944, combateram na Itália o nazifascismo. Nas diferentes fases da campanha, tiveram pela frente 13 divisões inimigas. Fizeram 20.573 prisioneiros, 3.173 pracinhas foram feridos e 451 morreram.

Antônio Paschoeto, ex-combatente na Segunda Guerra Mundial, que passou a residir em Elias Fausto após o fim da guerra.

Dois elias-faustenses integraram a FEB: Nicolau Fonseca e Cesário Aguiar. Este último morreu em combate e o primeiro regressou à Pátria e, logo a seguir, mudou-se de Elias Fausto.

Cesário Aguiar. Elias-faustense morto na Segunda Guerra Mundial.


Lápide do túmulo de Cesário Aguiar no cemitério local.

O soldado Cesário Aguiar morreu no dia 1º de outubro de 1944, às margens do Rio Serchio, num violento combate com forças alemãs. Morreu de modo heróico, lutando pelo Brasil.No dia 30 de setembro, véspera da sua morte, ele foi enviado ao PC da Cia., sob fogo, para levar uma mensagem comunicando que estavam com pouca munição. Ele sabia que o pelotão iria retirar-se daquele lugar e, mesmo assim, voltou, debaixo de tiros, para juntar-se aos seus companheiros. Esse comportamento exigiu muita firmeza e vontade, além de tocante solidariedade para com seus amigos que estavam em perigo.Elias Fausto rendeu muitas homenagens ao seu herói. O soldado Cesário foi agraciado pelo Brasil com as medalhas Cruz de Combate (Participação) e Sangue do Brasil (Bravura). Elias Fausto deu o nome de Cesário Aguiar para uma de suas ruas. Seus restos mortais estão sepultados no cemitério de Elias Fausto.
Fonte: Elias Fausto Terra de Luz e Bondade

Os Voluntários de Piracicaba e a Sala dos Revolunários de 1932 no Museu Prudente de Moraes

Voluntários de Piracicaba

Foto tirada em data ignorada na Estação da Luz, capital paulista, na qual aparecem Donato Antonio Salvego, Olindo Elias e Mário Gianote. Eles saíram de Piracicaba rumo a São Paulo para engrossar o corpo de combatentes na Revolução de 1932. O levante, ocorrido de julho a outubro daquele ano, tinha por objetivo depor o presidente Getúlio Vargas e clamava uma nova constituição para o Brasil. Como legado histórico, este foi o último conflito armado ocorrido em solo nacional. (Edson Rontani Júnior)


Sala dos Revolunários de 1932 - Museu Prudente de Moraes em Piracicaba



Até os anos 80, muitos professores referenciavam aos alunos a sala da Revolução Constitucionalista abrigada pelo Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, situado em Piracicaba. A mesma sumiu após a reforma entregue em setembro de 2009. Nesta foto, de 1991, do Studio Spavieri, vê-se a sala que tinha, entre outros itens, a relação e imagens dos pracinhas piracicabanos que combateram na Revolução de 1932. Piracicaba sempre se orgulhou por ter enviado um dos primeiros batalhões de voluntários da insurreição paulista, maioria combatendo no Vale do Paraíba. O Museu tinha ainda armas, utensílios, documentos e uma bandeira confeccionada por mulheres piracicabanas que acompanhou o batalhão que partiu da Praça José Bonifácio para a capital paulista. (Edson Rontani Júnior)

Mulheres Revolucionárias Piracicabanas

Mulheres revolucionárias piracicabanas
Fonte: Almanak de Piracicaba – novembro de 1995

    
Piracicaba tinha vaidade e orgulho em comemorar o “9 de julho”, data da Revolução Constitucionalista de São Paulo, eclodida em 1932. Eram, ainda, tempos em que se preservava a memória da cidade. E aquele movimento cívico e revolucionário tinha, em Piracicaba, motivos muito especiais para ser sempre lembrado. Foi um momento épico a história da história piracicabana. Duas famílias piracicabanas – os Mendes e os Diehl – partiram quase inteiras para o “front”.
    E a mulher piracicabana se fez presente, na epopéia de 1932. Foram doze mulheres piracicabanas que, na condição de enfermeiras, ofereceram-se para enfrentar a incipiente ditadura de Getúlio Vargas: Odila Souza Diehl, Dulce Ribeiro, Branca de Azevedo, Carlinda Barbosa, Ana Silveira Pedreira, Rosalina Juliano, Matilde Brasiliense, Presciliana Almeida, Ida Bandiera, Nair Barbosa, Etelvina Pedreira e Maria Celestina Teixeira Mendes.
   Maria Celestina, “Dona Mariinha”, transformou-se, além de revolucionária, na primeira mulher historiadora de Piracicaba. Nair, por muito tempo participou das lutas jornalísticas, como cronista da imprensa piracicabana.

Este fato foi um dos motivos da criação do cartaz revolucionário acima




Heróis de 32/Batalhão dos Funcionários Municipais de Piracicaba

HERÓIS DE 32
Fonte: A Província (Memorial de Piracicaba 2002/03) - Cecílio Elias Netto.
Autoria: fotos

Numa foto significativa, em plena revolução, aparecem piracicabanos que foram para o "front" lutar pela constitucionalização do Brasil, na Revolução de 1932. De autor desconhecido, estão na foto: (sentados, da esquerda para a direita) o professor Ary Oliveira Camponês do Brasil e o jornalista e historiador Nelson Oliveira Camponês do Brasil; (de pé), o contador, do Banco Commercial, João de Camargo Barros e um revolucionário não identificado.

                                                                  


1932: Batalhão de funcionários
Autoria: Cecílio Elias Netto
Foto: Acervo A PROVÍNCIA (Cópia)


Funcionários municipais formaram um batalhão na Revolução de 1932


 
  A Revolução Paulista em 1932 foi, após a vitória de Getúlio Vargas, colocada à margem, num esforço para ser esquecido o heroísmo e a indignação dos paulistas diante da ditadura. Em Piracicaba, o movimento revolucionário foi intenso, especialmente porque, na liderança da Revolução, estavam piracicabanos ilustres como o jurista Francisco Morato – convidado a ser governador de São Paulo – e Paulo de Moraes Barros, a quem Getúlio entregou o Ministério de Viação e Transportes, por alguns dias aceito por dr.Paulo.
    Mulheres, jovens, profissionais liberais, intelectuais, operários e até mesmo os funcionários municipais se mobilizaram para o grande enfrentamento que resultou fracassado. A foto, de 1932, é a do Batalhão dos Funcionários Municipais, com pessoas infelizmente não identificadas por A PROVÍNCIA.



Atrapalhadas piracicabanas na Revolução de 1932

Atrapalhadas piracicabanas na Revolução de 1932
Fonte: Memorial de Piracicaba 2002/03, do autor
Autoria: Cecílio Elias Netto

O grande soldado caiu na água com espingarda e tudo



     Durante alguns anos, após sua participação Revolução Constitucionalista de 1932, o advogado Jacob Diehl Neto, um dos grandes intelectuais da cidade, publicou pequenas crônicas no Jornal de Piracicaba, registrando episódios cômicos, alguns trágicos, da participação dos piracicabanos no combate.   Os trechos abaixo integram a crônica denominada "Confissão", onde identifica vários piracicabanos e suas pequenas tragédias na frente de combate e os resquícios de sua formação no Colégio Piracicabano que acabaram por se manifestar de maneira, no mínimo, curiosa: ....."estava o I Batalhão Piracicabano, aliás reduzido quase à metade e então chamado Coluna Boaventura, num sopé da Serra da Bocaina, aguardando ordem para tomar nova posição, e eu conversava com o capitão, mais o tenente-médico Dr. Lula (Luiz Gonzaga de Campos Toledo) e alguns voluntários esperançados de "peixes", é dizer boatos, quando nos apareceu, montado a cavalo, um sargento apressadíssimo, com ordem verbal de retirada imediata. Estampou- se no rosto de Boaventura uma raiva trágica, que conteve a custo, e respondeu seco: "Minha gente não se retira sem ordem escrita".
     O sargento explicou que uma posição fracassara, inesperadamente, deixando-nos em risco de sermos cercados, e ainda lhe cabia avisar ao lado um grupo de combate. Lá se foi ele... ... foi chamado o voluntário Venerando, acadêmico da Luiz de Queiroz. Venerando Ribeiro do Vale, médio direito do XV e seu campeão no último campeonato amador. Recebeu as precisas instruções para ir em busca da ordem escrita, fez continência, pôs-se de lado, rezou uma oração e partiu. Seriam 15 horas, se tanto. Ciro Cintra, o acadêmico Cintra saído em patrulha de reconhecimento, voltou contando que havia contra nós manobras de envolvimento, conquanto mais lentas... Boaventura pos a tropa em marcha, sem atropelo.
      Meia légua adiante, tínhamos de passar por uma pinguela, a saber, uma vigota de quatro metros sobre um riacho. Ali, num movimento desastrado,Tonico Osvaldo (o ilustre Prof. Antonio Osvaldo Ferraz) me derrubou n'água, com fuzil e a moamba toda, felizmente salva de imediato, porque bem embrulhada. Quem me puxou para cima do barranco, se me lembro bem, foi o Mônaco, o alfaiate Eduardo Mônaco, muito "antigo", que significava sabidíssimo, como reservista do Exército.
   .... então apertou-nos a fome, sem alimento que estávamos desde a tarde anterior. Andando de um para outro lado, como farejando um osso, cheguei à porta de uma casa rústica, superior às outras, porém. A porta de entrada era para uma sala com mesa de jantar e tinha uma porteira de ripas, pintadas de azul.. Olhei para dentro e vi nas paredes recentemente caiadas alguns quadros com hinos e alguns motivos protestantes, e estava olhando quando apareceu o dono, com ares de desconfiado. Tive a impressão de que acabara de tomar café, e minha fome aumentou, roendo- me cruelmente.
    Então - Deus do céu - o pecado da hipocrisia me assaltou. Lembrei-me da minha meninice no Colégio Piracicabano, de Miss Moore, Miss Ross, Miss Phillips... E dirigi-me àquele homem , em que via uma refeição: "Gosto muito desses hinos, mas prefiro outro (e cantei cinicamente)
"vinde meninos, vinde a Jesus, Ele vos deu a benção da cruz". A portinha abriu-se mais azul ainda e fui convidado a entrar, com o nome de "irmão"... Cantei mais: "Ao pé do trono de Jesus muitas crianças estão". Abençoada memória de trinta e seis anos! Abençoado Colégio Piracicabano!
      Meu inesperado irmão indagou-me se tinha fome. Não podia acudir a todos os bravos voluntários, mas haveria para mim o suficiente. Chá a vontade, pão amanhecido, mas bastante. E eu que não como pão fresco! Guardei um pedação para meu filho Pahite e me fartei. Eis que vieram chamá-lo. Saiu pedindo-me que o esperasse. Demorou- se, entretanto, e tive que sair
apressadamente para reunir-me à tropa, em chamada para partida. Cartas que escrevi para a usina, indicando um senhor assim e assado, não tiveram resposta. Não tive dinheiro para ir até lá, agradecer aquele que matou minha fome. A fome, má conselheira, que me fez enganar um semelhante, valendo-me de sua religião. Pela fome que me varava, terei perdão?"

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