quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PIRACICABANOS MORTOS NO CAMPO DE BATALHA NA REVOLUÇÃO DE 1932: TÚMULO NO CEMITÉRIO DA SAUDADE

HOMENAGEM AOS COMBATENTES DA REVOLUÇÃO DE 1932


Histórico: “O primeiro piracicabano a morrer no campo de batalha foi Ennes Silveira Mello. Filho de José e Malvina Sampaio Silveira Mello, Ennes nascera em 27 de novembro de 1905. Era solteiro e agrimensor. Ele pertencera ao primeiro batalhão de voluntários e tomava parte na Frente Norte dos combates, em proteção da Fazenda Moraes em Queluz. No dia 15 de agosto de 1932, estava, com outros soldados, construindo um abrigo contra aviões na trincheira onde se encontravam. Tudo estava calmo, não havia batalha. Ennes saiu da trincheira para buscar taquaras que camuflassem a defesa quando foi atingido por rajadas de metralhadora que, na véspera, tinha sido montada, pelo inimigo, numa moita. Levado para o Hospital de Cruzeiro, morreu no dia 17. A morte de Ennes Silveira Mello acendeu ainda mais o fervor patriótico em Piracicaba. A mãe de Ennes, Malvina, em vez de lamentar a morte do filho, convocou a juventude para continuar a luta. Para o lugar de Ennes Silveira Mello, apareceram mais 50 voluntários.

Alexandre Petta, nascido em Piracicaba, 1900 foi morto em Silveiras abatido pela Fuzilaria inimiga em 26 de setembro de 1932.

Antonio de Barros César, nascido em Piracicaba em 19 de março de 1902 morto em Silveiras devido choque pela explosão de uma granada em 09 de setembro de 1932.

Morreram também na revolução de 1932 os voluntários piracicabanos totalizando o número de catorze:    Francisco Honório de Souza, Jorge Jones, Jorge Zohlner, José Homero Roxo, José Soares, Lauro de Barros Penteado, Natal Meira Barros, Prudente Meirelles de Moraes (Nota), Romário de Mello Nery, Silvio Cervellini e Agenor Rocha.

Em 1938, sendo Luiz Dias Gonzaga prefeito, Piracicaba homenageou os seus heróis com um monumento que se ergueu na praça José Bonifácio, ao lado do Teatro Santo Estevão. A obra foi elaborada pelo escultor Alfredo Coluccini, tornando-se o Monumento aos Voluntários de Piracicaba, com versos do célebre poema de Francisco Lagreca. Em 1980, o então prefeito João Herrmann Neto determinou que todos os monumentos fossem retirados da praça. O fato criou forte reação junto aos piracicabanos que, em ação judicial, conseguiram que o monumento retornasse ao lugar de origem”.
(Elias Netto, 2000).

Nota: Eng. Prudente Meirelles de Moraes

Prudente Meirelles de Moraes (Piracicaba, São Paulo, 1904 – São Paulo, 1932) num início de século 20 onde o progresso tecnológico e da ciência eram vistos como caminho para a paz e conforto da civilização. Morreu aos 28 anos de idade.

Biografia: O casal Antônio Prudente de Moraes e Maria França Meireles, a Dona Marieta. O pai era o sexto filho do ex-presidente Prudente de Moraes. A mãe, filha de um coronel de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo.

Tiveram dois filhos: Prudente Meirelles de Moraes e Antonio Prudente Meirelles de Moraes.

Prudente era o filho mais velho do casal. Quando nasceu, a vida pacata de seus pais em nada se assemelhava ao vendaval que atingira o clã dos Prudente há pouco mais de uma década apenas. No final dos anos 1890, seu avô Prudente de Moraes tornou-se nada menos que o 1º Presidente da República.

Prudente cursou engenharia na Escola Politécnica de São Paulo, atual USP. Totalmente diferente do irmão, era mais reacionário e com a explosão da Revolta Constitucionalista de São Paulo, logo se engajou nas tropas.

MORTE: Faleceu em combate em 1932, com apenas 28 anos.

Arte Tumular:

Título da obra: Tributo a revolução constitucionalista de 1932

Grupo escultônico em bronze e granito negro, com a escultura de um guardião com uma espada em uma das mãos e a outra sobre a bandeira paulista, capacete e espada sobre o túmulo em alusão a revolução paulista. A porta do jazigo apresenta em relevo um trem blindado usado na guerra. Nesse mesmo túmulo está o seu irmão Antonio Prudente de Meirelles Moraes.






Túmulo dos ex-combatentes constitucionalistas – Cemitério da Saudade de Piracicaba

Todo Estado de São Paulo se mobilizou em prol da Revolução Constitucionalista e a cidade de Piracicaba, berço da economia da cana-de-açúcar, não foi diferente. A história desta cidade se confunde com o desenvolvimento econômico da Capital.

Estão sepultados neste jazigo os soldados Natal Meira Barros, Sylvio Cervelini, José Homero Roxo, Ennes Silveira Mello, Romário Mello Nery e Francisco H. Souza. Neste cemitério também estão sepultados o presidente Prudente de Moraes e o pintor Almeida Júnior.

E simbologia constitucionalista é o que não falta neste túmulo, começando pela coluna partida que significa vida interrompida. Acima, vemos o capacete constitucionalista modelo francês apelidado de crista de galo. Este capacete está apoiado em um livro com a palavra LEX o que nos remete a luta dos combatentes piracicabanos pela constituição. Ao fundo, uma singela mão com uma espada em punho que significa símbolo da justiça e da decisão.




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