sábado, 22 de outubro de 2011

A PRESENÇA DE ELIAS-FAUSTENSES NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Movimento de insurreição contra o governo provisório de Getúlio Vargas, ocorrido de julho a outubro de 1932, em São Paulo. Os insurgentes exigem a convocação da Assembléia Constituinte prometida por Vargas em sua campanha pela Aliança Liberal e na Revolução de 1930. Além dos interesses da oligarquia paulista, a Revolução Constitucionalista tem raízes na tradição liberal democrática de amplas alas da sociedade urbana estadual.Derrotados pela Revolução de 1930, setores da oligarquia paulista defendem a instalação de uma Constituinte, com o objetivo de fazer oposição ao governo provisório.Vargas é acusado de retardar a elaboração da nova Constituição. No início de 1932, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD) aliam-se na Frente Única Paulista e lançam campanha pela constitucionalização do País e pelo fim da intervenção federal nos Estados. A repercussão popular é grande. As manifestações multiplicam-se e tornam-se mais fortes. No dia 23 de maio de 1932, durante comício no centro da cidade de São Paulo, a polícia reprime os manifestantes, causando a morte de quatro estudantes. Em sua homenagem, o movimento passa a chamar-se MMDC – iniciais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os mortos –, sigla alterada pela Lei Estadual nº 11.658, para MMDCA, em homenagem a Orlando Alvarenga, que teria morrido em 12 de agosto do mesmo ano, 81 dias após o ocorrido, vítima de um tiro de fuzil.

1. Meu avô Cap João Rodrigues Gonçalves – Capa e Biografia da Revista “A Força Policial” sob nº 64





MEMÓRIAS DO VENTURA

sábado, 22 de maio de 2010

115 a. nasce JOÃO RODRIGUES GONÇALVES, em BRAGANÇA PAULISTA, no dia 23 de maio de 1896. Participou, como sargento, da luta constitucionalista de 1932, tendo sido promovido a 2º TENENTE por sua brava contribuição a esta empreitada cívico-revolucionária. Em 1937 foi reformado no posto de CAPITÃO, por apresentar graves problemas respiratórios. ADHEMAR DE BARROS o convocou para compor sua equipe de segurança pessoal em 1938. Nomeado pelo Chefe do Executivo como Delegado de Polícia em MONTE MOR para o biênio 1940-1941, destacou-se por seus conhecimentos jurídicos, senso de justiça e capacidade de administrar conflitos, em um período marcado por conturbações sociais na região. Posteriormente, quando da emancipação político-administrativa do município de ELIAS FAUSTO, por meio do Decreto nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em SÃO PAULO no período de 1945-1948, foi designado e empossado pelo Interventor FERNANDO COSTA a partir de 1º de janeiro de 1945, como prefeito e assumiu interinametne a gestão do recém-criado município, realizando profícua administração. Foi vereador na legislatura de 1956 a 1959. Acometido por AVC, faleceu em 28 de outubro de 1972. Muito querido pela população local, uma grande multidão de concidadãos compareceu ao seu féretro para apresentar-lhe as derradeiras homenagens, bem como expressiva representação de Oficiais da Reserva da Polícia Militar, seus antigos companheiros de Milícia. Oficial vocacionado e homem público correto e empreendedor, JOÃO RODRIGUES GONÇALVES constitui paradigma dos muitos policiais militares que, pelo respeito granjeado em suas comunidades, contribuíram, ao longo da história, no exercício de funções públicas, para o engrandecimento e o progresso do Estado de São Paulo.

http://ventura-memriasdoventura.blogspot.com/2010/05/dia-23-de-maio-de-2010.html



Foto tirada às vésperas da Revolução de 32. Da esquerda para a direita: Filho do meu avô - Moacyr (meu tio) com 9 anos de idade fardado de Soldado Constitucionalista, minha mãe Nair e minha tia Jandyra em Lorena – SP

Foto do Capitão FPESP João Rodrigues Gonçalves em 1947

CERTIDÃO CASAMENTO CAP JOÃO RODRIGUES GONÇALVES




Platinas de Ombro do meu avô Cap João Rodrigues Gonçalves

Relógio de cordas do meu avô marca TOVARI - suíço que ele comprou em 1959 e após sofrer seu primeiro AVC em 1964 doou ao meu pai por ficar com os dedos da mão direita paralisados e não conseguir "dar cordas", está desde 2007 guardado comigo.

  
Cap João Rodrigues Gonçalves conheceu o Dr. Adhemar de Barros, na região onde servia na Força Pública e Revolução de 1932, no Vale do Paraíba.

Em 1932, com os paulistas sublevados contra a revolução dos tenentes que havia deposto o presidente Washington Luís, Adhemar de Barros fecha seu consultório e se alista como oficial médico no exército de Isidoro Dias Lopes. Em reconhecimento a seus dotes de estrategista, foi promovido a capitão e a delegado militar na região de Aparecida e Lorena, no Vale do Paraíba. Em carta a sua esposa ele descreve as agruras da frente de batalha: “O ruído do canhão quase que não faz medo, a metralha assusta mais e é muito mais traiçoeira. O avião é que assusta muito; naquelas 2 horas que lá passei tivemos 5 feridos gravemente por granadas lançadas...” 

Foto 1932: Adhemar de Barros com Militares Revolucionários em visita a escoteiros

 Placa contida no túmulo do Cap João R. Gonçalves EM Elias Fausto

Diploma de Honra ao Mérito do Núcleo MMDC de Piracicaba com o nome de seu patrono Capitão João Rodrigues Gonçalves outorgado ao ínclito Presidente da Sociedade dos Veteranos de 32-MMDC Cel PM Mário Fonseca Ventura em 9 de julho de 2012



2. Participação do ex-prefeito Thomé Rúffolo (de barba) na Revolução de 1932, em Lorena, no Vale do Paraíba.

Acima, Transcrição da Certidão de Situação de Serviço Militar de Thomé Ruffolo prova da sua ativa participação na Revolução de 1932 

3. Luiz Pierobon. Elias-faustense, ex-combatente de 1932.



A PRESENÇA DE ELIAS FAUSTO NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Eram 25.334 homens os integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que, em 1944, combateram na Itália o nazifascismo. Nas diferentes fases da campanha, tiveram pela frente 13 divisões inimigas. Fizeram 20.573 prisioneiros, 3.173 pracinhas foram feridos e 451 morreram.

Antônio Paschoeto, ex-combatente na Segunda Guerra Mundial, que passou a residir em Elias Fausto após o fim da guerra.

Dois elias-faustenses integraram a FEB: Nicolau Fonseca e Cesário Aguiar. Este último morreu em combate e o primeiro regressou à Pátria e, logo a seguir, mudou-se de Elias Fausto.

Cesário Aguiar. Elias-faustense morto na Segunda Guerra Mundial.


Lápide do túmulo de Cesário Aguiar no cemitério local.

O soldado Cesário Aguiar morreu no dia 1º de outubro de 1944, às margens do Rio Serchio, num violento combate com forças alemãs. Morreu de modo heróico, lutando pelo Brasil.No dia 30 de setembro, véspera da sua morte, ele foi enviado ao PC da Cia., sob fogo, para levar uma mensagem comunicando que estavam com pouca munição. Ele sabia que o pelotão iria retirar-se daquele lugar e, mesmo assim, voltou, debaixo de tiros, para juntar-se aos seus companheiros. Esse comportamento exigiu muita firmeza e vontade, além de tocante solidariedade para com seus amigos que estavam em perigo.Elias Fausto rendeu muitas homenagens ao seu herói. O soldado Cesário foi agraciado pelo Brasil com as medalhas Cruz de Combate (Participação) e Sangue do Brasil (Bravura). Elias Fausto deu o nome de Cesário Aguiar para uma de suas ruas. Seus restos mortais estão sepultados no cemitério de Elias Fausto.
Fonte: Elias Fausto Terra de Luz e Bondade

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