terça-feira, 17 de julho de 2018

Câmara promove exposição de objetos relacionados à Revolução



A Câmara de Vereadores de Piracicaba promove exposição de objetos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932, no hall do Departamento de Documentação e Transparência, localizado no terceiro andar do prédio anexo (rua São José, 547, Centro). As visitas seguem até o dia 31, de segunda-feira a sexta-feira, das 8 às 17 horas, exceto feriados.

Sob curadoria do historiador Fábio Bragança, diretor do Departamento de Documentação e Transparência, a mostra traz uniformes, bandeiras, flâmulas e objetos do período, incluindo itens que pertenceram ao ex-combatente Joaquim Moreno, natural de Bauru e que morreu em 27 de dezembro de 2010, aos 96 anos, em Piracicaba. O acervo de Moreno foi doado à Câmara em 2011, pela filha Dircéia Moreno Moreira.

Data magna no Estado de São Paulo desde 1997, o 9 de Julho é o dia em que os paulistas pegaram em armas para lutar pelo regime democrático. Na época, 800 soldados e voluntários piracicabanos lutaram contra as tropas federais no Vale do Paraíba e no sul do Estado.

O movimento era em favor da destituição do governo provisório de Getúlio Vargas, que dois anos antes assumira o poder no país, fechou o Congresso e aboliu a Constituição. O Estado pedia a promulgação de uma nova Constituição Federal.













quarta-feira, 11 de julho de 2018

Fotos da Solenidade - 9 de julho de 2018

A solenidade de 2018 pelos 65 anos da Revolução Constitucionalista foi realizada no dia 9 de julho, na Praça José Bonifácio, centro de Piracicaba, em local de onde partiu o 1º. Batalhão Piracicabano, no dia 13 de de julho de 1932. O evento foi coordenado pelo Comitê de Eventos Cívicos de Piracicaba. Contou com a participação de atiradores do TG 02-028, de grupamentos de escoteiros, da Banda União Operária e desfile da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e Corpo de Bombeiros.






















segunda-feira, 9 de julho de 2018

Núcleo tem papel de destaque na solenidade de 2018



O Núcleo Voluntários de Piracicaba teve participação especial n a solenidade do 9 de Julho de 2018, em solenidade organizada pelo Comitê de Eventos Cívicos do município. A solenidade, realizada na Praça José Bonifácio, começou às 9h15 e durou até as 10h45.

O palanque foi montado à frente do Coreto Maestro Oswaldo Petterman, sendo composto pelo prefeito Barjas Negri, vice-prefeito José Antonio de Godoy, presidente da Câmara de Vereadores Matheus Erler, Secretário de Administração Erotides Gil, vereadora Adriana, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba Valdiza Caprânico, presidente do Comitê de Eventos Cívicos Alex Garcia e representantes do Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, Tiro de Gurra 02-028 e Polícia Militar.


Abrindo o evento, a palavra foi passada ao presidente do Núcleo, jornalista Edson Rontani Júnior, que fez um rápido apanhado sobre o Movimento Constitucionalista de 1932 em Piracicaba. Também marcou presente o vice-presidente do Núcleo, Tenente PM André Manoel da Silva.

Em sua fala, Rontani lembrou a importância dos jovens na Revolução, sendo que maioria de inscreveu como voluntário no Teatro Santo Estevão, situado na praça José Bonifácio, sendo demolido nos anos 1950. Encontra-vese o Teatro bem no meio da praça, no local entre o Coreto e o Monumento ao Solidado Constitucionalista. Ele lembrou que a sociedade se encontrava neste local, uma vez que os poderes municipais - Prefeitura e Câmara - funcionavam ao lado. Próximo, em frente ao Poupatempo Estadual funcionava o jornal O Momento. Este veículo de comunicação instalou um alto-falante na rua e às 13 horas de todos os dias, acionava uma sirene chamando as famílias piracicabanas para ouvir as novidades de seus familiares que partiram ao fronte de batalha.

Também destacou a vida dos voluntários como Ennes Silveira Mello - morto com 27 anos - e Natal Meira Barros - morto aos 17 anos -, ambos atuantes como voluntários e alvejados respectivamente em Queluz e Pinheiros, Fronte Norte do estado de São Paulo.

Em seguida, Rontani detalhou a obra de Lélio Coluccini que compõe o Monumento ao Soldado Constitucionalista, também situado na praça José Bonifácio, lembrando que lá existe a cena de um voluntário que parte para a batalha com uma mão na cabeça de sua mãe que, em prantos, despede-se de seu filho, com a incerteza de que ele retornará ao lar. Sua outra mão, abraça sua esposa que, por sua vez, segura um bebê de colo. Quantas famílias se despedaçaram com este conflito ... O monumento foi instalado em 1937 na gestão do prefeito Luiz Dias Gonzaga, depois de cinco anos do término da Revolução.

Finalizando, Rontani salientou a presença do Grypo de Escoteiros São Mário e do Grupo de Escoteiros Piracicaba lembrando o papel importante que os escoteiros tiveram na Revolução como ordenanças ou estafetas. Falou ainda sobre Aldo Chiorato, de Campinas, escoteiro da Cruzada Escoteira Pró-Constituição alvejado por estilhaço de uma granada lançada por um avião das Forças Federais, perdendo a vida 20 dias antes de completar seus 10 anos de vida, em 18 de setembro de 1932.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

1963 Praça

Fotos da solenidade do 9 de julho do ano de 1963, Marco da Bandeira e Monumento ao Soldado Constitucionalista, na praça José Bonifácio, Piracicaba.








domingo, 4 de fevereiro de 2018

Arthur Friedenreich: Nosso primeiro grande craque



Qual o maior goleador do futebol brasileiro? Para alguns, não é Pelé, e sim Arthur Friedenreich (1892-1969), primeiro grande nome do esporte no país. 

O maior jogador do Brasil no início do século 20 ganhou o apelido de “El Tigre” quando, na final de 1919 do Campeonato Sul- Americano (Brasil 1 x 0 Uruguai), mostrou muita raça. Os próprios adversários passaram a chamá-lo assim. 

A carreira do Tigre, porém, teve uma pequena interrupção – pouco mais de quatro meses. Foi quando ele integrou as forças paulistas na Revolução Constitucionalista de 1932. Friedenreich entrou na revolução pelo mesmo motivo que vários outros paulistas: Getúlio Vargas, que assumira o poder dois anos antes, suspendeu a Constituição de 1891, substituiu governadores de estados (com exceção de Minas Gerais) e desagradou as oligarquias paulistas. 

O jogador doou troféus, medalhas de ouro, tudo o que podia para patrocinar a luta. Começou como sargento, chegou a tenente e deixou o front com status de herói. Friedenreich comandou uma divisão com 800 desportistas e descreveu o ambiente como tenso, mas de camaradagem. Ficou um trauma da experiência: um soldado de 21 anos morreu em seus braços com um tiro na nuca. 

Depois da revolução, o Tigre voltou para casa, jogou futebol por mais três anos e então começou a trabalhar numa companhia de bebidas, onde se aposentou.