domingo, 28 de julho de 2019

9 de Julho de 2019 em Piracicaba


O 9 de Julho de 2019 foi comemorado em Piracicaba com solenidade realizada nesta data, das 9 às 11 horas, na Praça José Bonifácio, ao lado do Monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932. Na foto acima, aparecem Edson Rontani Júnior (presidente do Núcleo), José Antonio de Godoy (vice-prefeito) e tenente Antonio Manoel da Silva (vice-presidente do Núcleo).

A manhã foi abrilhantada pela Banda dos Aspirantes do Exército de Campinas e também pelos atiradores do TG 02-028. O tenente André Manoel abriu a solenidade em nome do Núcleo comentando sobre a data, importante não apenas para São Paulo como para todo o país.

Houve salva de tiros e colocação de coroas de flores no Monumento ao Soldado Constitucionalista.



Em Piracicaba, a data é comemorada através de Decreto Municipal de autoria do vereador João Manoel dos Santos, desde 1999. A organização da solenidade fica a cargo do Comitê Municipal de Eventos Cívicos.


domingo, 21 de julho de 2019

Livro "Cartas a Piracicaba" homenageará Revolução de 1932


Piracicaba tem monumento em homenagem aos soldados constitucionalistas (Crédito: Amanda Vieira/JP)

O jornalista, vice-presidente do IHGP (Instituto de Geografia e História de Piracicaba) e presidente do Núcleo MMDC de Piracicaba, Edson Rontani Jr., vai lançar em outubro, o livro Carta a Piracicaba contando a história dos combatentes piracicabanos na Revolução Constitucionalista, que hoje completa 87 anos. Para o trabalho, Rontani pesquisou as cartas trocadas com as famílias e os voluntários durante os meses da revolução. Poucas fotos e relatos de familiares ajudaram no trabalho jornalista.

Considerada a primeira e maior revolta contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas, a Revolução de 1932 foi uma mobilização do Estado de São Paulo que liderou a tentativa de derrubar o então presidente da República do poder e promulgar uma nova Constituição para o Brasil.

O movimento foi marcado pela morte dos estudantes paulistas Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, em 23 de maio de 1932, em um comício na Capital. As iniciais de seus nomes (MMDC) transformaram-se na sigla da Revolução Constitucionalista. Neste feriado, em Piracicaba, assim como em outros municípios paulistas o dia é de lembrar as conquistas que a revolução garantiu à sociedade e também de reverenciar os combatentes mortos durante os meses do conflito.

De acordo com Rontani, estima-se que cerca de 900 jovens piracicabanos deixaram a cidade para participarem do combate armado. O número de combatentes, no entanto, pode ser impreciso, já o número de mortos é certo.

Neste 9 de julho, 17 famílias piracicabanas ainda choram a morte de seus filhos, jovens que partiram confiantes para as trincheiras, movidos por um ideal ou pelo sentimento de cidadania.

Entre os mortos está Natal Meira Barros, tio-avô de Rontani e um dos Voluntários de Piracicaba sepultados no monumento em homenagem aos combatentes, existente na Praça José Bonifácio, no Centro da cidade.

Segundo o jornalista, Natal foi um dos vários jovens que partiram escondidos das famílias rumo à Capital. “Um tio viu o Natal na estação da Paulista quando ele foi se alistar em São Paulo, quando ele voltou meu bisavô deu-lhe uma surra e esmo assim ele fugiu para ir à Revolução”, contou acrescentando que o jovem morreu em agosto de 1932 em Cruzeiro, na divisa dos estados de São Paulo com o Rio de Janeiro.

Rontani conta que, na época, jovens eram chamados de maricas, caso não aceitassem o desafio de ir para combate. “Falavam que o rapaz que não fosse teria de usar vestido”, afirmou. O livro sobre a Revolução de 1932 e os combatentes piracicabanos será lançado no dia 3 de outubro, data que lembra o fim do combate.

Beto Silva beto.silva@jpjornal.com.br http://www.jornaldepiracicaba.com.br/sao-paulo-celebra-87-anos-da-revolucao-constitucionalista/ (09/07/2019)

terça-feira, 9 de julho de 2019

9 de Julho é lembrado pela Câmara de Piracicaba


A Câmara de Vereadores de Piracicaba expõe objetos relacionados à Revolução Constitucionalista de 1932, no hall do Salão Nobre Helly de Campos Melges. O material foi organizado pelo Departamento de Documentação e Transparência e pode ser visto até o dia 25.

A Revolução Constitucionalista é lembrada a cada ano no dia 9 de julho, feriado paulista. Também conhecido como Guerra Paulista, o movimento ocorreu nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O objetivo era derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte.


Na exposição, estão retratos do movimento, através de objetos cedidos por um colecionador à Câmara. Segundo o diretor do departamento, Bruno Didoné de Oliveira, a exposição é montada todo o ano e possui como objetivo manter viva a memória da cultura de Piracicaba, do estado e do país. “Um dos destaques dessa exposição são os uniformes e os utensílios utilizados durante a guerra, como marmita e chapéu. Mas as medalhas que a Casa também entregou aos combatentes sobreviventes é uma das partes bem bacanas que o público também pode ver”, disse.

“Para mim, é uma experiência muito boa, tanto profissional e principalmente acadêmica. É uma atividade que está diretamente ligada ao meu curso, porque retratamos história para as pessoas poderem enxergar”, disse o estudante de história Felipe Pascoalino, que está estagiando há um ano e cinco meses no departamento.


De acordo com ele, cada objeto foi pensado da maneira certa para ser colocado em cada estante. “Nós colocamos as vestimentas à vista, as medalhas dos sobreviventes em um lugar maior e as bandeiras estendidas. Tudo isso para a melhor visão do público”, ressaltou.

SERVIÇO - Exposição alusiva aos 87 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, no hall do Salão Nobre da Câmara (rua Alferes José Caetano, 834, Centro). Até 25 de julho. Visitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados. Entrada gratuita.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Revoluções de 1924 e 1932 e seu contexto em Piracicaba


Edson Rontani Júnior e André Manoel da Silva, diretores do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba

As Revoluções de 1924 (Revolução Paulista) e 1932 (Revolução Constitucionalista) e seus reflexos em Piracicaba foram analisadas e integrarão livro do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba a ser lançado no próximo sábado. Os textos foram escritos por André Manoel da Silva e Edson Rontani Júnior, diretores do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba.



Manoel da Silva, tenente da Polícia Militar do Estado, analisa em seu estudo a ligação do major Miguel da Costa com Piracicaba e a Revolução de 1924. Ele lembra que esta manifestação popular teve ligação direta com a Revolução Tenentista ocorrida dois anos no Distrito Federal (Rio de Janeiro), os quais trouxeram resultados para os rumos políticos da nação. “O major Miguel Costa foi uma das figuras importantes neste cenário, sendo que residiu em Piracicaba na Fazenda Pau D’alho produzindo e exportando café, abandonando o negócio da família em 1901, partindo para a capital paulista onde iniciou carreira militar”, diz Manoel. A partir daí, é traçado um panorama de como Piracicaba envolveu-se com a formação daquela convulsão popular.


Já a Revolução Constitucionalista de 1932 teve um grande marco em Piracicaba, cidade que enviou cerca de 1 mil voluntários que rebelaram-se contra a ditatura de Getúlio Vargas e exigiam uma nova constituição para o Brasil. “Foram vários piracicabanos mortos nas frentes de batalha, em especial na divisa com o Rio de Janeiro”, diz Rontani Jr., jornalista e autor deste capítulo. Seu texto passa um panorama sobre a partida do Batalhão de Piracicabanos em julho de 1932 até o desmonte do Monumento ao Soldado Constitucionalista ocorrido em 1980, quando ele foi transferido da praça José Bonifácio.

O livro do IHGP será lançado neste sábado, dia 29, às 10 horas na sede do Instituto situado à rua professor José Martins de Toledo nº. 109, Jaraguá, com distribuição gratuita aos presentes.